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Política

Congresso arma bomba fiscal contra governo Lula

Isenção do Imposto de Renda deve ser aprovada, mas Centrão e oposição articulam derrubada das medidas compensatórias propostas pelo governo, impondo risco de rombo bilionário nas contas públicas

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Congresso Nacional e a Esplanada dos Ministérios em Brasília / Reprodução

O projeto de lei que amplia a isenção do Imposto de Renda (IR) para quem ganha até R$ 5 mil e garante redução parcial da alíquota para rendimentos de até R$ 7,3 mil segue com grande apoio político na Câmara dos Deputados. A proposta, considerada a principal aposta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para 2026, tem caráter popular e deverá beneficiar mais de 26 milhões de brasileiros.

Apesar disso, a iniciativa pode se transformar em uma bomba fiscal contra o governo. Isso porque o Centrão e a oposição articulam para derrubar todas as medidas compensatórias que cobririam o custo da renúncia fiscal, estimado em R$ 100 bilhões até 2028.

Entre as compensações propostas estão:

  • Taxação de grandes fortunas (renda acima de R$ 600 mil ao ano);
  • Cobrança de IR sobre lucros e dividendos acima de R$ 50 mil mensais;
  • Tributação de 10% sobre dividendos enviados ao exterior.

O texto é relatado pelo ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL), que mantém influência no Parlamento e pode definir os rumos da votação. A estratégia de esvaziar as contrapartidas permitiria ao Congresso aprovar a medida popular sem assumir o ônus de novos impostos, deixando a responsabilidade do impacto fiscal exclusivamente para o Planalto.

A manobra ocorre em um momento de forte desgaste entre Executivo e Legislativo. O clima azedou após o Congresso barrar o decreto de aumento do IOF, episódio que não ocorria desde o governo Collor. Na ocasião, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), criticou o governo por tentar “estimular polarização social” e reforçou a necessidade de diálogo.

Se confirmada a derrubada das medidas compensatórias, o ajuste fiscal conduzido por Fernando Haddad ficará ainda mais pressionado, ampliando as dificuldades do governo em manter o equilíbrio das contas públicas e sustentar projetos prioritários.

Nos bastidores, cresce também a movimentação para que o União Brasil e o PP deixem a base do governo, consolidando um afastamento de legendas-chave e aprofundando a crise política.

Redação Saiba+

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Política

Lula defende diálogo e reaproximação com os EUA

Presidente afirma esperar normalização das relações após aplicação do princípio da reciprocidade em caso envolvendo delegado da PF

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Donald Trump e Lula em encontro presencial - Foto: Daniel Torok

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que espera retomar o diálogo e avançar na normalização das relações diplomáticas com os Estados Unidos, após um episódio recente envolvendo a expulsão de um delegado da Polícia Federal.

A declaração ocorre depois de o governo brasileiro aplicar o princípio da reciprocidade, medida comum nas relações internacionais quando há ações equivalentes entre países. O caso gerou tensão diplomática momentânea e chamou a atenção para o equilíbrio nas decisões entre as nações.

Segundo Lula, o caminho para superar o impasse é o diálogo e a cooperação entre os dois países, destacando a importância das relações bilaterais em áreas estratégicas como economia, segurança e comércio exterior. O presidente reforçou que o Brasil mantém uma postura de respeito mútuo nas tratativas internacionais.

O episódio envolvendo o delegado da Polícia Federal ainda repercute nos bastidores diplomáticos, mas a sinalização do governo brasileiro é de buscar estabilidade e evitar escalada de conflitos institucionais. A expectativa é que as tratativas avancem nos próximos dias por meio dos canais oficiais.

A defesa da reciprocidade, aliada ao discurso de reaproximação, demonstra a tentativa do governo de equilibrar firmeza e diplomacia, mantendo os interesses nacionais sem comprometer relações históricas com parceiros internacionais.

Redação Saiba+

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Política

Haddad critica Flávio Bolsonaro por fala sobre imposto

Pré-candidato ao governo de São Paulo acusa adversário de desinformação sobre reforma tributária

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O ex-ministro da Fazenda, Fernando Haddad, acusa Flávio Bolsonaro de "espalhar desinformação" ao falar sobre Imposto de Renda | Bnews - Divulgação Marcelo Camargo

O ex-ministro da Fazenda e pré-candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), publicou nesta quarta-feira (22) um vídeo nas redes sociais em que critica declarações do pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL/RJ), sobre a cobrança de imposto de renda no Brasil.

Na gravação, Haddad acusa o adversário político de disseminar informações incorretas sobre a proposta de reforma defendida pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo o ex-ministro, as falas têm o objetivo de gerar confusão na população sobre as mudanças tributárias em discussão no país.

Durante o vídeo, Haddad utiliza o termo “Bolsonarinho” ao se referir ao senador, e afirma que as críticas feitas por ele à política econômica do atual governo estariam alinhadas com interesses específicos. De acordo com o petista, a narrativa apresentada por Flávio Bolsonaro busca favorecer os chamados “super ricos”, ao questionar medidas que podem impactar diferentes faixas de renda.

A declaração reforça o clima de disputa política antecipada, com trocas de críticas entre pré-candidatos e lideranças nacionais. O debate sobre a reforma do imposto de renda e outras propostas econômicas tem ganhado destaque no cenário político, sendo um dos principais pontos de divergência entre diferentes grupos.

O episódio evidencia a intensificação do embate político em torno de temas econômicos estratégicos, especialmente em um contexto de pré-campanha eleitoral, onde propostas e posicionamentos passam a ser amplamente debatidos e questionados por diferentes atores.

Redação Saiba+

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Política

Prefeito de Piatã muda apoio político na Bahia

Após eleições de 2022, Marcos Paulo anuncia alinhamento com o governo estadual de Jerônimo Rodrigues em reunião em Salvador

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Parceria entre prefeito e governador Jerônimo foi oficializada em Salvador | Bnews - Divulgação

O cenário político na Bahia ganhou um novo capítulo com a mudança de posicionamento do prefeito de Piatã, Marcos Paulo (PSD). Após ter apoiado ACM Neto nas eleições de 2022, o gestor municipal anunciou oficialmente seu alinhamento com o governador Jerônimo Rodrigues (PT).

A parceria foi consolidada durante uma reunião realizada em Salvador, reunindo representantes do governo estadual e da administração municipal de Piatã, cidade localizada na Chapada Diamantina. O encontro marcou um novo momento de articulação política e administrativa, com foco no fortalecimento de ações conjuntas para o desenvolvimento local.

Segundo Marcos Paulo, a decisão reflete uma postura pragmática voltada ao interesse público. “Isso é a política, é você trabalhar para as pessoas, para o povo, reconhecer quem faz isso”, afirmou o prefeito. Ele destacou ainda que o governo estadual tem demonstrado atuação efetiva em benefício do município.

O gestor reforçou que o novo alinhamento representa um reconhecimento direto ao trabalho desenvolvido pelo governo da Bahia, especialmente em áreas estratégicas para a população de Piatã. “Então o governador tem trabalhado, a gente vai reconhecer, sim, o trabalho que tem feito para Piatã também”, concluiu.

A mudança de apoio político evidencia o dinamismo das alianças na política baiana e pode influenciar novos arranjos regionais, sobretudo em municípios do interior. O movimento também sinaliza uma aproximação maior entre lideranças locais e o governo estadual, com संभावáveis impactos em investimentos e projetos futuros na Chapada Diamantina.

Redação Saiba+

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