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Banco Central eleva projeção do PIB para 2,1% em 2025

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Edifício-sede do Banco Central, em Brasília - Pedro Ladeira - 21.jun.24/Folhapress

O Banco Central revisou para cima a projeção de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil em 2025, passando de 1,9% para 2,1%. A nova estimativa, divulgada nesta quinta-feira (26) no Relatório de Política Monetária, reflete um primeiro semestre mais aquecido do que o previsto e uma leve melhora nas perspectivas da produção agrícola.

Mesmo com a revisão otimista, a autoridade monetária mantém o diagnóstico de desaceleração da atividade econômica ao longo do segundo semestre, em razão do atual ciclo de alta dos juros.

O relatório do BC, que passou a substituir o antigo relatório trimestral de inflação, ainda destaca o impacto positivo da recuperação do mercado de trabalho e das recentes mudanças nas regras do crédito consignado para trabalhadores da iniciativa privada, que podem estimular o consumo das famílias — embora com grau elevado de incerteza.

Atualmente, a projeção do BC está abaixo da estimativa do Ministério da Fazenda, que prevê um crescimento de 2,4% para o ano. O mercado financeiro também está mais otimista: a expectativa média dos analistas é de uma expansão de 2,21% em 2025, segundo o último boletim Focus.

Juros altos e perspectiva de inflação

O cenário de crescimento moderado ocorre em meio ao aperto monetário promovido pelo Copom (Comitê de Política Monetária). Na última reunião, o colegiado decidiu elevar a taxa Selic para 15% ao ano, o maior nível desde 2006. O movimento de alta, embora mais lento — 0,25 ponto percentual —, visa conter a inflação ainda acima do teto da meta.

O relatório projeta que o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) fechará 2025 em 4,9%, recuando para 3,6% em 2026 e para 3,2% em 2027. A meta de inflação é de 3%, com intervalo de tolerância entre 1,5% e 4,5%.

A probabilidade de o IPCA ultrapassar o limite da meta este ano é de 68%, um número ainda elevado, mas levemente inferior ao observado no relatório anterior (70%). Já para 2026, essa chance é de 26%, e para 2027, de 17%.

Pelo novo critério adotado pelo BC, o descumprimento da meta só ocorre se a inflação ultrapassar o intervalo de tolerância por seis meses consecutivos, independentemente do mês ou do ano.

Equilíbrio entre crescimento e estabilidade

A autoridade monetária reforça que o crescimento projetado ainda depende de fatores externos, do comportamento fiscal e da evolução das expectativas de inflação. Embora os sinais do primeiro semestre sejam positivos, o cenário ainda exige cautela. A combinação entre juros elevados e incertezas globais pode afetar o ritmo da retomada econômica brasileira.

Redação Saiba+

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Bahia projeta safra recorde de grãos em 2026

Estimativa aponta produção superior a 13,2 milhões de toneladas, impulsionada pelo crescimento da soja, milho e algodão

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A produção agrícola da Bahia deve alcançar um novo marco histórico em 2026. Dados do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) indicam que a safra de cereais, leguminosas e oleaginosas (grãos) está estimada em 13.256.520 toneladas, consolidando a expectativa de um novo recorde para o estado.

O volume projetado representa um crescimento de 3,2%, equivalente a mais 416,9 mil toneladas, em comparação com a safra recorde registrada em 2025, quando foram produzidas 12.839.577 toneladas de grãos.

Na comparação entre maio e junho deste ano, a estimativa permaneceu estável, sem alterações nos números divulgados. A manutenção da previsão demonstra confiança no desempenho das principais culturas agrícolas e reforça as perspectivas positivas para o setor agropecuário baiano.

O desempenho recorde é atribuído, principalmente, à expectativa de expansão da produção de soja, milho da primeira safra e algodão herbáceo, culturas que seguem entre os principais motores do agronegócio estadual e possuem forte participação na economia da Bahia.

O resultado esperado evidencia a força do agronegócio baiano, que vem ampliando sua produtividade e consolidando o estado entre os maiores produtores de grãos do país. Além de fortalecer a economia regional, o crescimento da produção contribui para a geração de empregos, incremento das exportações e desenvolvimento das cadeias produtivas ligadas ao setor.

Com a manutenção das condições climáticas favoráveis e o bom desempenho das lavouras, a expectativa é que 2026 seja o melhor ano da história para a produção de grãos na Bahia, reforçando o protagonismo do estado no cenário agrícola nacional.

Redação Saiba+

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TJBA promove debate sobre direitos das mulheres negras no Julho das Pretas

Terceira edição do projeto reuniu magistrados, servidores, estudantes e representantes da sociedade civil em um encontro marcado pelo diálogo e pela valorização da ancestralidade

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O Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA) realizou, nesta segunda-feira (13), a terceira edição do projeto Julho das Pretas, iniciativa voltada à promoção do diálogo sobre os direitos, a representatividade e o fortalecimento das mulheres negras. O evento aconteceu no Auditório Desembargadora Olny Silva e reuniu desembargadores, juízes, servidores, estudantes e lideranças da sociedade civil em uma programação dedicada à reflexão sobre equidade e inclusão.

Nesta edição, o projeto inovou ao substituir o formato tradicional de palestras por um talk show, proporcionando um ambiente mais dinâmico e participativo. A nova metodologia favoreceu uma interação mais próxima entre o público e as convidadas, permitindo um debate aberto sobre desafios, conquistas e perspectivas relacionadas à promoção da igualdade racial e de gênero.

Participaram do encontro as juízas Ana Cláudia de Jesus Souza, Andremara dos Santos e Maria Angélica Alves Matos, além da professora e pesquisadora da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Florentina Souza. Durante o debate, foram abordados temas como o fortalecimento da identidade negra, a valorização da ancestralidade, o combate ao racismo estrutural e a ampliação do acesso das mulheres negras aos espaços de decisão.

O evento reforçou o compromisso do TJBA com a promoção da diversidade, da inclusão e dos direitos humanos, incentivando o diálogo institucional sobre questões relacionadas à igualdade de oportunidades e ao enfrentamento das desigualdades sociais.

A iniciativa integra a programação do Julho das Pretas, movimento que promove ações de conscientização e valorização das mulheres negras em diferentes instituições públicas e privadas. A proposta é ampliar o debate sobre justiça social, equidade e políticas de inclusão, fortalecendo o protagonismo feminino negro na sociedade brasileira.

Redação Saiba+

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CNJ unifica regras para pagamento de licença-prêmio a magistrados

Novo provimento estabelece critérios nacionais para conversão em pecúnia e define natureza indenizatória dos valores

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O corregedor nacional de Justiça, ministro Mauro Campbell Marques, assinou o Provimento nº 239, que estabelece regras unificadas para a conversão em dinheiro (pecúnia) das licenças-prêmio acumuladas por magistrados em todo o Brasil. A norma foi publicada nesta terça-feira (14) e busca padronizar os critérios adotados pelos tribunais no cálculo e pagamento desses benefícios.

Pelo texto, passa a existir uma metodologia nacional para calcular os valores devidos, promovendo maior uniformidade nos procedimentos relacionados aos passivos de licença-prêmio dos integrantes da magistratura. A medida pretende reduzir divergências entre os tribunais e conferir mais segurança jurídica ao processo.

Outro ponto de destaque é que o provimento determina que os valores pagos possuem natureza indenizatória, característica que afasta a incidência do Imposto de Renda sobre as quantias referentes à conversão da licença-prêmio não usufruída.

A publicação da norma ocorre em um momento de intenso debate sobre a remuneração no Poder Judiciário, especialmente em relação ao controle de despesas e ao cumprimento do teto constitucional. Nos últimos meses, decisões envolvendo benefícios e verbas indenizatórias ampliaram as discussões sobre a necessidade de maior transparência e uniformização dos pagamentos.

Com o novo provimento, o Conselho Nacional de Justiça busca estabelecer parâmetros únicos para todos os tribunais, reforçando a padronização administrativa e oferecendo diretrizes claras para a quitação dos passivos relacionados às licenças-prêmio dos magistrados.

Redação Saiba+

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