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Política

Lula critica Trump por decisões unilaterais e defende soberania na COP30

Em Bogotá, presidente brasileiro reforça importância do multilateralismo e anuncia centro de cooperação policial na Amazônia

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Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante encontro dos Presidentes dos Estados Partes do Tratado de Cooperação Amazônica com a Sociedade Civil e Comunidades Indígenas. Plaza de Armas – Bogotá / Foto: Ricardo Stuckert / PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou nesta sexta-feira, 22, o líder dos Estados Unidos, Donald Trump, durante encontro da Cúpula dos Países Amazônicos em Bogotá, Colômbia. Em seu discurso, Lula afirmou que o republicano toma decisões sozinho e desrespeita organizações internacionais, incluindo as Nações Unidas.

“Para ter governança mundial, você não pode acabar com o multilateralismo. Você não pode fazer o que o presidente americano está fazendo: tomando decisões sozinho, sem levar em conta a Organização Mundial do Comércio, sem levar em conta a ONU… É nesse clima que a gente vai chegar na COP30”, disse o presidente, informando que enviou convite a Trump para participar da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas, que será realizada em Belém, Pará.

Lula relacionou o deterioramento da relação com Trump às tarifas americanas de 50% sobre produtos brasileiros, impostas em retaliação à ação do governo brasileiro e do STF contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, que está inelegível por oito anos após condenações por abuso de poder e uso indevido de meios de comunicação.

O presidente também defendeu a realização da COP30 em Belém, apesar de críticas sobre os altos custos das diárias de hotéis, comparáveis a cidades como Nova York e Paris. Segundo Lula, apenas 47 dos 196 países previstos possuem hospedagem adequada na região.

“A gente quer que as pessoas vejam a real situação das florestas, dos nossos rios, dos povos que moram lá. Não quero que a COP seja um desfile de discursos e ideias sem conclusão. Quero resultados concretos”, afirmou.

Durante o evento, Lula denunciou que nações ricas usam proteção ambiental como justificativa para medidas protecionistas e, sem citar nominalmente os EUA, criticou o uso do combate ao crime organizado como pretexto para violar a soberania de outros países. Segundo ele, aqueles que mais poluíram tentam impor modelos que não atendem às necessidades do Brasil.

O presidente também anunciou que convidará os países membros da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA) — incluindo Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana, Peru, Suriname e Venezuela — para a inauguração de um centro de cooperação policial internacional na Amazônia, em Manaus, marcada para 9 de setembro.

Redação Saiba+

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Política

EUA anunciam bloqueio total ao Estreito de Ormuz após impasse nuclear

Medida foi confirmada por Donald Trump e eleva tensão internacional após negociações fracassarem no Paquistão

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Arte Metrópoles

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou neste domingo (12/4) que a Marinha norte-americana iniciará um bloqueio total ao Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo para o transporte de petróleo.

A decisão foi tomada após o fracasso nas negociações envolvendo a questão nuclear, que vinham sendo discutidas em Islamabad. Segundo o governo norte-americano, a ausência de um acordo elevou o nível de preocupação com a segurança internacional e motivou a adoção de medidas mais rígidas.

O Estreito de Ormuz é considerado um ponto crucial para o comércio global de energia, sendo responsável pela passagem de uma parcela significativa do petróleo exportado por países do Oriente Médio. O anúncio do bloqueio acendeu um alerta no cenário internacional, com possíveis impactos diretos nos mercados e na geopolítica global.

Especialistas apontam que a interrupção total da navegação na região pode provocar instabilidade econômica, aumento no preço do petróleo e tensões diplomáticas entre potências envolvidas na questão nuclear.

A decisão anunciada por Donald Trump deve mobilizar reações de diversos países e organismos internacionais, que acompanham com atenção os desdobramentos da medida e seus efeitos sobre o equilíbrio global.

O cenário segue em evolução, com expectativa de novos posicionamentos diplomáticos e possíveis tentativas de retomada das negociações nos próximos dias.

Redação Saiba+

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Política

Flávio Dino vota contra lei de SC que proíbe cotas em universidades

Ministro do STF considera norma estadual inconstitucional e segue voto do relator Gilmar Mendes

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Caso está sendo julgado no plenário virtual do Supremo Tribunal Federal (STF) | Bnews - Divulgação Valter Campanato

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, votou pela inconstitucionalidade integral da lei de Santa Catarina que proíbe a adoção de cotas em universidades estaduais, privadas e comunitárias que recebem recursos públicos. O voto acompanha o posicionamento do relator do processo, ministro Gilmar Mendes, que também considerou a norma incompatível com a Constituição Federal.

No entendimento apresentado, Dino destacou que a Lei Nacional de Cotas já foi validada pelo STF em julgamentos anteriores e que o modelo está alinhado aos compromissos assumidos pelo Brasil em âmbito internacional, especialmente no âmbito da Convenção Interamericana contra o Racismo. Para o ministro, o sistema de cotas integra o conjunto de políticas públicas voltadas à promoção da igualdade racial e social, e sua validade já foi reconhecida pela Corte.

O magistrado reforçou que políticas afirmativas em educação fazem parte de estratégias adotadas pelo Estado para corrigir desigualdades históricas, ampliar o acesso de grupos vulneráveis ao ensino superior e garantir maior diversidade nas instituições de ensino.

O julgamento do tema no Supremo Tribunal Federal tem repercussão nacional, pois envolve a discussão sobre autonomia legislativa dos estados, os limites da atuação dos entes federativos e a proteção constitucional de políticas de inclusão. O desfecho do caso pode impactar legislações estaduais semelhantes e definir diretrizes para futuras ações relacionadas a ações afirmativas no ensino superior.

Redação Saiba+

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Política

Otto Alencar reage a apoio de Angelo Coronel a Flávio Bolsonaro

Presidente da CCJ do Senado comenta decisão do ex-aliado de apoiar pré-candidatura do PL à Presidência

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Otto Alencar destaca que apoio de Coronel a Bolsonaro é esperado, dado seu histórico político desde 2019. | Bnews - Divulgação BNEWS

O senador Otto Alencar (PSD), presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, reagiu à decisão do senador Angelo Coronel (Republicanos) de declarar apoio ao pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para as eleições de outubro. A manifestação marcou um novo capítulo no tabuleiro político nacional e nas articulações que antecedem a disputa presidencial.

Em declarações recentes, Otto Alencar destacou que a escolha de Coronel é uma decisão pessoal e política, ressaltando que divergências de posicionamento são naturais no cenário partidário. O senador reforçou que, mesmo diante do apoio declarado ao nome do PL, a relação institucional entre os parlamentares seguirá dentro da normalidade, especialmente no âmbito das atividades legislativas.

Nos bastidores, a movimentação é vista como parte de um rearranjo das alianças políticas em torno da corrida presidencial. A manifestação de Coronel em favor de Flávio Bolsonaro amplia o debate sobre apoios estratégicos, alianças regionais e impacto eleitoral, elementos que devem ganhar ainda mais relevância à medida que a campanha avança.

Especialistas avaliam que esse tipo de posicionamento ajuda a definir o cenário pré-eleitoral, influenciando tanto a mobilização de bases políticas quanto a formação de palanques regionais. Para lideranças partidárias, a declaração também sinaliza a busca por fortalecimento de candidaturas e reposicionamento de grupos políticos em meio à disputa nacional.

Com o calendário eleitoral se aproximando, novos movimentos e declarações devem ocorrer, intensificando o debate sobre alianças, estratégias partidárias e projeções de votos.

Redação Saiba+

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