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Governo Lula finaliza projeto para regular big techs

Texto prevê suspensão de plataformas apenas em caso de descumprimento generalizado e amplia responsabilidade civil das empresas

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa de solenidade no Palácio do Planalto - Evaristo Sá/AFP

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva concluiu a versão final do projeto de lei de regulação das big techs, que deverá ser enviado ao Congresso na próxima semana. O texto adota critérios semelhantes à decisão do STF que alterou o Marco Civil da Internet em junho, mas vai além ao estabelecer novas regras de responsabilidade e supervisão administrativa.

De acordo com a proposta, a suspensão de redes sociais e plataformas digitais só poderá ocorrer em casos de descumprimento generalizado da lei, e não por publicações isoladas. A medida visa punir empresas que não atuem de forma eficaz na remoção de conteúdos ilícitos, como crimes contra crianças e adolescentes, atos de terrorismo, incentivo ao suicídio e à automutilação.

As sanções previstas incluem desde advertência e multas de até 10% do faturamento no Brasil, até suspensão temporária do serviço por até 60 dias ou, em última instância, suspensão por prazo indeterminado mediante ordem judicial.

Um dos pontos centrais é a criação de uma nova Agência Nacional de Proteção de Dados e Serviços Digitais, que substituirá a atual ANPD, com mais atribuições e capacidade fiscalizatória. Também será instituído um Conselho Nacional de Proteção de Dados e Serviços Digitais.

O texto vai além da decisão do Supremo ao prever responsabilidade civil objetiva das plataformas em casos de danos decorrentes de conteúdos pagos ou impulsionados, mesmo que não haja culpa direta ou notificação prévia. Essa medida deve enfrentar forte resistência das big techs.

Outro artigo polêmico trata da publicidade digital, determinando que toda compra e venda de anúncios voltados ao mercado brasileiro sejam faturadas no país, respeitando a legislação nacional. O objetivo é evitar que empresas utilizem jurisdições com menor tributação para reduzir custos.

Na área de proteção infantil, o projeto estabelece exigências como supervisão parental obrigatória para contas de menores de 16 anos, verificação de idade, possibilidade de desativar sistemas de recomendação personalizada e proibição do perfilamento de crianças para fins publicitários. Diferentemente de versões anteriores, o texto não proíbe crianças abaixo de 12 anos de terem perfis em redes sociais.

O envio da proposta ao Congresso será feito após a votação do PL 2628/2020, conhecido como “ECA Digital”, prevista para esta quarta-feira (20), evitando sobreposição de pautas.

Redação Saiba+

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Brasil

Gilmar encaminha garantias para extradição de Zambelli

Justiça italiana analisará em julho novo pedido relacionado à condenação da ex-deputada por episódio ocorrido durante as eleições de 2022.

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, encaminhou à Advocacia-Geral da União (AGU) as garantias exigidas pela Justiça italiana para dar continuidade à análise de um novo pedido de extradição envolvendo a ex-deputada federal Carla Zambelli.

O caso está relacionado à condenação da ex-parlamentar por um episódio ocorrido na véspera das eleições de 2022, quando ela protagonizou uma perseguição armada ao jornalista Luan Araújo em vias públicas da cidade de São Paulo. O episódio ganhou grande repercussão nacional e resultou em desdobramentos judiciais que seguem em andamento.

Com o envio das informações solicitadas pelas autoridades italianas, o processo avança para uma nova etapa. A expectativa é que a Justiça da Itália avalie os elementos apresentados e decida sobre o pedido durante julgamento previsto para o próximo dia 1º de julho.

A análise do caso pelas autoridades italianas é considerada um passo importante no processo internacional, já que envolve questões jurídicas relacionadas à cooperação entre os sistemas judiciais dos dois países e ao cumprimento de decisões judiciais.

O encaminhamento das garantias atende aos requisitos estabelecidos pela legislação italiana para a avaliação de pedidos de extradição. A decisão que será tomada pela Corte italiana poderá influenciar diretamente os próximos desdobramentos do processo.

Enquanto aguarda o julgamento, o caso continua atraindo atenção do meio político e jurídico, sobretudo por envolver uma figura pública e um episódio que teve ampla repercussão durante um dos períodos eleitorais mais polarizados da história recente do Brasil.

Redação Saiba+

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Brasil

BYD amplia benefício fiscal e reforça presença no mercado brasileiro

Montadora chinesa garante renovação de cotas para importação de kits de montagem e fortalece estratégia de expansão no país.

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A montadora chinesa BYD conquistou a renovação, por mais seis meses, do benefício das cotas de importação que permite a entrada de kits destinados à montagem de veículos eletrificados com isenção do Imposto de Importação. A medida reforça a estratégia de crescimento da fabricante no mercado brasileiro e amplia sua competitividade no segmento de carros elétricos e híbridos.

A renovação do benefício ocorre em um momento de forte expansão da presença da empresa no Brasil, onde a marca vem registrando crescimento nas vendas e ampliando investimentos em produção, distribuição e infraestrutura voltada à mobilidade sustentável.

Segundo análises do setor automotivo, a política comercial adotada pela BYD tem provocado impactos significativos no mercado nacional, aumentando a concorrência e pressionando outras fabricantes a acelerarem seus planos de eletrificação. A estratégia agressiva da empresa também tem gerado debates entre representantes da indústria automotiva sobre as condições de competitividade no país.

Nos bastidores, a montadora tem mantido interlocução constante com órgãos do governo federal para discutir temas relacionados ao desenvolvimento da indústria de veículos eletrificados. O ex-governador da Bahia e atual ministro da Casa Civil, Rui Costa, é apontado como uma das figuras que auxiliam no diálogo institucional envolvendo projetos da empresa no Brasil.

A renovação das cotas representa mais um passo na consolidação da BYD como uma das principais protagonistas da transição para a mobilidade elétrica no país, ampliando sua capacidade de oferta e fortalecendo sua posição em um mercado cada vez mais competitivo.

O cenário reforça a importância do setor de veículos eletrificados na agenda industrial brasileira, impulsionando investimentos, geração de empregos e novas oportunidades para a cadeia produtiva automotiva.

Redação Saiba+

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Justiça condena Espaçolaser por queimaduras em cliente

Decisão da Justiça de Goiás determina indenização por danos morais e estéticos, além da devolução dos valores pagos após falha em procedimento de depilação a laser.

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A rede Espaçolaser foi condenada pela Justiça de Goiás a indenizar uma cliente que sofreu queimaduras durante uma sessão de depilação a laser. A decisão também determinou a devolução dos valores pagos pelo procedimento, além do pagamento de indenização por danos morais e danos estéticos, após o reconhecimento de falha na prestação do serviço.

A sentença foi proferida pela 14ª Vara Cível e Ambiental de Goiânia, que concluiu existir nexo direto entre o procedimento realizado e as lesões apresentadas pela consumidora. Para o juízo, as provas reunidas no processo demonstraram que os danos ocorreram em decorrência do atendimento prestado pela empresa.

Segundo a decisão, a cliente apresentou queimaduras após a sessão de depilação, situação que motivou o ajuizamento da ação judicial. Durante a análise do caso, a Justiça entendeu que houve falha na execução do serviço, configurando a responsabilidade da empresa pelos prejuízos sofridos pela consumidora.

Além da indenização pelos danos físicos e emocionais, a sentença determinou que a empresa restitua os valores pagos pelo tratamento, reforçando o entendimento de que o serviço não foi prestado de forma adequada.

Casos envolvendo procedimentos estéticos são frequentemente analisados com base no Código de Defesa do Consumidor, que estabelece a responsabilidade dos fornecedores quando há falhas na prestação de serviços capazes de causar prejuízos aos clientes. A decisão reforça a importância da adoção de protocolos de segurança e da correta avaliação dos pacientes antes da realização de procedimentos com tecnologia a laser.

O caso ainda poderá ser objeto de recursos nas instâncias superiores, conforme prevê a legislação processual brasileira.

Redação Saiba+

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