Política
Motta cede à pressão e promete pautar anistia e fim do foro privilegiado
Após ocupação da Mesa Diretora por parlamentares da oposição, presidente da Câmara se compromete a colocar propostas em votação e sessão é retomada com tensão no plenário

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), comprometeu-se a pautar a PEC do fim do foro privilegiado e o projeto de anistia aos presos e investigados do 8 de Janeiro. O acordo foi firmado na noite desta quarta-feira (6), após mais de 24 horas de tensão e paralisação no plenário da Casa.
A crise teve início na terça-feira (5), quando parlamentares da oposição, especialmente do PL, ocuparam a Mesa Diretora da Câmara em protesto. Os deputados afirmaram que só deixariam o local caso as duas pautas — amplamente defendidas pelos oposicionistas — fossem oficialmente incluídas na agenda de votações.
Hugo Motta, que havia convocado sessão para as 20h30, só conseguiu assumir a presidência às 22h21, após intensas negociações. Mesmo com o início dos trabalhos, a cena no plenário permaneceu incomum: oposicionistas seguiram posicionados atrás do presidente, em pé, como forma de pressionar e demonstrar resistência.
De acordo com o líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), o compromisso foi firmado diretamente com Motta. “Ele se comprometeu com a oposição a pautar tanto a PEC do fim do foro quanto o projeto da anistia. Isso é uma vitória para quem defende justiça e liberdade no país”, declarou o parlamentar.
A sinalização da presidência da Casa reduziu temporariamente os ânimos, e os deputados de oposição liberaram o andamento dos trabalhos legislativos. No entanto, o ambiente político segue em alerta diante da expectativa da votação efetiva das propostas.
As duas matérias — especialmente o projeto de anistia — são vistas como de alto impacto político e jurídico, e dividem opiniões no Congresso e na sociedade. Já a PEC do fim do foro privilegiado, uma demanda antiga de diversos setores, enfrenta resistência por parte de setores da base governista.
Política
Hugo Motta nega disputa por protagonismo com governo Lula
Presidente da Câmara afirma que debate sobre o fim da escala 6×1 não envolve rivalidade política

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos‑PB), afirmou nesta quinta-feira (26) que não existe qualquer “briga de ego” entre o Legislativo e o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em relação ao debate sobre o fim da escala 6×1. A declaração ocorre em meio ao avanço das discussões sobre mudanças na jornada de trabalho, tema que mobiliza parlamentares, centrais sindicais e setores empresariais.
Segundo Motta, a Câmara tem atuado de forma institucional e responsável, buscando construir um texto equilibrado e que considere os impactos econômicos e sociais da proposta. Ele destacou que o diálogo com o Executivo permanece aberto e que não há disputa por protagonismo, mas sim a intenção de garantir segurança jurídica e previsibilidade para trabalhadores e empregadores.
O presidente da Câmara também reforçou que o tema exige maturidade política e análise técnica, já que envolve mudanças estruturais nas relações de trabalho. Motta afirmou que o Parlamento seguirá conduzindo o debate com transparência e ouvindo todos os setores envolvidos.
A discussão sobre o fim da escala 6×1 deve continuar nas próximas semanas, com expectativa de novas audiências e articulações entre líderes partidários.
Política
Margareth Menezes defende Lei Rouanet e lança programa para interiorizar recursos
Ministra rebate críticas e anuncia iniciativa que amplia acesso de produtores culturais do interior à principal lei de incentivo do país

A ministra da Cultura, Margareth Menezes, se posicionou nesta quinta-feira (26) sobre as críticas envolvendo o uso da Lei Rouanet em apresentações artísticas. A manifestação ocorreu durante o lançamento do programa “Rouanet no Interior”, em Salvador, iniciativa que busca ampliar o acesso de produtores culturais de cidades do interior aos recursos de incentivo federal.
Durante o evento, Margareth destacou que a Lei Rouanet é um dos principais instrumentos de fomento à cultura no Brasil e que tem sido alvo de interpretações equivocadas. Segundo ela, o mecanismo é fundamental para garantir a circulação de espetáculos, a formação de público e a sustentabilidade econômica de artistas e grupos culturais.
A ministra ressaltou que o novo programa tem como objetivo descentralizar investimentos, permitindo que municípios fora dos grandes centros também tenham condições de desenvolver projetos culturais. A proposta inclui ações de capacitação, orientação técnica e apoio à elaboração de projetos, fortalecendo a cadeia produtiva da cultura no interior do país.
Margareth também enfatizou que o Ministério da Cultura vem adotando medidas para aperfeiçoar a transparência e a fiscalização dos projetos aprovados, assegurando que os recursos sejam aplicados de forma responsável e com impacto social.
O lançamento do “Rouanet no Interior” marca mais um passo na estratégia do governo federal de democratizar o acesso às políticas culturais e reduzir desigualdades regionais no setor.
Política
Jerônimo diz que chapa governista ainda não está definida
Governador afirma que composição eleitoral será fechada até março e que conversas continuam em andamento

O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), afirmou nesta quinta-feira (26) que a chapa governista para as eleições deste ano ainda não está definida. A declaração foi dada durante entrevista à Rádio A TARDE FM, onde o chefe do Executivo destacou que o grupo político segue em fase de construção e alinhamento interno.
Segundo Jerônimo, as articulações envolvem partidos aliados, lideranças regionais e representantes de diferentes setores da base. Ele reforçou que o processo está sendo conduzido com cautela e diálogo, e que a expectativa é de que tudo esteja concluído até março, prazo considerado estratégico para o planejamento eleitoral.
O governador também ressaltou que a definição da chapa deve refletir equilíbrio político, representatividade e compromisso com o projeto de continuidade da gestão estadual. Nos bastidores, nomes cotados seguem sendo avaliados, mas Jerônimo evitou antecipar decisões ou confirmar indicações.
A indefinição mantém o cenário aberto dentro da base governista, que trabalha para consolidar alianças e fortalecer a estratégia para o pleito deste ano.
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