Política
Projeto que amplia idade para ingresso na PM e Bombeiros avança no Senado
Relatado por Capitão Alden na Câmara, PL 1469/2020 pode beneficiar milhares de concurseiros acima dos 30 anos
O Projeto de Lei 1469/2020, que estabelece novos limites de idade para ingresso na Polícia Militar e no Corpo de Bombeiros Militar em todo o Brasil, avança no Senado Federal com apoio decisivo do deputado federal baiano Capitão Alden (PL), relator da matéria na Câmara dos Deputados.
A proposta prevê idade máxima de 35 anos para o ingresso nos quadros de praças e oficiais e até 40 anos para médicos, profissionais da saúde e outras especializações.
O projeto representa uma importante vitória para concurseiros que sonham com uma carreira militar, mas enfrentam o atual limite etário como barreira de acesso.
Em vídeo publicado nas redes sociais neste sábado (26), Capitão Alden comemorou o avanço da pauta e explicou os próximos passos:
“Esse projeto, que desengavetamos recentemente, está agora no Senado. O senador Jorge Seif foi designado relator e já mantivemos contato com ele para acelerar a tramitação. A mobilização agora é fundamental.”
Segundo Alden, o presidente da Comissão de Segurança Pública do Senado, senador Flávio Bolsonaro, deverá pautar a votação do relatório no retorno das atividades legislativas em agosto.
Caso seja aprovado nesta comissão e, posteriormente, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), o projeto poderá seguir diretamente para sanção presidencial, sem necessidade de ir ao plenário, por ter caráter conclusivo.
O parlamentar também incentivou a mobilização popular nas redes sociais para pressionar e sensibilizar os senadores:
“Estamos deixando em nossa página a lista completa dos senadores da Comissão de Segurança, com contatos, para que todos os concurseiros do Brasil possam enviar mensagens e mostrar o quanto esse projeto é importante.”
Benefícios para concurseiros e segurança pública
A ampliação da idade de ingresso busca atualizar os critérios de seleção diante do aumento da expectativa de vida e do interesse crescente por parte de candidatos acima dos 30 anos. A proposta também atende a uma demanda recorrente das próprias corporações militares, que têm reconhecido a capacidade técnica e emocional de candidatos mais experientes.
Próximos passos
O projeto aguarda a definição da data de votação na Comissão de Segurança Pública, com expectativa de aprovação nas próximas semanas. Em seguida, seguirá para a CCJ e, se não houver alterações, poderá ser encaminhado diretamente à sanção presidencial.
“É o projeto dos sonhos de milhares de brasileiros. Vamos juntos, firmes na luta”, reforçou Alden em sua publicação.
Política
Romário recorre contra penhora de salário determinada pela Justiça
Senador contesta decisão que autoriza retenção de 30% dos vencimentos em ação envolvendo cobrança de dívida de R$ 34,4 mil

A Justiça de São Paulo determinou a penhora de 30% do salário recebido pelo senador Romário (PL-RJ) em um processo de cobrança de dívida movido pelo ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Marco Polo Del Nero. A decisão, proferida em julho, motivou um recurso da defesa do parlamentar, que busca reverter a medida.
O processo envolve uma dívida de aproximadamente R$ 34,4 mil, cuja cobrança tramita no Judiciário paulista. Diante da determinação de retenção de parte dos vencimentos, Romário ingressou com recurso alegando que a penhora compromete sua situação financeira e provoca um “impacto material irreversível”.
Na manifestação apresentada à Justiça, a defesa do senador sustenta que a retenção de 30% dos salários seria ilegal, argumentando que a medida afeta recursos utilizados para sua manutenção pessoal e despesas do cotidiano. O recurso solicita a revisão da decisão e a suspensão da penhora enquanto o caso continua em análise.
O episódio acrescenta um novo capítulo à disputa judicial entre Romário e Marco Polo Del Nero, que envolve a cobrança do débito. A decisão definitiva dependerá da análise do recurso pelas instâncias competentes, que irão avaliar os argumentos apresentados pela defesa do parlamentar.
Enquanto o processo segue em tramitação, o caso chama atenção por envolver uma discussão sobre a possibilidade de penhora de parte da remuneração de agentes públicos para quitação de dívidas, tema frequentemente debatido no âmbito do Poder Judiciário.
Política
Pesquisa aponta Lula à frente em cenários de segundo turno
Levantamento indica vantagem do presidente em simulação contra Flávio Bolsonaro para as eleições presidenciais

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece à frente em todos os cenários estimulados de segundo turno para a disputa presidencial, de acordo com uma pesquisa divulgada nesta quarta-feira (5). O levantamento avaliou diferentes cenários eleitorais e apontou vantagem do atual chefe do Executivo nas intenções de voto.
Em uma das simulações, Lula registra 48,5% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) alcança 43%. Segundo os dados apresentados pela pesquisa, 4% dos entrevistados declararam intenção de votar em branco ou nulo, enquanto 4,5% afirmaram não saber em quem votar ou preferiram não responder.
Os números refletem um recorte do cenário eleitoral no momento da realização do levantamento e servem como um indicativo das preferências do eleitorado consultado. Pesquisas de intenção de voto não representam resultado definitivo das eleições, mas são utilizadas para acompanhar a evolução do cenário político e das tendências entre os eleitores.
A divulgação do levantamento ocorre em meio às movimentações dos partidos e lideranças políticas para a próxima disputa presidencial. Com o avanço do calendário eleitoral, novas pesquisas deverão medir a evolução dos índices de aprovação, rejeição e intenção de voto dos possíveis candidatos.
O cenário político segue em constante transformação, e especialistas destacam que as intenções de voto podem variar ao longo do processo eleitoral, influenciadas por fatores econômicos, sociais, decisões partidárias e acontecimentos do cenário nacional.
Política
CNJ aprova fim da aposentadoria compulsória como punição a juízes
Decisão do Conselho Nacional de Justiça abre caminho para a perda definitiva do cargo por magistrados que cometerem faltas gravíssimas, após julgamento no STF.

O Plenário do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) decidiu, na manhã desta terça-feira (4), acabar com a aposentadoria compulsória como sanção administrativa para magistrados. A medida representa uma mudança significativa no regime disciplinar do Judiciário e estabelece um novo entendimento para casos envolvendo faltas consideradas gravíssimas.
Até então, a aposentadoria compulsória era a penalidade administrativa mais severa aplicada a juízes, permitindo que o magistrado deixasse a carreira de forma obrigatória, mantendo o direito aos proventos previstos em lei. Com a nova decisão, o CNJ passa a adotar um modelo que possibilita a perda definitiva do cargo público, desde que haja o devido julgamento e observância das regras constitucionais.
A mudança foi debatida durante sessão presidida pelo ministro Edson Fachin, que também preside o Supremo Tribunal Federal (STF). Na abertura dos trabalhos, o ministro destacou a importância do debate institucional e ressaltou que a decisão representa um avanço no aperfeiçoamento dos mecanismos de responsabilização e integridade no Poder Judiciário.
A nova diretriz fortalece a responsabilização de magistrados em casos de infrações graves, reforçando a busca por maior transparência, credibilidade e confiança da sociedade nas instituições judiciais. A medida também amplia o rigor na aplicação de sanções administrativas, alinhando-se ao debate sobre modernização dos instrumentos de controle interno.
Com a decisão, casos de magistrados acusados de faltas gravíssimas poderão resultar na perda definitiva da função pública, observados os procedimentos legais e o julgamento pelas instâncias competentes. A expectativa é que a alteração contribua para fortalecer a ética, a integridade e a responsabilidade no exercício da magistratura.
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