Política
Oposição segue incomodando gestão Lula com novas vitórias no Congresso
Bancada oposicionista conquistou a presidência e a relatoria da CPMI do INSS e ainda garantiu a aprovação de projeto contra erotização precoce nas escolas

O Palácio do Planalto segue contabilizando derrotas no Congresso Nacional, especialmente em pautas de interesse da gestão Lula. Nesta semana, a Bancada de Oposição obteve vitórias estratégicas em duas frentes: no comando da CPMI do INSS e na aprovação do PL 10583/2018, que prevê medidas contra a erotização precoce nas escolas brasileiras.
Na nova Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, criada para investigar o escândalo de desvios nos benefícios dos aposentados, a Oposição conseguiu ocupar os cargos principais. O senador Carlos Viana (Podemos-MG) será o presidente, enquanto o deputado federal Alfredo Gaspar (União Brasil-AL) assumirá a relatoria.
Para o deputado Capitão Alden (PL-BA), vice-líder da Oposição na Câmara, o avanço é um marco. Segundo ele, as apurações devem expor a responsabilidade do Governo Federal no golpe contra aposentados.
“A Oposição segue firme e forte! Após novas vitórias esta semana, o próximo passo é buscar a punição dos culpados pelo escândalo do INSS. O povo quer ver os responsáveis por isso na cadeia”, declarou.
Erotização precoce nas escolas: outra derrota do governo
Além da CPMI, a Oposição também comemorou outra conquista: a aprovação, na Comissão de Educação, do PL 10583/2018, que estabelece medidas de prevenção à erotização ou sexualização precoce de crianças e adolescentes. O texto recebeu 17 votos a favor e 15 contrários.
O projeto, relatado pelo deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), foi considerado uma vitória articulada pela Bancada de Oposição em conjunto com partidos de centro.
“Foi uma grande vitória. Mobilizamos toda a nossa bancada porque entendemos que esse projeto é fundamental para proteger crianças contra a sexualização precoce nas escolas”, ressaltou o deputado Capitão Alden.
Com essas votações, a gestão Lula acumula novos reveses no Legislativo, reforçando a força da Oposição em pautas sensíveis para o governo.
Política
Jerônimo Rodrigues nega rumores sobre desistência de pré‑candidatura na Bahia
Governador reafirma posição após especulações envolvendo possível substituição por Rui Costa na disputa pelo Palácio de Ondina

O governador Jerônimo Rodrigues (PT) reagiu às especulações que circularam nos últimos dias sobre uma possível desistência de sua pré‑candidatura ao governo da Bahia nas eleições deste ano. Os rumores apontavam que ele abriria espaço para que o ministro da Casa Civil, Rui Costa, assumisse a disputa pelo Palácio de Ondina, cenário que ganhou força nos bastidores políticos.
Jerônimo, no entanto, tratou de desmentir a informação, reafirmando seu compromisso com o projeto político que vem conduzindo desde o início de sua gestão. Segundo ele, não há qualquer movimento interno que indique substituição ou mudança na estratégia eleitoral da base governista.
A reação do governador ocorre em meio a um ambiente de intensa movimentação política, no qual interpretações e análises sobre alianças e composições costumam gerar ruídos. A fala de Jerônimo busca estabilizar o cenário e reforçar que sua pré‑candidatura segue mantida, alinhada ao planejamento do grupo político que governa o estado.
A menção ao nome de Rui Costa, que já confirmou sua intenção de disputar uma vaga no Senado, também foi vista como parte das especulações que surgem naturalmente em períodos pré‑eleitorais. Com a manifestação pública do governador, a tendência é que a base aliada concentre esforços na organização da campanha e na consolidação das chapas majoritária e proporcional.
A declaração de Jerônimo Rodrigues contribui para reduzir tensões internas e reafirma a continuidade do projeto político que vem sendo defendido pelo grupo desde 2007, mantendo o foco na disputa estadual deste ano.
Polícia
Morre o deputado estadual Alan Sanches aos 58 anos
Parlamentar do União Brasil sofreu um infarto fulminante neste sábado (14) e não resistiu após atendimento do Samu

O deputado estadual Alan Sanches (União Brasil) faleceu na manhã deste sábado (14), aos 58 anos, após sofrer um infarto fulminante. A informação foi confirmada por pessoas próximas ao parlamentar e por equipes de emergência que atuaram no socorro.
Segundo apurações, Sanches passou mal repentinamente e recebeu atendimento imediato de uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Apesar dos esforços da equipe médica, o deputado não resistiu.
Alan Sanches era uma figura de destaque na política baiana, com trajetória marcada por atuação ativa na Assembleia Legislativa da Bahia. Sua morte repentina causa grande comoção entre colegas, apoiadores e lideranças políticas do estado.
A notícia do falecimento mobilizou autoridades e gerou manifestações de pesar em diversos setores. O parlamentar deixa um legado de trabalho público e participação ativa em debates relevantes para a Bahia.
Política
PF determina que Eduardo Bolsonaro volte ao cargo de escrivão após ter mandato cassado na Câmara
Decisão ocorre após cassação do mandato parlamentar e publicação de ato no Diário Oficial da União

A Polícia Federal (PF) determinou que Eduardo Bolsonaro retorne ao cargo de escrivão, função que ocupava antes de sua eleição para a Câmara dos Deputados. A decisão foi oficializada nesta sexta‑feira (2), por meio de publicação no Diário Oficial da União, assinada pelo diretor de gestão de pessoas substituto, Licínio Nunes de Moraes Netto.
Segundo o ato administrativo, a PF declarou o fim do afastamento do ex‑parlamentar, uma vez que seu mandato de deputado federal foi cassado em 18 de dezembro. Com a perda do mandato, a licença concedida para o exercício da atividade política deixa de ter validade, obrigando o retorno imediato às funções na corporação.
A medida encerra o período em que Eduardo Bolsonaro esteve afastado do quadro funcional da PF e marca sua reintegração ao serviço público federal. A corporação ainda não detalhou em qual unidade o escrivão deverá atuar, mas o procedimento segue o trâmite padrão aplicado a servidores que retornam após afastamentos prolongados.
O caso segue repercutindo no cenário político e jurídico, especialmente por envolver um nome de grande projeção nacional e por ocorrer em meio a debates sobre responsabilidades e consequências administrativas após a cassação de mandatos eletivos.
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