Política
Mendes afirma que Carlos Bolsonaro falou ‘pela boca o que devia sair por outro lugar’
Governador de Mato Grosso classificou como “destemperada” a fala do vereador, que chamou governadores da direita de ratos e oportunistas.

O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (União Brasil), criticou duramente as declarações do vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ), que atacou governadores aliados da direita em postagem nas redes sociais. Mendes afirmou nesta quinta-feira (21), em Cuiabá, que o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro falou “pela boca aquilo que devia sair por outro lugar”.
“Ele deve estar, assim, se sentindo ferido, magoado, e falando pela boca aquilo que devia sair por outro lugar. Acho que é muito ruim esse tipo de ataque, isso não ajuda na solução de nenhum problema. O destempero de algumas lideranças políticas, que se dizem lideranças, é muito ruim. Isso não contribui com a sociedade”, declarou Mendes.
As críticas ocorreram poucos dias após Carlos Bolsonaro afirmar que governadores da direita “se comportam como ratos” e seriam “oportunistas” ao tentar herdar o espólio político de Jair Bolsonaro, que está inelegível até 2030 e cumpre prisão domiciliar por ordem do STF.
A publicação de Carlos foi feita logo após o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), lançar sua pré-candidatura à Presidência. A postagem também foi compartilhada pelo deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), irmão de Carlos.
Segundo aliados, entre os alvos das críticas estão Zema, Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), Ronaldo Caiado (União-GO) e Ratinho Jr. (PSD-PR) — todos cotados como possíveis sucessores de Bolsonaro em 2026.
Mendes aproveitou para criticar a polarização política. “Estou de saco cheio dessa discussão inútil, que no final do dia não põe comida na mesa, não melhora as estradas, não melhora a saúde”, afirmou. A declaração foi feita durante o ato de filiação da senadora Margareth Buzetti, que deixou o PSD e ingressou no PP em busca de viabilizar sua reeleição.
Política
EUA anunciam bloqueio total ao Estreito de Ormuz após impasse nuclear
Medida foi confirmada por Donald Trump e eleva tensão internacional após negociações fracassarem no Paquistão

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou neste domingo (12/4) que a Marinha norte-americana iniciará um bloqueio total ao Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo para o transporte de petróleo.
A decisão foi tomada após o fracasso nas negociações envolvendo a questão nuclear, que vinham sendo discutidas em Islamabad. Segundo o governo norte-americano, a ausência de um acordo elevou o nível de preocupação com a segurança internacional e motivou a adoção de medidas mais rígidas.
O Estreito de Ormuz é considerado um ponto crucial para o comércio global de energia, sendo responsável pela passagem de uma parcela significativa do petróleo exportado por países do Oriente Médio. O anúncio do bloqueio acendeu um alerta no cenário internacional, com possíveis impactos diretos nos mercados e na geopolítica global.
Especialistas apontam que a interrupção total da navegação na região pode provocar instabilidade econômica, aumento no preço do petróleo e tensões diplomáticas entre potências envolvidas na questão nuclear.
A decisão anunciada por Donald Trump deve mobilizar reações de diversos países e organismos internacionais, que acompanham com atenção os desdobramentos da medida e seus efeitos sobre o equilíbrio global.
O cenário segue em evolução, com expectativa de novos posicionamentos diplomáticos e possíveis tentativas de retomada das negociações nos próximos dias.
Política
Flávio Dino vota contra lei de SC que proíbe cotas em universidades
Ministro do STF considera norma estadual inconstitucional e segue voto do relator Gilmar Mendes

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, votou pela inconstitucionalidade integral da lei de Santa Catarina que proíbe a adoção de cotas em universidades estaduais, privadas e comunitárias que recebem recursos públicos. O voto acompanha o posicionamento do relator do processo, ministro Gilmar Mendes, que também considerou a norma incompatível com a Constituição Federal.
No entendimento apresentado, Dino destacou que a Lei Nacional de Cotas já foi validada pelo STF em julgamentos anteriores e que o modelo está alinhado aos compromissos assumidos pelo Brasil em âmbito internacional, especialmente no âmbito da Convenção Interamericana contra o Racismo. Para o ministro, o sistema de cotas integra o conjunto de políticas públicas voltadas à promoção da igualdade racial e social, e sua validade já foi reconhecida pela Corte.
O magistrado reforçou que políticas afirmativas em educação fazem parte de estratégias adotadas pelo Estado para corrigir desigualdades históricas, ampliar o acesso de grupos vulneráveis ao ensino superior e garantir maior diversidade nas instituições de ensino.
O julgamento do tema no Supremo Tribunal Federal tem repercussão nacional, pois envolve a discussão sobre autonomia legislativa dos estados, os limites da atuação dos entes federativos e a proteção constitucional de políticas de inclusão. O desfecho do caso pode impactar legislações estaduais semelhantes e definir diretrizes para futuras ações relacionadas a ações afirmativas no ensino superior.
Política
Otto Alencar reage a apoio de Angelo Coronel a Flávio Bolsonaro
Presidente da CCJ do Senado comenta decisão do ex-aliado de apoiar pré-candidatura do PL à Presidência

O senador Otto Alencar (PSD), presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, reagiu à decisão do senador Angelo Coronel (Republicanos) de declarar apoio ao pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para as eleições de outubro. A manifestação marcou um novo capítulo no tabuleiro político nacional e nas articulações que antecedem a disputa presidencial.
Em declarações recentes, Otto Alencar destacou que a escolha de Coronel é uma decisão pessoal e política, ressaltando que divergências de posicionamento são naturais no cenário partidário. O senador reforçou que, mesmo diante do apoio declarado ao nome do PL, a relação institucional entre os parlamentares seguirá dentro da normalidade, especialmente no âmbito das atividades legislativas.
Nos bastidores, a movimentação é vista como parte de um rearranjo das alianças políticas em torno da corrida presidencial. A manifestação de Coronel em favor de Flávio Bolsonaro amplia o debate sobre apoios estratégicos, alianças regionais e impacto eleitoral, elementos que devem ganhar ainda mais relevância à medida que a campanha avança.
Especialistas avaliam que esse tipo de posicionamento ajuda a definir o cenário pré-eleitoral, influenciando tanto a mobilização de bases políticas quanto a formação de palanques regionais. Para lideranças partidárias, a declaração também sinaliza a busca por fortalecimento de candidaturas e reposicionamento de grupos políticos em meio à disputa nacional.
Com o calendário eleitoral se aproximando, novos movimentos e declarações devem ocorrer, intensificando o debate sobre alianças, estratégias partidárias e projeções de votos.
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