Política
STF inicia julgamento do “núcleo crucial” da tentativa de golpe de 2022
Ex-presidente Jair Bolsonaro e aliados próximos são apontados pela PGR como líderes da articulação golpista após as eleições presidenciais.

A denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra a tentativa de golpe de Estado, ocorrida após as eleições de 2022, foi dividida em cinco núcleos de atuação, de acordo com a investigação da Polícia Federal. O objetivo da divisão é facilitar a instrução processual e acelerar o julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF).
O núcleo 1, também chamado de “núcleo crucial”, reúne os réus em posição de comando, entre eles o ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo a PGR, “deles partiram as principais decisões” para consumar a tentativa de ruptura institucional. O julgamento deste grupo começa nesta terça-feira (2), pela Primeira Turma do STF, com sessões previstas até 12 de setembro.
Além de Bolsonaro, o núcleo inclui militares de alta patente e aliados próximos. O tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens, é apontado como peça central, responsável pela interlocução entre os demais núcleos da organização.
Outros núcleos da denúncia
- Núcleo 2 – Atuava na frente jurídica, operacional e de inteligência, incluindo a elaboração da chamada “minuta golpista”. Três de seus membros integravam o Ministério da Justiça à época. Este grupo também é acusado de planejar bloqueios a eleitores no segundo turno, além de um suposto plano para monitorar e até assassinar o ministro Alexandre de Moraes e a chapa eleita, Lula e Geraldo Alckmin.
- Núcleo 3 – Composto por dez réus, entre eles os chamados “kids pretos”, recrutas das Forças Especiais do Exército. O grupo teria atuado em ações táticas para o golpe. O agente da PF Wladimir Matos Soares também figura entre os denunciados, acusado de fornecer informações sigilosas sobre a posse presidencial em 1º de janeiro de 2023.
- Núcleo 4 – Formado por acusados de espalhar desinformação sobre as urnas eletrônicas, o sistema eleitoral e até mesmo contra militares que não aderiram ao plano golpista.
- Núcleo 5 – O único integrante é o influenciador Paulo Figueiredo Filho, acusado de disseminar fake news. O processo contra ele ainda não avançou no STF porque Figueiredo, que vive nos Estados Unidos, não constituiu advogado e atualmente é representado pela Defensoria Pública da União (DPU).
O que está em jogo
No total, 34 pessoas foram denunciadas pela PGR no caso da tentativa de golpe. A estratégia da divisão por núcleos permite que o STF julgue separadamente cada grupo, agilizando a tramitação e facilitando a análise de provas.
Com o início do julgamento do núcleo crucial, cresce a expectativa sobre as consequências políticas e jurídicas para Bolsonaro e seus aliados mais próximos, considerados pelo Ministério Público os principais responsáveis pela articulação golpista.
Política
Hugo Motta nega disputa por protagonismo com governo Lula
Presidente da Câmara afirma que debate sobre o fim da escala 6×1 não envolve rivalidade política

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos‑PB), afirmou nesta quinta-feira (26) que não existe qualquer “briga de ego” entre o Legislativo e o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em relação ao debate sobre o fim da escala 6×1. A declaração ocorre em meio ao avanço das discussões sobre mudanças na jornada de trabalho, tema que mobiliza parlamentares, centrais sindicais e setores empresariais.
Segundo Motta, a Câmara tem atuado de forma institucional e responsável, buscando construir um texto equilibrado e que considere os impactos econômicos e sociais da proposta. Ele destacou que o diálogo com o Executivo permanece aberto e que não há disputa por protagonismo, mas sim a intenção de garantir segurança jurídica e previsibilidade para trabalhadores e empregadores.
O presidente da Câmara também reforçou que o tema exige maturidade política e análise técnica, já que envolve mudanças estruturais nas relações de trabalho. Motta afirmou que o Parlamento seguirá conduzindo o debate com transparência e ouvindo todos os setores envolvidos.
A discussão sobre o fim da escala 6×1 deve continuar nas próximas semanas, com expectativa de novas audiências e articulações entre líderes partidários.
Política
Margareth Menezes defende Lei Rouanet e lança programa para interiorizar recursos
Ministra rebate críticas e anuncia iniciativa que amplia acesso de produtores culturais do interior à principal lei de incentivo do país

A ministra da Cultura, Margareth Menezes, se posicionou nesta quinta-feira (26) sobre as críticas envolvendo o uso da Lei Rouanet em apresentações artísticas. A manifestação ocorreu durante o lançamento do programa “Rouanet no Interior”, em Salvador, iniciativa que busca ampliar o acesso de produtores culturais de cidades do interior aos recursos de incentivo federal.
Durante o evento, Margareth destacou que a Lei Rouanet é um dos principais instrumentos de fomento à cultura no Brasil e que tem sido alvo de interpretações equivocadas. Segundo ela, o mecanismo é fundamental para garantir a circulação de espetáculos, a formação de público e a sustentabilidade econômica de artistas e grupos culturais.
A ministra ressaltou que o novo programa tem como objetivo descentralizar investimentos, permitindo que municípios fora dos grandes centros também tenham condições de desenvolver projetos culturais. A proposta inclui ações de capacitação, orientação técnica e apoio à elaboração de projetos, fortalecendo a cadeia produtiva da cultura no interior do país.
Margareth também enfatizou que o Ministério da Cultura vem adotando medidas para aperfeiçoar a transparência e a fiscalização dos projetos aprovados, assegurando que os recursos sejam aplicados de forma responsável e com impacto social.
O lançamento do “Rouanet no Interior” marca mais um passo na estratégia do governo federal de democratizar o acesso às políticas culturais e reduzir desigualdades regionais no setor.
Política
Jerônimo diz que chapa governista ainda não está definida
Governador afirma que composição eleitoral será fechada até março e que conversas continuam em andamento

O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), afirmou nesta quinta-feira (26) que a chapa governista para as eleições deste ano ainda não está definida. A declaração foi dada durante entrevista à Rádio A TARDE FM, onde o chefe do Executivo destacou que o grupo político segue em fase de construção e alinhamento interno.
Segundo Jerônimo, as articulações envolvem partidos aliados, lideranças regionais e representantes de diferentes setores da base. Ele reforçou que o processo está sendo conduzido com cautela e diálogo, e que a expectativa é de que tudo esteja concluído até março, prazo considerado estratégico para o planejamento eleitoral.
O governador também ressaltou que a definição da chapa deve refletir equilíbrio político, representatividade e compromisso com o projeto de continuidade da gestão estadual. Nos bastidores, nomes cotados seguem sendo avaliados, mas Jerônimo evitou antecipar decisões ou confirmar indicações.
A indefinição mantém o cenário aberto dentro da base governista, que trabalha para consolidar alianças e fortalecer a estratégia para o pleito deste ano.
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