Política
67% já não acreditam na “picanha com cervejinha”
Pesquisa do Instituto Paraná aponta frustração da maioria dos eleitores com a promessa de campanha; metade afirma que a picanha está mais cara com Lula do que com Bolsonaro

A imagem de um churrasco regado a “picanha com cervejinha”, símbolo da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2022, parece ter perdido o sabor para a maioria dos brasileiros. Segundo levantamento do Instituto Paraná Pesquisas, 67,1% dos eleitores afirmam não acreditar mais que Lula consiga cumprir a promessa de tornar esse cardápio acessível para a população. Apenas 26,3% ainda acreditam na possibilidade, enquanto 6,6% não souberam ou não quiseram opinar.
O levantamento, realizado entre os dias 18 e 22 de junho com 2.020 eleitores em todo o país, reforça a queda de confiança do eleitorado no discurso econômico do atual governo. O índice de confiança da pesquisa é de 95%, com margem de erro de 2,2 pontos percentuais.
Outro dado que chama atenção é a comparação de preços da picanha entre os governos de Lula e Jair Bolsonaro. Para 50% dos entrevistados, a carne está mais cara hoje do que na gestão anterior. Já 21,7% acham que os preços estão iguais e 17,9% acreditam que a carne ficou mais barata no atual mandato. Outros 10,5% não responderam.
A decepção dos eleitores reflete a percepção de que a economia brasileira não avançou como prometido. Em 2022, Lula declarou:
“O povo tem que voltar a comer um churrasquinho, comer uma picanha e tomar uma cervejinha.”
Passados quase dois anos de mandato, a promessa ainda não saiu da grelha da retórica para o prato do brasileiro comum. O alto custo de vida, a inflação persistente nos alimentos e o descompasso entre salários e preços continuam impactando o cotidiano das famílias, principalmente das classes mais baixas.
Política
Cármen Lúcia defende democracia e instituições brasileira
Ministra do STF afirma que cabe apenas aos brasileiros decidir os rumos do país e reforça a importância da preservação das instituições

A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, defendeu nesta segunda-feira (27) a democracia brasileira e reforçou que nenhuma interferência externa deve comprometer a autonomia das instituições nacionais. A declaração foi feita durante a reunião anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), realizada em Niterói, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro.
Em seu pronunciamento, a ministra destacou a importância da preservação do Estado Democrático de Direito e ressaltou que cabe exclusivamente ao povo brasileiro decidir os rumos do país, reafirmando a soberania nacional e a independência das instituições.
Sem mencionar diretamente líderes ou governos estrangeiros, Cármen Lúcia afirmou que “ninguém” deve “interferir e fragilizar” as instituições brasileiras, em um discurso voltado à defesa da democracia e do funcionamento regular dos Poderes da República.
A manifestação ocorre em meio ao debate sobre declarações internacionais envolvendo o cenário político brasileiro. A ministra enfatizou que o fortalecimento das instituições é essencial para garantir a estabilidade democrática, o respeito à Constituição e a proteção dos direitos fundamentais.
A participação da magistrada no encontro da SBPC também reforçou a importância do diálogo entre os Poderes, a comunidade científica e a sociedade civil na construção de um ambiente democrático baseado no respeito às leis e às garantias constitucionais.
O pronunciamento repercutiu no meio político e jurídico, reafirmando o compromisso do Supremo Tribunal Federal com a defesa da democracia, da soberania nacional e da autonomia das instituições brasileiras.
Política
Itamaraty manifesta repúdio após falas de Javier Milei
Chanceler Mauro Vieira recebeu embaixador da Argentina e transmitiu insatisfação do governo brasileiro com declarações feitas pelo presidente argentino em São Paulo

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, recebeu na noite deste domingo o embaixador da Argentina no Brasil, Daniel Raimondi, em reunião no Palácio do Itamaraty, para manifestar oficialmente a insatisfação do governo brasileiro com declarações feitas pelo presidente argentino, Javier Milei, durante sua passagem por São Paulo no último sábado.
Segundo o Ministério das Relações Exteriores (MRE), o encontro teve como objetivo comunicar a posição do governo brasileiro diante das críticas direcionadas por Milei ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, às instituições brasileiras e ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.
Antes da reunião, o Itamaraty havia convocado formalmente o embaixador argentino para prestar esclarecimentos sobre a conduta do chefe de Estado durante sua visita ao Brasil. De acordo com o governo brasileiro, o episódio foi considerado incomum no âmbito das relações diplomáticas entre os dois países.
Em nota, o Ministério das Relações Exteriores afirmou que o governo classificou como sem precedentes o fato de um presidente estrangeiro utilizar uma visita oficial ao Brasil para fazer críticas ao chefe do Executivo brasileiro, às instituições democráticas e ao povo brasileiro.
O episódio acrescenta um novo capítulo às relações diplomáticas entre Brasil e Argentina, que mantêm importantes vínculos econômicos e políticos. Apesar do impasse, ambos os países seguem como parceiros estratégicos na América do Sul, enquanto os desdobramentos do caso continuam sendo acompanhados pelos canais diplomáticos.
Política
Governo pode retomar taxa das blusinhas
Ministério da Fazenda avalia volta da cobrança sobre compras internacionais após aumento das importações, diz Dario Durigan

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta segunda-feira que o governo federal poderá propor a retomada da chamada “taxa das blusinhas” caso seja confirmado um crescimento das importações internacionais capaz de gerar impactos negativos para a indústria nacional.
Segundo o ministro, a equipe econômica monitora continuamente o comportamento das compras realizadas em plataformas internacionais após a revogação da cobrança. A suspensão da medida, explicou Durigan, foi adotada como um período de avaliação técnica, permitindo ao governo analisar os efeitos da decisão sobre o mercado e a arrecadação.
De acordo com o titular da Fazenda, a Receita Federal identificou um aumento nas vendas internacionais desde o fim da cobrança. Diante desse cenário, o governo considera a possibilidade de reavaliar a política tributária caso os dados indiquem desequilíbrio competitivo entre produtos importados e a produção nacional.
Durigan destacou que o objetivo é preservar a isonomia entre o comércio internacional e a indústria brasileira, evitando distorções que possam prejudicar empresas instaladas no país. Conforme explicou, uma eventual mudança dependerá da análise dos indicadores econômicos e poderá ser submetida ao presidente da República para decisão.
A possível retomada da taxa reacende o debate sobre a tributação de compras internacionais, tema que envolve consumidores, varejistas e representantes da indústria. Enquanto o governo acompanha a evolução das importações, a definição sobre novas medidas permanece em estudo pela equipe econômica.
Brasil5 dias atrásSindicato cobra R$ 5,9 milhões da Refit por verbas trabalhistas
Política7 dias atrásIvana Bastos reafirma apoio a Jaques Wagner durante convenção do PSD
Saúde6 dias atrásAnvisa autoriza nova empresa a produzir mosquitos contra a dengue no Brasil
Entretenimento7 dias atrásNetinho atualiza fãs sobre tratamento contra linfoma
Política7 dias atrásPEC da Segurança aguarda votação no Senado após recesso do Congresso
Polícia6 dias atrásOperação Janus cita coronéis da PM de São Paulo em investigação sobre o PCC
Polícia6 dias atrásAcusados pela morte da cantora Aline Borel vão a júri popular no Rio
Saúde6 dias atrásAnvisa amplia tratamento de lúpus e esclerose múltipla para crianças e adolescentes








