Brasil
Ministro do STF, presidente do INSS e ex-chefes da AGU estão entre lista dos bônus bilionários
Pagamentos retroativos somam mais de R$ 1,7 bilhão em janeiro; valores milionários foram distribuídos a membros da AGU sem transparência

Membros da alta cúpula do funcionalismo público federal, como o ministro do STF André Mendonça, o presidente do INSS Gilberto Waller Junior e ex-chefes da AGU (Advocacia-Geral da União), estão entre os beneficiados por bônus milionários pagos em janeiro de 2025, por meio de honorários advocatícios retroativos.
Segundo revelou a Folha de S.Paulo, 12,8 mil membros da AGU receberam R$ 1,68 bilhão em honorários em um único mês. O valor médio por servidor foi de R$ 134 mil, com mais da metade dos beneficiados ganhando acima de R$ 193 mil. Os pagamentos foram autorizados pelo Conselho Curador dos Honorários Advocatícios (CCHA), sem ampla divulgação ou consulta prévia à AGU.
Entre os nomes de destaque, o ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça, ex-advogado da União, recebeu R$ 154,8 mil. O atual presidente do INSS, Gilberto Waller Junior, também procurador federal, recebeu R$ 193,2 mil, mesmo valor destinado ao seu antecessor, Alessandro Stefanutto, afastado pela operação “Sem Desconto”, que investiga irregularidades em descontos em contracheques de aposentados.
O ministro Jorge Messias, atual chefe da AGU e procurador da Fazenda Nacional, recebeu o mesmo valor. A AGU informou que a remuneração está prevista para membros da carreira, independentemente do cargo ocupado. Também foram contemplados ex-ministros do governo Bolsonaro, como Bruno Bianco, que recebeu R$ 162,4 mil, e José Levi, com R$ 190,2 mil.
O bônus é referente a pendências acumuladas entre 2017 e 2024, incluindo o “rateio extraordinário” e o auxílio-alimentação retroativo, conforme explicou o CCHA. A falta de transparência nos cálculos e critérios para os pagamentos levanta críticas de especialistas e da imprensa.
Um dos pagamentos mais altos foi feito a uma procuradora federal aposentada no Piauí, no valor de R$ 444,1 mil. Já em março deste ano, um advogado da União no Rio de Janeiro recebeu R$ 612,9 mil — valor recorde até o momento.
Os chamados honorários de sucumbência são pagos pela parte vencida nos processos em que a União sai vitoriosa. Antes de 2015, essa receita ia para os cofres públicos. Mas desde a reforma do Código de Processo Civil, passou a beneficiar diretamente os advogados públicos. O STF reconheceu a constitucionalidade da medida, mas impôs o limite do teto salarial do funcionalismo. Contudo, os pagamentos retroativos permitem driblar o teto, já que os valores são referentes a períodos anteriores.
Além dos ativos, aposentados também recebem os honorários, sendo comum o uso da Justiça para garantir o bônus integral, o que gera repasses volumosos com juros e correções monetárias.
Em nota, a AGU afirmou que não foi consultada previamente sobre os processos administrativos que autorizaram os pagamentos retroativos, e que a responsabilidade pelas decisões é exclusivamente do CCHA.
A repercussão do caso acende mais uma luz sobre o desequilíbrio nas prioridades de gestão de recursos públicos, com a máquina estatal premiando elites burocráticas enquanto áreas essenciais enfrentam cortes e precarização.
Brasil
Lula celebra indicação de Wagner Moura ao Oscar 2026
Presidente destaca talento do ator baiano após anúncio oficial dos indicados à premiação internacional

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comemorou publicamente a indicação do ator baiano Wagner Moura ao Oscar 2026 na categoria de Melhor Ator, reconhecimento conquistado por sua atuação no filme O Agente Secreto, dirigido por Kleber Mendonça Filho. A manifestação foi feita nas redes sociais, onde Lula exaltou o talento do artista e afirmou que “o baiano tem o molho”, em referência ao destaque internacional alcançado por Moura.
A lista oficial dos indicados foi divulgada na manhã desta quinta-feira (22), movimentando o cenário cultural brasileiro e reforçando a presença do país na maior premiação do cinema mundial. A performance de Wagner Moura no longa tem sido amplamente elogiada pela crítica especializada, consolidando o ator como um dos nomes mais expressivos do audiovisual contemporâneo.
A reação do presidente também repercutiu entre artistas, produtores e admiradores do cinema nacional, que celebraram a conquista como um marco para a indústria brasileira. A indicação fortalece a visibilidade do trabalho de Kleber Mendonça Filho, diretor reconhecido por sua linguagem autoral e por obras que dialogam com questões sociais e culturais do país.
Com a nomeação, Wagner Moura entra oficialmente na disputa pela estatueta, ampliando as expectativas do público brasileiro para a cerimônia de 2026 e reafirmando o potencial do cinema nacional no cenário internacional.
Brasil
Zé Eduardo critica caminhada de Nikolas Ferreira rumo a Brasília
Apresentador chama ato simbólico de “hipocrisia barata” e questiona motivação do deputado

O apresentador Zé Eduardo fez duras críticas, nesta quarta-feira (21), à caminhada realizada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) de Minas Gerais até Brasília. O ato simbólico foi promovido pelo parlamentar como forma de protesto contra a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro, investigado por envolvimento em uma suposta trama golpista.
Durante o programa Giro Baiana, transmitido pela rádio Baiana FM (89,3), Zé Eduardo classificou a iniciativa como “uma hipocrisia barata”, destacando que, em sua avaliação, o deputado demonstra preocupação exclusiva com “um único personagem político”.
O comunicador também questionou a real efetividade do gesto, afirmando que manifestações desse tipo pouco contribuem para o debate público e acabam servindo mais como estratégia de visibilidade do que como defesa de princípios democráticos.
A declaração repercutiu entre ouvintes e nas redes sociais, ampliando a discussão sobre o papel de figuras públicas em atos políticos e sobre os limites entre engajamento e autopromoção.
Brasil
Boulos prevê votação do fim da escala 6×1 ainda neste semestre
Ministro afirma que articulação com Câmara avança e que mudança na jornada de trabalho ganha força no Congresso

O ministro da Secretaria-Geral, Guilherme Boulos, revelou que o governo intensificou as articulações para alterar o modelo atual de jornada de trabalho no país. Segundo ele, uma conversa recente com o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, e com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos), abriu caminho para que o tema avance no Legislativo.
Durante entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, Boulos afirmou que a expectativa é de que o Congresso Nacional vote o fim da escala 6×1 ainda neste semestre, sinalizando que a proposta tem ganhado apoio entre parlamentares e setores do governo.
O ministro destacou que a mudança busca modernizar as relações trabalhistas e garantir melhores condições aos trabalhadores, reforçando que o debate está sendo conduzido com responsabilidade e diálogo entre Executivo e Legislativo.
A possível revisão da escala 6×1 — modelo em que o trabalhador atua seis dias consecutivos e folga apenas um — é vista como um passo importante para equilibrar produtividade e qualidade de vida, tema que vem ganhando relevância nas discussões sobre direitos trabalhistas no Brasil.
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