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Brasil

Datafolha: maioria culpa Lula pelo tarifaço de Trump contra o Brasil

Pesquisa mostra que 35% apontam Lula como responsável, 39% atribuem a Bolsonaro e Eduardo, e 40% acreditam que Trump tomará novas medidas após prisão domiciliar do ex-presidente

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva. - Evaristo Sá - 13.Ago.2025/AFP

Apesar da tentativa do governo de responsabilizar a família Bolsonaro pela sobretaxa imposta por Donald Trump ao Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é visto como o principal culpado por 35% dos entrevistados, segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta semana.

Na sondagem, 22% apontam Jair Bolsonaro como responsável direto pelo tarifaço de 50% sobre produtos brasileiros, enquanto 17% atribuem a Eduardo Bolsonaro, que atualmente está nos Estados Unidos fazendo lobby junto ao governo Trump. Somados, pai e filho chegam a 39% das menções.

Além deles, o ministro Alexandre de Moraes (STF) é citado por 15% dos entrevistados como um dos responsáveis pela crise. Outros 7% não souberam responder, 3% acreditam que nenhum dos citados tem culpa e 1% declarou que todos – Lula, Bolsonaro, Eduardo e Moraes – compartilham a responsabilidade.

O levantamento foi realizado entre 11 e 12 de agosto, com 2.002 entrevistas em 113 municípios. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

Prisão de Bolsonaro e impacto nas relações com Trump

A pesquisa também revelou que 40% dos brasileiros acreditam que Trump adotará novas medidas contra o Brasil após a decretação da prisão domiciliar de Jair Bolsonaro. Já 28% acham que o republicano não dará importância ao episódio e estará disposto a negociar. Para 20%, as sanções permanecerão sem alterações, e 12% não souberam opinar.

As tensões se intensificaram após os EUA suspenderem vistos de técnicos ligados ao programa Mais Médicos e incluírem o ministro Alexandre de Moraes na Lei Magnitsky, impondo sanções pessoais. Trump, por sua vez, acusou o Brasil de promover uma “execução política de Bolsonaro”.

Disputa política e polarização

O levantamento também mostrou que a percepção sobre os culpados pelo tarifaço varia conforme o voto dado em 2022. Entre os que votaram em Lula, apenas 11% o responsabilizam, enquanto 38% culpam Bolsonaro e 35% citam Eduardo. Já entre os eleitores de Bolsonaro, o índice que atribui a responsabilidade a Lula dispara para 58%.

A disputa narrativa reflete a polarização política no país. Enquanto o governo insiste em classificar Bolsonaro e Eduardo como “traidores da pátria”, a oposição acusa Lula de falhas diplomáticas com os Estados Unidos e de ter contribuído para o endurecimento das sanções após apoiar Kamala Harris na campanha americana.

Redação Saiba+

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Brasil

Wagner Moura processa Silas Malafaia por calúnia

Ator pede indenização de R$ 100 mil após declarações durante período de premiações internacionais

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Silas Malafaia apontou não entender as motivações do processo movido por Moura | Bnews - Divulgação Divulgação e Reprodução

O ator baiano Wagner Moura ingressou com uma ação judicial contra o pastor Silas Malafaia, alegando ter sido vítima de calúnia e difamação. O processo foi protocolado na Justiça do Rio de Janeiro e está relacionado a publicações feitas pelo religioso nas redes sociais durante o período de destaque internacional do artista.

De acordo com informações divulgadas, a ação pede uma indenização no valor de R$ 100 mil, com base em mensagens que teriam atingido a honra e a reputação do ator. As declarações teriam ocorrido no momento em que Wagner Moura ganhava projeção internacional por sua atuação no filme O Agente Secreto, durante a temporada de premiações.

O caso tramita na 5ª Vara Cível da Barra da Tijuca, em regime de segredo de Justiça. A defesa do ator sustenta que as publicações ultrapassaram os limites da liberdade de expressão, configurando ataques pessoais com potencial dano à imagem pública do artista.

Reconhecido nacional e internacionalmente, Wagner Moura acumula uma carreira marcada por atuações de destaque no cinema e na televisão. Já Silas Malafaia é conhecido por sua forte presença nas redes sociais e posicionamentos públicos sobre temas políticos e sociais.

O episódio reacende o debate sobre os limites entre liberdade de expressão e responsabilidade nas redes sociais, especialmente quando envolve figuras públicas e declarações com grande alcance.

Redação Saiba+

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Brasil

Prisão de ex-presidente do BRB revela patrimônio milionário

Investigação da Polícia Federal identifica imóveis de alto padrão ligados ao ex-dirigente, com valores que ultrapassam R$ 140 milhões

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Mensagens indicam tentativa de negociação de imóvel de alto padrão em meio ao avanço das investigações | Bnews - Divulgação Ana Paula Paiva e Paulo H. Carvalho

A prisão do ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, nesta quinta-feira (16), trouxe à tona detalhes que chamaram a atenção das autoridades: um patrimônio imobiliário de alto luxo, composto por imóveis em áreas valorizadas e negociações realizadas em circunstâncias consideradas suspeitas.

Durante as investigações, a Polícia Federal (PF) identificou ao menos seis imóveis vinculados ao esquema. Desses, quatro estão localizados em São Paulo e dois em Brasília, todos em regiões nobres e com características de alto padrão. No total, o valor estimado dos bens ultrapassa R$ 140 milhões, conforme levantamento divulgado pela imprensa.

Os investigadores destacaram que algumas transações teriam sido feitas de forma acelerada, o que levantou suspeitas sobre a origem dos recursos e a possível tentativa de ocultação patrimonial. A apuração segue em andamento, com o objetivo de esclarecer a natureza das negociações e identificar eventuais irregularidades.

O caso amplia a repercussão em torno da gestão do banco e reforça o trabalho de órgãos de controle no combate a práticas ilícitas envolvendo recursos públicos e privados. A descoberta do patrimônio milionário intensifica as investigações, que agora buscam rastrear o fluxo financeiro por trás das aquisições.

A operação também evidencia o uso de imóveis de luxo como instrumento em esquemas investigados, prática que costuma ser monitorada por autoridades em casos de suspeita de lavagem de dinheiro e enriquecimento ilícito.

Redação Saiba+

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Brasil

Moraes manda PF devolver equipamentos a jornalista investigado

Decisão do STF envolve apuração sobre suposta perseguição contra o ministro Flávio Dino

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Devolução dos itens foi solicitada pela defesa do jornalista | Bnews - Divulgação Victor Piemonte

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, determinou que a Polícia Federal devolva os equipamentos apreendidos do jornalista Luís Pablo Conceição Almeida, no âmbito de uma investigação em andamento.

O profissional é alvo de apuração por suposto crime de perseguição contra o ministro Flávio Dino, integrante da Corte. A decisão de Moraes não encerra o caso, mas estabelece que os itens recolhidos durante as diligências sejam restituídos ao jornalista, mantendo o curso normal das investigações.

A medida foi interpretada por especialistas como um gesto de equilíbrio entre a continuidade da apuração e a preservação de direitos individuais, especialmente no que diz respeito ao exercício da atividade jornalística e ao uso de ferramentas de trabalho.

Nos bastidores, a decisão reforça o entendimento do STF de que ações investigativas devem respeitar limites legais, mesmo em casos sensíveis envolvendo autoridades públicas. Ainda assim, o inquérito segue sob responsabilidade das autoridades competentes, com análise de provas e possíveis desdobramentos judiciais.

O caso chama atenção por envolver liberdade de imprensa, atuação institucional e segurança de autoridades, temas que frequentemente geram debate no cenário jurídico e político nacional.

A Polícia Federal ainda não detalhou o cronograma para a devolução dos equipamentos, mas deverá cumprir a determinação dentro dos prazos estabelecidos pelo Supremo.

Redação Saiba+

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