Brasil
EUA preparam sanções a ministros do STF e integrantes do governo Lula com base na Lei Magnitsky
Ministros perderam vistos e podem ter bens bloqueados nos EUA; medida inédita visa pressionar Judiciário e Executivo brasileiros por decisões políticas e alinhamento geopolítico

As relações entre Brasil e Estados Unidos enfrentam uma escalada sem precedentes. Segundo o jornalista Lourival Sant’Anna, o governo norte-americano se prepara para aplicar novas sanções contra autoridades brasileiras, incluindo ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e integrantes do alto escalão do governo Lula.
As punições seriam embasadas na Lei Global Magnitsky, instrumento legal que permite ao governo dos EUA punir estrangeiros envolvidos em corrupção ou violações graves de direitos humanos, com medidas como cancelamento de vistos, congelamento de bens e restrições a serviços bancários globais.
Oito ministros do STF já teriam perdido o visto americano, entre eles: Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia, Luiz Roberto Barroso, Flávio Dino, Edson Fachin, Cristiano Zanin e Dias Toffoli. Agora, seriam também alvos diretos de sanções financeiras. Bens que possuam nos Estados Unidos podem ser bloqueados, e empresas que mantêm negócios com eles poderão enfrentar restrições severas de atuação em solo americano.
Segundo Sant’Anna, a intenção do governo Trump é pressionar autoridades que votaram a favor de medidas contra Jair Bolsonaro, aliado do ex-presidente americano, e que defendem a regulação das redes sociais.
Além do STF, integrantes do governo Lula também estariam na mira, embora haja expectativa de que o presidente e a primeira-dama Janja escapem das medidas. No entanto, assessores e ministros próximos ao núcleo do poder podem ter o visto revogado e ficar proibidos de viajar aos EUA.
Impactos comerciais e diplomáticos
O embate pode ter consequências desastrosas para o Brasil, incluindo a possibilidade de expulsão da embaixadora brasileira em Washington, Maria Luiza Viotti, o que sinalizaria um rompimento formal nas relações diplomáticas entre os dois países.
Empresas brasileiras que exportam para os EUA devem ser forçadas a negociar diretamente com companhias e autoridades americanas, evitando envolvimento político. A iniciativa privada busca manter canais abertos com importadores e varejistas norte-americanos, oferecendo contrapartidas econômicas para contornar sanções e tarifas comerciais.
Outros países da Ásia já foram pressionados em moldes semelhantes. Segundo o jornalista, Japão, Indonésia e Filipinas aceitaram condições impostas por Washington para manter o acesso ao mercado americano — com acordos bilaterais que envolvem investimentos bilionários e concessões tarifárias.
No caso do Brasil, porém, o cenário é mais delicado: a falta de diálogo político com os EUA e o protecionismo da indústria nacional dificultam qualquer negociação oficial.
Lei Global Magnitsky: o que é
Criada em 2012, durante o governo de Barack Obama, a Lei Global Magnitsky permite ao presidente dos Estados Unidos impor sanções a estrangeiros acusados de corrupção ou violações de direitos humanos. As punições incluem:
- Bloqueio de bens e contas bancárias nos EUA
- Cancelamento de visto e proibição de entrada no país
- Proibição de transações com instituições e empresas americanas
A decisão de aplicar sanções cabe diretamente ao presidente americano, que precisa apresentar ao Congresso provas ou alegações consistentes das violações. Para ser retirado da lista, o sancionado deve comprovar inocência, mudança de comportamento ou que já foi julgado pelas acusações.
Silêncio oficial
O Supremo Tribunal Federal informou que não irá se manifestar sobre o caso. Já o Palácio do Planalto foi procurado, mas não respondeu até o fechamento da reportagem.
Brasil
Procon-RJ amplia fiscalização e interdita postos de combustíveis
Operação resultou em dezenas de autuações e interdições no estado em meio ao combate a irregularidades no setor

O Procon-RJ intensificou as fiscalizações em postos de combustíveis de todo o Estado do Rio de Janeiro, ampliando as ações de combate a irregularidades e reforçando a proteção dos direitos dos consumidores. O balanço atualizado até 23 de julho de 2026 mostra que, dos 71 postos vistoriados neste ano, 33 foram autuados e 18 interditados, evidenciando um elevado índice de infrações identificadas durante as inspeções.
Os números apontam que 46,5% dos estabelecimentos fiscalizados sofreram sanções administrativas, com maior concentração na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Nessa área, 27 postos foram autuados e 17 acabaram interditados, refletindo a intensidade das operações realizadas pelo órgão de defesa do consumidor.
As ações fazem parte de uma estratégia para identificar irregularidades relacionadas ao funcionamento dos estabelecimentos, ao cumprimento das normas de proteção ao consumidor e à comercialização de combustíveis. Durante as blitzes, fiscais verificam aspectos como documentação, condições de operação e possíveis infrações administrativas.
O reforço na fiscalização ocorre em um cenário de crescente preocupação com o setor de combustíveis no estado. Além das infrações de natureza administrativa, o segmento também enfrenta desafios relacionados ao combate à sonegação fiscal, fraudes comerciais e à atuação de organizações criminosas, fatores que têm levado os órgãos de controle a ampliar o monitoramento sobre a atividade.
A expectativa é que as operações continuem ao longo dos próximos meses, com novas inspeções em diferentes municípios fluminenses. O objetivo é garantir maior transparência no mercado de combustíveis, proteger os consumidores e coibir práticas irregulares, contribuindo para um ambiente de concorrência mais justa e para o fortalecimento da fiscalização no setor.
Brasil
Brasileira desaparecida na França é encontrada
Engenheira Gabriele da Silva Monteiro foi localizada após quatro dias de buscas e recebe atendimento médico acompanhada pela família

A engenheira brasileira Gabriele da Silva Monteiro, de 34 anos, foi encontrada nesta segunda-feira (27), quatro dias após ter sido dada como desaparecida na cidade de Lyon, na França. A informação foi confirmada pela família por meio de uma nota oficial, que trouxe alívio após dias de mobilização e apreensão.
Segundo o comunicado, Gabriele está com a integridade física preservada, recebe atendimento médico e permanece acompanhada por familiares. Até o momento, não foram divulgadas informações sobre as circunstâncias em que ela foi localizada, nem detalhes sobre o que ocorreu durante o período em que esteve desaparecida.
A confirmação do reencontro encerra um período de intensa preocupação entre parentes, amigos e brasileiros que acompanharam o caso. O desaparecimento da engenheira gerou grande repercussão nas redes sociais e motivou uma ampla corrente de solidariedade, com pedidos de compartilhamento de informações que pudessem auxiliar nas buscas.
Em nota, a família agradeceu o apoio recebido durante os dias de procura e destacou o sentimento de alívio com o desfecho positivo. A prioridade agora é garantir a recuperação de Gabriele, que segue sob cuidados médicos.
O caso continuará sendo acompanhado pelas autoridades competentes, enquanto familiares preservam a privacidade da engenheira neste momento de recuperação. A expectativa é que novas informações sejam divulgadas somente quando houver condições adequadas e respeitando o bem-estar da brasileira.
Brasil
Mota-Engil negocia compra de 40% da Odebrecht
Acordo faz parte da reestruturação financeira da construtora baiana após saída da recuperação judicial e pode impulsionar novos investimentos

A Mota-Engil, maior empreiteira de Portugal e uma das maiores da Europa, está em fase final de negociação para adquirir 40% da construtora Odebrecht. A operação representa um importante passo no processo de reestruturação financeira da empresa brasileira, que encerrou sua recuperação judicial em março e busca fortalecer sua posição no mercado da construção civil.
A negociação ocorre em um momento estratégico para a Odebrecht, que trabalha na reorganização de suas operações e na retomada de investimentos após anos de dificuldades financeiras. A entrada da Mota-Engil como sócia minoritária é vista como um movimento capaz de ampliar a capacidade de atuação da companhia e reforçar sua credibilidade junto ao mercado.
Com presença em diversos países e atuação consolidada em grandes projetos de infraestrutura, a Mota-Engil poderá contribuir com experiência internacional, além de abrir novas oportunidades de negócios para a construtora brasileira. A expectativa é que a parceria fortaleça a execução de obras de grande porte e impulsione a expansão da empresa em diferentes segmentos.
A possível aquisição também reflete um cenário de recuperação da Odebrecht, que vem adotando medidas para reorganizar sua estrutura financeira, reduzir passivos e ampliar sua competitividade. A conclusão do processo de recuperação judicial marcou uma nova etapa para o grupo, que agora busca consolidar sua retomada por meio de investimentos e alianças estratégicas.
Caso o acordo seja concluído, a operação poderá representar um dos principais movimentos do setor de infraestrutura em 2026, reforçando a confiança de investidores no potencial de crescimento da construtora e na recuperação de sua capacidade operacional.
Brasil5 dias atrásSindicato cobra R$ 5,9 milhões da Refit por verbas trabalhistas
Entretenimento7 dias atrásNetinho atualiza fãs sobre tratamento contra linfoma
Saúde6 dias atrásAnvisa autoriza nova empresa a produzir mosquitos contra a dengue no Brasil
Política7 dias atrásPEC da Segurança aguarda votação no Senado após recesso do Congresso
Política4 dias atrásLula sinaliza reavaliação de dragagem no Rio Tapajós após reunião com indígenas
Polícia6 dias atrásOperação Janus cita coronéis da PM de São Paulo em investigação sobre o PCC
Polícia6 dias atrásAcusados pela morte da cantora Aline Borel vão a júri popular no Rio
Saúde6 dias atrásAnvisa amplia tratamento de lúpus e esclerose múltipla para crianças e adolescentes














