Brasil
Até onde Lula e Moraes vão aguentar? Entenda bastidores da crise com Trump
Operação contra Bolsonaro acirra tensão com os EUA; Trump sobe o tom, e ministros do STF já discutem novos cenários diante da pressão internacional

A operação da Polícia Federal (PF) que impôs medidas restritivas a Jair Bolsonaro, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica, provocou uma reação em cadeia que já reverbera no cenário internacional e intensifica a crise diplomática com os Estados Unidos.
No centro do conflito estão o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e o presidente Lula, apontados por aliados de Donald Trump como protagonistas de uma escalada autoritária no Brasil.
A ofensiva contra Bolsonaro ocorreu logo após a divulgação de uma carta aberta de Trump, onde o ex-presidente americano acusou o Brasil de censura e perseguição política. O episódio provocou uma resposta imediata de Washington: os vistos de Moraes e seus familiares foram revogados. O anúncio foi feito pelo secretário de Estado Marco Rubio, que confirmou ainda a intenção de impor novas sanções contra integrantes do STF.
Nos bastidores do Supremo, ministros admitiram que uma prisão preventiva de Bolsonaro chegou a ser cogitada, mas prevaleceu a adoção de medidas alternativas. A avaliação era de que um mandado de prisão poderia dividir a corte e agravar ainda mais a tensão diplomática, especialmente diante da pressão internacional e da retaliação econômica dos EUA.
A decisão de Moraes que determinou o uso da tornozeleira apontou que as tarifas de 50% anunciadas por Trump sobre produtos brasileiros seriam uma forma de pressionar politicamente o STF a não condenar Bolsonaro.
Pressão cresce sobre o governo Lula
O Palácio do Planalto adotou uma postura cautelosa. A Secom orientou ministros a não comentarem publicamente a operação, numa tentativa de blindar o governo e não transformar o caso em uma crise de Estado. Apesar do silêncio, interlocutores de Lula temem que a escalada de Trump continue.
Na sexta-feira (18), o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) voltou a afirmar que mantém tratativas com o governo americano para endurecer as sanções contra o Brasil, como forma de responder à perseguição ao seu pai e ao ministro Moraes.
A possibilidade de fuga de Bolsonaro foi um dos principais argumentos utilizados por Moraes para justificar as medidas restritivas. Segundo a decisão, a apreensão de dólares em espécie e manifestações públicas de aliados nos EUA reforçam a tese de um plano para sair do Brasil.
Crise diplomática se agrava com ameaça de novas sanções
A tensão entre Brasília e Washington ganhou um novo capítulo com a possibilidade de o Brasil ser alvo da Lei Magnitsky, legislação americana que permite punir agentes públicos de outros países envolvidos em abuso de poder ou violações de direitos humanos.
A juíza aposentada Ludmila Lins Grilo, que vive atualmente nos EUA, disse que Moraes e aliados no STF já estão na mira da legislação americana, o que pode resultar em bloqueio de bens, restrições bancárias e sanções pessoais.
Empresários brasileiros do agronegócio e da indústria de tecnologia já expressam preocupação com os impactos das sanções e da instabilidade nas relações comerciais com os Estados Unidos.
“A briga entre Moraes e Trump está ultrapassando as fronteiras jurídicas e se transformando numa crise econômica e diplomática sem precedentes”, analisa o economista Gilberto Tenório, consultor de comércio exterior.
Risco de isolamento internacional preocupa aliados do governo
Aliados do Planalto, como o senador Randolfe Rodrigues (sem partido-AP), minimizaram os impactos e afirmaram que o Brasil não deve se curvar a ameaças estrangeiras. Já outros parlamentares, como o senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS), alertam para o risco de isolamento internacional do Brasil em plena desaceleração econômica.
No Congresso, deputados da oposição afirmam que Lula e Moraes alimentaram uma guerra política com consequências globais. A presença cada vez maior de China, Rússia e Irã na diplomacia brasileira só acirra a desconfiança dos EUA.
“Não é mais Bolsonaro contra o STF. É o Brasil de Lula contra os Estados Unidos de Trump. A escalada pode custar caro para o país inteiro”, conclui o cientista político Adriano Cerqueira, do Ibmec.
Brasil
Whirlpool fecha fábrica na Argentina e transfere produção ao Brasil
Decisão estratégica da gigante de eletrodomésticos reforça operações no Brasil e impacta o cenário industrial sul-americano

A decisão da Whirlpool, uma das maiores fabricantes de eletrodomésticos do mundo, acendeu um alerta no setor industrial da América Latina. A companhia confirmou o fechamento de uma de suas fábricas na Argentina, com a consequente transferência da produção para o Brasil, movimento que reforça sua estratégia de otimização operacional e redução de custos.
Responsável por marcas amplamente conhecidas como Consul e Brastemp, a empresa já possui uma forte presença no mercado brasileiro, que passa agora a ganhar ainda mais relevância dentro da estrutura global da companhia. A migração da produção evidencia uma mudança no eixo industrial da região, privilegiando países com maior estabilidade econômica e melhores condições logísticas.
Especialistas avaliam que a decisão está diretamente ligada ao cenário econômico desafiador enfrentado pela Argentina nos últimos anos, incluindo inflação elevada, instabilidade cambial e dificuldades operacionais. Nesse contexto, o Brasil surge como um ambiente mais favorável para investimentos industriais, oferecendo maior previsibilidade e escala de produção.
Além do impacto econômico, o fechamento da unidade argentina levanta preocupações sociais, especialmente em relação à perda de empregos locais. Por outro lado, no Brasil, a expectativa é de que a medida gere novas oportunidades na cadeia produtiva, fortalecendo o setor de eletrodomésticos e impulsionando a indústria nacional.
A movimentação da Whirlpool reflete uma tendência mais ampla entre multinacionais, que vêm revisando suas operações na América Latina em busca de maior eficiência. A reorganização industrial pode redefinir o mapa produtivo da região, com o Brasil consolidando seu papel como principal polo de manufatura no segmento.
Brasil
Wagner Moura processa Silas Malafaia por calúnia
Ator pede indenização de R$ 100 mil após declarações durante período de premiações internacionais

O ator baiano Wagner Moura ingressou com uma ação judicial contra o pastor Silas Malafaia, alegando ter sido vítima de calúnia e difamação. O processo foi protocolado na Justiça do Rio de Janeiro e está relacionado a publicações feitas pelo religioso nas redes sociais durante o período de destaque internacional do artista.
De acordo com informações divulgadas, a ação pede uma indenização no valor de R$ 100 mil, com base em mensagens que teriam atingido a honra e a reputação do ator. As declarações teriam ocorrido no momento em que Wagner Moura ganhava projeção internacional por sua atuação no filme O Agente Secreto, durante a temporada de premiações.
O caso tramita na 5ª Vara Cível da Barra da Tijuca, em regime de segredo de Justiça. A defesa do ator sustenta que as publicações ultrapassaram os limites da liberdade de expressão, configurando ataques pessoais com potencial dano à imagem pública do artista.
Reconhecido nacional e internacionalmente, Wagner Moura acumula uma carreira marcada por atuações de destaque no cinema e na televisão. Já Silas Malafaia é conhecido por sua forte presença nas redes sociais e posicionamentos públicos sobre temas políticos e sociais.
O episódio reacende o debate sobre os limites entre liberdade de expressão e responsabilidade nas redes sociais, especialmente quando envolve figuras públicas e declarações com grande alcance.
Brasil
Prisão de ex-presidente do BRB revela patrimônio milionário
Investigação da Polícia Federal identifica imóveis de alto padrão ligados ao ex-dirigente, com valores que ultrapassam R$ 140 milhões

A prisão do ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, nesta quinta-feira (16), trouxe à tona detalhes que chamaram a atenção das autoridades: um patrimônio imobiliário de alto luxo, composto por imóveis em áreas valorizadas e negociações realizadas em circunstâncias consideradas suspeitas.
Durante as investigações, a Polícia Federal (PF) identificou ao menos seis imóveis vinculados ao esquema. Desses, quatro estão localizados em São Paulo e dois em Brasília, todos em regiões nobres e com características de alto padrão. No total, o valor estimado dos bens ultrapassa R$ 140 milhões, conforme levantamento divulgado pela imprensa.
Os investigadores destacaram que algumas transações teriam sido feitas de forma acelerada, o que levantou suspeitas sobre a origem dos recursos e a possível tentativa de ocultação patrimonial. A apuração segue em andamento, com o objetivo de esclarecer a natureza das negociações e identificar eventuais irregularidades.
O caso amplia a repercussão em torno da gestão do banco e reforça o trabalho de órgãos de controle no combate a práticas ilícitas envolvendo recursos públicos e privados. A descoberta do patrimônio milionário intensifica as investigações, que agora buscam rastrear o fluxo financeiro por trás das aquisições.
A operação também evidencia o uso de imóveis de luxo como instrumento em esquemas investigados, prática que costuma ser monitorada por autoridades em casos de suspeita de lavagem de dinheiro e enriquecimento ilícito.
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