Política
Vídeo mostra deputada do PT admitir agressão a Nikolas Ferreira
Imagens que circulam nas redes sociais mostram Camila Jara comentando episódio de empurra-empurra na Câmara. Em nota a parlamentar nega violência e diz ter reagido à pressão da multidão.

Um vídeo vazado nas redes sociais colocou a deputada federal Camila Jara (PT-MS) no centro de uma nova polêmica política em Brasília. Nas imagens, gravadas após a confusão no plenário da Câmara, as falas da parlamentar são interpretadas por opositores como uma admissão de que teria agredido o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) durante o episódio de empurra-empurra que marcou a retomada da Mesa Diretora, na noite de quarta-feira (6).
O episódio ocorreu quando o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), chegou ao plenário para encerrar a ocupação feita por deputados bolsonaristas em protesto contra a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro. Na confusão, Nikolas Ferreira caiu ao chão e, em seguida, acusou publicamente a deputada do PT de agressão.
Em publicação nas redes, Nikolas afirmou que “a esquerda age assim: te agride quando ninguém está vendo” e sugeriu que foi alvo de um golpe intencional. O vídeo que circula agora nas plataformas digitais, e que será incluído nesta matéria, mostra Camila Jara relatando o ocorrido — o que gerou interpretações de que ela teria confirmado a ação física.

Apesar das acusações, Camila Jara nega ter agredido Nikolas Ferreira. Em nota, afirmou que possui 1,60 metro de altura, pesa 49 quilos, está em tratamento contra um câncer na tireoide e que apenas reagiu ao aperto da multidão, “como qualquer mulher reagiria ao ser pressionada por um homem num ambiente tumultuado”. A deputada também classificou o caso como parte de uma “campanha de perseguição” contra ela nas redes sociais.
Quem é Camila Jara
Com 30 anos, Camila Jara cumpre seu primeiro mandato como deputada federal, sendo a única mulher da bancada do Mato Grosso do Sul e atual vice-líder do PT na Câmara. Eleita em 2022 com 56.552 votos, já foi vereadora em Campo Grande e candidata à prefeitura da capital sul-mato-grossense em 2024, quando ficou em quarto lugar. Formada em Ciências Sociais pela UFMS, tem forte atuação ligada a movimentos sociais, como o MST, e defende pautas de direitos humanos.
Em maio de 2025, anunciou o diagnóstico de câncer na tireoide, passando por duas cirurgias e mantendo tratamento médico até o final deste ano.
O episódio amplia a tensão entre governistas e oposicionistas no Legislativo e reacende o debate sobre os limites da atuação política e o uso de episódios de confronto físico como arma retórica nas disputas partidárias.
Política
Romário recorre contra penhora de salário determinada pela Justiça
Senador contesta decisão que autoriza retenção de 30% dos vencimentos em ação envolvendo cobrança de dívida de R$ 34,4 mil

A Justiça de São Paulo determinou a penhora de 30% do salário recebido pelo senador Romário (PL-RJ) em um processo de cobrança de dívida movido pelo ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Marco Polo Del Nero. A decisão, proferida em julho, motivou um recurso da defesa do parlamentar, que busca reverter a medida.
O processo envolve uma dívida de aproximadamente R$ 34,4 mil, cuja cobrança tramita no Judiciário paulista. Diante da determinação de retenção de parte dos vencimentos, Romário ingressou com recurso alegando que a penhora compromete sua situação financeira e provoca um “impacto material irreversível”.
Na manifestação apresentada à Justiça, a defesa do senador sustenta que a retenção de 30% dos salários seria ilegal, argumentando que a medida afeta recursos utilizados para sua manutenção pessoal e despesas do cotidiano. O recurso solicita a revisão da decisão e a suspensão da penhora enquanto o caso continua em análise.
O episódio acrescenta um novo capítulo à disputa judicial entre Romário e Marco Polo Del Nero, que envolve a cobrança do débito. A decisão definitiva dependerá da análise do recurso pelas instâncias competentes, que irão avaliar os argumentos apresentados pela defesa do parlamentar.
Enquanto o processo segue em tramitação, o caso chama atenção por envolver uma discussão sobre a possibilidade de penhora de parte da remuneração de agentes públicos para quitação de dívidas, tema frequentemente debatido no âmbito do Poder Judiciário.
Política
Pesquisa aponta Lula à frente em cenários de segundo turno
Levantamento indica vantagem do presidente em simulação contra Flávio Bolsonaro para as eleições presidenciais

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece à frente em todos os cenários estimulados de segundo turno para a disputa presidencial, de acordo com uma pesquisa divulgada nesta quarta-feira (5). O levantamento avaliou diferentes cenários eleitorais e apontou vantagem do atual chefe do Executivo nas intenções de voto.
Em uma das simulações, Lula registra 48,5% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) alcança 43%. Segundo os dados apresentados pela pesquisa, 4% dos entrevistados declararam intenção de votar em branco ou nulo, enquanto 4,5% afirmaram não saber em quem votar ou preferiram não responder.
Os números refletem um recorte do cenário eleitoral no momento da realização do levantamento e servem como um indicativo das preferências do eleitorado consultado. Pesquisas de intenção de voto não representam resultado definitivo das eleições, mas são utilizadas para acompanhar a evolução do cenário político e das tendências entre os eleitores.
A divulgação do levantamento ocorre em meio às movimentações dos partidos e lideranças políticas para a próxima disputa presidencial. Com o avanço do calendário eleitoral, novas pesquisas deverão medir a evolução dos índices de aprovação, rejeição e intenção de voto dos possíveis candidatos.
O cenário político segue em constante transformação, e especialistas destacam que as intenções de voto podem variar ao longo do processo eleitoral, influenciadas por fatores econômicos, sociais, decisões partidárias e acontecimentos do cenário nacional.
Política
CNJ aprova fim da aposentadoria compulsória como punição a juízes
Decisão do Conselho Nacional de Justiça abre caminho para a perda definitiva do cargo por magistrados que cometerem faltas gravíssimas, após julgamento no STF.

O Plenário do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) decidiu, na manhã desta terça-feira (4), acabar com a aposentadoria compulsória como sanção administrativa para magistrados. A medida representa uma mudança significativa no regime disciplinar do Judiciário e estabelece um novo entendimento para casos envolvendo faltas consideradas gravíssimas.
Até então, a aposentadoria compulsória era a penalidade administrativa mais severa aplicada a juízes, permitindo que o magistrado deixasse a carreira de forma obrigatória, mantendo o direito aos proventos previstos em lei. Com a nova decisão, o CNJ passa a adotar um modelo que possibilita a perda definitiva do cargo público, desde que haja o devido julgamento e observância das regras constitucionais.
A mudança foi debatida durante sessão presidida pelo ministro Edson Fachin, que também preside o Supremo Tribunal Federal (STF). Na abertura dos trabalhos, o ministro destacou a importância do debate institucional e ressaltou que a decisão representa um avanço no aperfeiçoamento dos mecanismos de responsabilização e integridade no Poder Judiciário.
A nova diretriz fortalece a responsabilização de magistrados em casos de infrações graves, reforçando a busca por maior transparência, credibilidade e confiança da sociedade nas instituições judiciais. A medida também amplia o rigor na aplicação de sanções administrativas, alinhando-se ao debate sobre modernização dos instrumentos de controle interno.
Com a decisão, casos de magistrados acusados de faltas gravíssimas poderão resultar na perda definitiva da função pública, observados os procedimentos legais e o julgamento pelas instâncias competentes. A expectativa é que a alteração contribua para fortalecer a ética, a integridade e a responsabilidade no exercício da magistratura.
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