Política
Rui Costa chama Eduardo Bolsonaro de “traidor” por articular sanções dos EUA contra o Brasil
Ministro da Casa Civil critica filho do ex-presidente por pedir aumento de tarifas e sanções a autoridades brasileiras; Rui também condena ataque dos EUA ao programa Mais Médicos.

O ministro da Casa Civil, Rui Costa, classificou o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, como “traidor” do Brasil por articular, junto a autoridades dos Estados Unidos, sanções contra o país e contra autoridades brasileiras. A declaração foi feita nesta sexta-feira (13), em entrevista à Rádio Metrópole.
— O filho do Bolsonaro virou um traidor-mor, um Judas, como os que traíram a Inconfidência Mineira. É um traidor do país. Alguém que é deputado, que foi eleito pelo povo, viaja para os Estados Unidos para tentar ficar prejudicando a economia, prejudicando os empresários, a indústria — afirmou Costa.
Na quinta-feira (12), Eduardo Bolsonaro declarou esperar que os EUA ampliem as sanções a autoridades brasileiras e, possivelmente, apliquem novas tarifas econômicas em razão do julgamento de seu pai. Em entrevista à agência Reuters, disse acreditar que o governo americano responderá após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, determinar a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro e proibir contatos dele com o filho ou com autoridades estrangeiras.
Ainda nesta semana, o deputado afirmou que os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), “já estão no radar” das autoridades norte-americanas.
Ao comentar sobre a tarifa de 50% imposta pelos EUA a produtos brasileiros, Eduardo disse que o país “merece” a medida por, segundo ele, viver “sob uma ditadura” e pelas ações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de Moraes.
O Brasil foi o primeiro país a receber a sobretaxa de 50% anunciada por Donald Trump, medida que não estava na lista inicial divulgada em abril, quando o republicano anunciou o aumento das chamadas tarifas recíprocas. As novas taxas começaram a valer no último dia 6.
Ministro critica ataque ao Mais Médicos
Pelas redes sociais, Rui Costa também criticou a revogação de vistos de médicos brasileiros que atuaram no Mais Médicos, classificando como “mais um ataque infundado” do presidente dos Estados Unidos contra o Brasil.
— Há 12 anos, o Brasil contou, com orgulho, com a colaboração de médicos cubanos para atender regiões onde não havia profissionais brasileiros suficientes. Hoje, a realidade é diferente. A última seleção do Mais Médicos foi composta por mais de 90% de profissionais com CRM no Brasil. Ou seja: o discurso norte-americano, além de falso, é mal-intencionado — declarou o ministro.
Na última quarta-feira (11), o governo dos EUA anunciou a revogação do visto de entrada de funcionários brasileiros que atuaram no programa, revelando o nome de dois deles: Mozart Julio Tabosa Sales e Alberto Kleiman, além de seus familiares. Ambos trabalharam no Ministério da Saúde durante o Mais Médicos e participaram do planejamento e implementação do programa no país.
Política
EUA anunciam bloqueio total ao Estreito de Ormuz após impasse nuclear
Medida foi confirmada por Donald Trump e eleva tensão internacional após negociações fracassarem no Paquistão

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou neste domingo (12/4) que a Marinha norte-americana iniciará um bloqueio total ao Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo para o transporte de petróleo.
A decisão foi tomada após o fracasso nas negociações envolvendo a questão nuclear, que vinham sendo discutidas em Islamabad. Segundo o governo norte-americano, a ausência de um acordo elevou o nível de preocupação com a segurança internacional e motivou a adoção de medidas mais rígidas.
O Estreito de Ormuz é considerado um ponto crucial para o comércio global de energia, sendo responsável pela passagem de uma parcela significativa do petróleo exportado por países do Oriente Médio. O anúncio do bloqueio acendeu um alerta no cenário internacional, com possíveis impactos diretos nos mercados e na geopolítica global.
Especialistas apontam que a interrupção total da navegação na região pode provocar instabilidade econômica, aumento no preço do petróleo e tensões diplomáticas entre potências envolvidas na questão nuclear.
A decisão anunciada por Donald Trump deve mobilizar reações de diversos países e organismos internacionais, que acompanham com atenção os desdobramentos da medida e seus efeitos sobre o equilíbrio global.
O cenário segue em evolução, com expectativa de novos posicionamentos diplomáticos e possíveis tentativas de retomada das negociações nos próximos dias.
Política
Flávio Dino vota contra lei de SC que proíbe cotas em universidades
Ministro do STF considera norma estadual inconstitucional e segue voto do relator Gilmar Mendes

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, votou pela inconstitucionalidade integral da lei de Santa Catarina que proíbe a adoção de cotas em universidades estaduais, privadas e comunitárias que recebem recursos públicos. O voto acompanha o posicionamento do relator do processo, ministro Gilmar Mendes, que também considerou a norma incompatível com a Constituição Federal.
No entendimento apresentado, Dino destacou que a Lei Nacional de Cotas já foi validada pelo STF em julgamentos anteriores e que o modelo está alinhado aos compromissos assumidos pelo Brasil em âmbito internacional, especialmente no âmbito da Convenção Interamericana contra o Racismo. Para o ministro, o sistema de cotas integra o conjunto de políticas públicas voltadas à promoção da igualdade racial e social, e sua validade já foi reconhecida pela Corte.
O magistrado reforçou que políticas afirmativas em educação fazem parte de estratégias adotadas pelo Estado para corrigir desigualdades históricas, ampliar o acesso de grupos vulneráveis ao ensino superior e garantir maior diversidade nas instituições de ensino.
O julgamento do tema no Supremo Tribunal Federal tem repercussão nacional, pois envolve a discussão sobre autonomia legislativa dos estados, os limites da atuação dos entes federativos e a proteção constitucional de políticas de inclusão. O desfecho do caso pode impactar legislações estaduais semelhantes e definir diretrizes para futuras ações relacionadas a ações afirmativas no ensino superior.
Política
Otto Alencar reage a apoio de Angelo Coronel a Flávio Bolsonaro
Presidente da CCJ do Senado comenta decisão do ex-aliado de apoiar pré-candidatura do PL à Presidência

O senador Otto Alencar (PSD), presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, reagiu à decisão do senador Angelo Coronel (Republicanos) de declarar apoio ao pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para as eleições de outubro. A manifestação marcou um novo capítulo no tabuleiro político nacional e nas articulações que antecedem a disputa presidencial.
Em declarações recentes, Otto Alencar destacou que a escolha de Coronel é uma decisão pessoal e política, ressaltando que divergências de posicionamento são naturais no cenário partidário. O senador reforçou que, mesmo diante do apoio declarado ao nome do PL, a relação institucional entre os parlamentares seguirá dentro da normalidade, especialmente no âmbito das atividades legislativas.
Nos bastidores, a movimentação é vista como parte de um rearranjo das alianças políticas em torno da corrida presidencial. A manifestação de Coronel em favor de Flávio Bolsonaro amplia o debate sobre apoios estratégicos, alianças regionais e impacto eleitoral, elementos que devem ganhar ainda mais relevância à medida que a campanha avança.
Especialistas avaliam que esse tipo de posicionamento ajuda a definir o cenário pré-eleitoral, influenciando tanto a mobilização de bases políticas quanto a formação de palanques regionais. Para lideranças partidárias, a declaração também sinaliza a busca por fortalecimento de candidaturas e reposicionamento de grupos políticos em meio à disputa nacional.
Com o calendário eleitoral se aproximando, novos movimentos e declarações devem ocorrer, intensificando o debate sobre alianças, estratégias partidárias e projeções de votos.
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