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Política

Saiba quais são os deputados baianos campeões em gastos com combustíveis

Em apenas seis meses, parlamentares da Bahia já consumiram mais de R$ 1 milhão em gasolina bancada com verba pública

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Paulo Magalhães (PSD) e Jonga Bacelar (PL) / Reprodução redes sociais

Um levantamento feito a partir do Portal da Transparência da Câmara dos Deputados revelou que os deputados federais da Bahia já gastaram mais de R$ 1,1 milhão com combustíveis em 2025 — tudo pago com dinheiro público. Os dados abrangem o período de 1º de janeiro a 22 de julho e mostram que, em média, cada um dos 39 parlamentares desembolsou R$ 29 mil, o equivalente a R$ 4,1 mil por mês.

Com esse valor individual, seria possível adquirir cerca de 665 litros de gasolina por deputado, considerando o preço médio de R$ 6,22 por litro segundo a Petrobras. Em escala, a soma total daria para percorrer mais de 2 milhões de quilômetros, o suficiente para dar mais de 50 voltas ao mundo de carro.

Veja quem mais gastou

Confira a lista dos campeões em gastos com combustíveis entre os deputados baianos:

  1. Jonga Bacelar (PL) – R$ 61,6 mil
  2. Paulo Magalhães (PSD) – R$ 58,3 mil
  3. Charles Fernandes (PSD) – R$ 57 mil
  4. Josias Gomes (PT) – R$ 53,6 mil
  5. Jorge Solla (PT) – R$ 51,5 mil
  6. Zé Neto (PT) – R$ 44 mil
  7. Roberta Roma (PL) – R$ 42 mil

O que é o “cotão”?

Os valores são pagos por meio da Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (Ceap), popularmente conhecida como “cotão”, uma verba mensal destinada a custear atividades do mandato. A cota pode ser usada para passagens aéreas, hospedagem, consultorias, alimentação e combustíveis, entre outros serviços.

O valor da cota varia conforme o estado de origem do parlamentar, levando em conta o custo de deslocamento até Brasília. Mesmo assim, os altos gastos com combustíveis seguem gerando questionamentos sobre a real necessidade e transparência na aplicação dos recursos públicos.

Redação Saiba+

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Política

PF avalia acionar Interpol para rastrear bens de Daniel Vorcaro

Polícia Federal estuda utilização da nova ferramenta de difusão prateada da Interpol para localizar patrimônio internacional ligado ao ex-banqueiro.

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A Polícia Federal (PF) avalia recorrer a um novo mecanismo de cooperação internacional para ampliar o rastreamento de bens e ativos atribuídos ao banqueiro Daniel Vorcaro, conhecido por sua atuação à frente do Banco Master. A medida envolve a possível inclusão do nome do empresário na chamada difusão prateada da Interpol, ferramenta criada recentemente para facilitar a localização de patrimônio e recursos financeiros em diferentes países.

O instrumento internacional funciona de maneira semelhante à tradicional difusão vermelha, utilizada para localização de pessoas procuradas. No entanto, a nova modalidade tem como objetivo principal identificar e monitorar bens, ativos e movimentações financeiras vinculadas a investigações conduzidas por autoridades nacionais e internacionais.

Segundo informações divulgadas nos bastidores das investigações, a possibilidade de utilização da difusão prateada já teria sido discutida entre representantes da Polícia Federal e a cúpula da Interpol, incluindo o secretário-geral da organização, Valdecy Urquiza.

A estratégia é considerada relevante para ampliar a capacidade de rastreamento de patrimônio eventualmente localizado fora do Brasil. Com a crescente internacionalização de ativos financeiros e investimentos, mecanismos de cooperação entre países passaram a desempenhar papel fundamental em investigações que envolvem movimentações transnacionais.

De acordo com as informações divulgadas, a PF também teria sinalizado ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), o interesse em utilizar instrumentos internacionais para aprofundar a identificação de possíveis bens mantidos no exterior.

A adoção da difusão prateada representa uma inovação nos métodos de cooperação policial internacional e pode ampliar significativamente a capacidade de monitoramento patrimonial em investigações complexas. A ferramenta foi desenvolvida para atender à necessidade crescente de rastrear recursos financeiros que transitam entre diferentes jurisdições ao redor do mundo.

O caso acompanha uma tendência global de fortalecimento dos mecanismos de transparência financeira e de cooperação entre autoridades responsáveis pelo combate a crimes econômicos, lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio.

Enquanto a análise segue em andamento, a eventual utilização da nova ferramenta da Interpol reforça a importância das parcerias internacionais no apoio às investigações conduzidas por órgãos de segurança e fiscalização financeira.

Redação Saiba+

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Política

TCU recebe pedido para investigar Osmar Serraglio

Representação do Ministério Público aponta possível conflito de interesses envolvendo envio de emenda parlamentar para município do Paraná.

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O ex-ministro da Justiça do governo Michel Temer, Osmar Serraglio, tornou-se alvo de um pedido de investigação apresentado ao Tribunal de Contas da União (TCU). A representação foi protocolada pelo Ministério Público junto à Corte de Contas e questiona a destinação de recursos por meio de uma chamada “emenda pix”, que teria beneficiado uma empresa da qual o ex-parlamentar seria sócio.

De acordo com o documento encaminhado ao TCU, existem indícios de possível desvio de finalidade e conflito de interesses relacionados à aplicação dos recursos públicos. O caso passou a ser analisado após informações apontarem que a verba foi destinada ao município de Francisco Beltrão, no Paraná, em 2023.

A representação foi apresentada pelo subprocurador-geral Lucas Rocha, que solicita a apuração detalhada das circunstâncias envolvendo a transferência dos recursos e seus possíveis beneficiários. O objetivo é verificar se houve observância aos princípios da administração pública e à legislação que regula a destinação de verbas parlamentares.

O foco da investigação está na eventual existência de vantagens indiretas decorrentes da aplicação dos recursos públicos, situação que poderá ser analisada pelos órgãos de controle responsáveis pela fiscalização dos gastos federais.

As chamadas “emendas pix” têm sido alvo de debates em diferentes esferas do poder público devido à rapidez na transferência dos recursos e aos questionamentos sobre mecanismos de transparência e fiscalização. Nos últimos anos, o tema passou a ocupar espaço frequente nas discussões envolvendo controle de gastos públicos e prestação de contas.

Caso o Tribunal de Contas da União decida aprofundar a análise, poderão ser solicitados documentos, contratos, relatórios e demais informações relacionadas à destinação dos recursos e aos possíveis vínculos entre os envolvidos.

A representação não significa condenação ou reconhecimento de irregularidade, mas abre caminho para a apuração dos fatos pelos órgãos competentes. O procedimento deverá avaliar se houve conformidade na utilização dos recursos públicos e se existiu eventual incompatibilidade entre interesses privados e a atuação parlamentar.

O caso amplia o debate nacional sobre transparência, governança pública e mecanismos de controle na execução de emendas parlamentares, tema que continua sendo acompanhado de perto por instituições de fiscalização e pela sociedade.

Redação Saiba+

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Política

Sheila Lemos enfrenta ruídos com aliados do PSDB

Movimentações para as eleições de 2026 geram desconforto entre lideranças tucanas e ampliam especulações sobre o cenário político em Vitória da Conquista.

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A articulação política visando as eleições de 2026 já começa a provocar reflexos em Vitória da Conquista, um dos principais colégios eleitorais da Bahia. Nos bastidores, a prefeita Sheila Lemos (União Brasil) estaria enfrentando um momento de desgaste com lideranças do PSDB, aliado tradicional em importantes disputas políticas no município.

As especulações ganharam força após a movimentação do vereador Diogo Azevedo, que foi o mais votado nas últimas eleições municipais e anunciou sua pré-candidatura a deputado federal. O projeto político será desenvolvido em parceria com o deputado estadual Tiago Correia (PSDB), ampliando o protagonismo tucano na região.

A decisão foi interpretada por integrantes do meio político como um movimento capaz de alterar o equilíbrio das forças partidárias locais. A pré-candidatura de Diogo Azevedo surge como um novo elemento no tabuleiro eleitoral e pode influenciar diretamente as estratégias das principais lideranças da cidade para os próximos anos.

Nos bastidores, o episódio teria provocado desconforto entre setores ligados à gestão municipal e representantes do PSDB, alimentando rumores sobre divergências relacionadas aos espaços políticos e aos projetos eleitorais futuros.

Apesar das especulações, a expectativa é que as negociações continuem nos próximos meses, uma vez que alianças e composições costumam ser redefinidas à medida que o calendário eleitoral se aproxima. O cenário ainda é considerado aberto e sujeito a mudanças, especialmente diante das articulações que envolvem candidaturas proporcionais e majoritárias.

Vitória da Conquista tem papel estratégico na política baiana e qualquer movimentação envolvendo suas principais lideranças costuma repercutir em todo o estado. Por isso, os desdobramentos da relação entre União Brasil e PSDB no município seguem sendo acompanhados de perto por partidos, analistas e eleitores.

Com a aproximação das eleições de 2026, a tendência é que novas definições partidárias e alianças sejam anunciadas, redesenhando o mapa político da região e influenciando as disputas em níveis estadual e federal.

Redação Saiba+

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