Política
Bolsonaro não irá ao STF para julgamento
Ex-presidente enfrenta crises de soluço e segue em prisão domiciliar em Brasília

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) não estará presente na abertura do julgamento da trama golpista no STF (Supremo Tribunal Federal), marcada para esta terça-feira (2). Segundo sua defesa, ele foi desaconselhado a comparecer por razões de saúde, já que tem enfrentado crises constantes de soluço que chegam a provocar vômitos.
Bolsonaro cumpre prisão domiciliar desde 4 de agosto, saindo apenas no último dia 16 para exames médicos. De acordo com boletim médico divulgado na ocasião, ele segue em tratamento para hipertensão arterial e refluxo, além de adotar medidas preventivas contra broncoaspiração.
Aliados afirmam que o ex-presidente não está bem nem física, nem psicologicamente. A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) esteve em sua residência em Brasília na segunda-feira (1º) e relatou que, apesar de estar sereno, Bolsonaro soluçava com frequência. “Ele está fazendo o que os advogados estão mandando. Acho que não é viável sua ida ao julgamento”, declarou.
Nos bastidores, Bolsonaro já havia sinalizado a intenção de estar presente em algumas sessões, em especial na abertura e no encerramento, como uma forma de demonstrar força política diante dos ministros que considera seus algozes. Entretanto, seu quadro de saúde fragilizado acabou pesando contra essa possibilidade.
O julgamento, que pode resultar em uma condenação superior a 40 anos de prisão por suposta liderança em tentativa de golpe de Estado, deve se estender até o próximo dia 12. Caso Bolsonaro decida comparecer em algum momento, ele precisará de autorização do relator Alexandre de Moraes, conforme determina o Código de Processo Penal.
O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, reforçou a preocupação com o estado de saúde do ex-presidente, mas afirmou que, se não estivesse em prisão domiciliar, Bolsonaro apresentaria rápida melhora. “Se estivesse livre, ele sarava na hora. O estado moral dele é por causa disso”, disse.
Política
Primeiras peças da Ponte Salvador-Itaparica chegam à Bahia
Carga com mais de 800 toneladas desembarca no Porto de Salvador após viagem de 17 mil quilômetros vinda da China

A construção da tão aguardada Ponte Salvador-Itaparica deu mais um passo importante com a chegada das primeiras peças da obra ao Porto de Salvador. A embarcação que transportava os materiais atracou na capital baiana nesta segunda-feira (18), trazendo uma carga superior a 800 toneladas de equipamentos e estruturas destinadas ao início das operações do megaprojeto.
Os materiais vieram do Porto de Xangai, na China, em uma operação logística internacional considerada estratégica para o avanço da obra. A carga, estimada em mais de R$ 17 milhões (US$ 3,5 milhões), foi transportada em 44 contêineres e percorreu aproximadamente 17 mil quilômetros até chegar à Bahia.
A chegada dos equipamentos representa um marco simbólico e operacional para uma das maiores obras de infraestrutura do Brasil. A Ponte Salvador-Itaparica é apontada como um projeto capaz de transformar a mobilidade, impulsionar o turismo, fortalecer a economia regional e ampliar a integração entre Salvador e municípios do Recôncavo Baiano.
Além do impacto na logística e no transporte, o empreendimento também deve gerar milhares de empregos diretos e indiretos durante as etapas de construção. O projeto é acompanhado de perto por setores empresariais, investidores e pela população baiana, que aguardam o avanço efetivo das obras após anos de planejamento e negociações internacionais.
A operação de desembarque no Porto de Salvador mobilizou equipes técnicas e estruturas especiais devido ao grande volume e peso dos materiais transportados. Especialistas destacam que a chegada das primeiras peças reforça o cronograma físico da obra e demonstra o avanço da parceria internacional envolvida no projeto.
Considerada uma das maiores intervenções de infraestrutura da América Latina, a Ponte Salvador-Itaparica promete reduzir distâncias, facilitar o deslocamento entre regiões estratégicas da Bahia e ampliar o potencial econômico do estado nos próximos anos.
Política
PEC quer mudar posse do governador da Bahia
Proposta apresentada na Alba pela presidente Ivana Bastos já conta com apoio de 21 deputados estaduais

Uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) protocolada na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) pretende alterar a data de posse do governador e do vice-governador do estado. A iniciativa é de autoria da presidente da Casa, Ivana Bastos (PSD), e já reúne o apoio de 21 deputados estaduais, fortalecendo o debate político em torno da modernização do calendário institucional baiano.
A proposta surge em meio às discussões sobre ajustes administrativos e alinhamento das agendas políticas estaduais. Caso avance na Alba, a PEC poderá modificar um dos principais marcos do processo de transição de governo na Bahia, impactando diretamente a organização administrativa do Poder Executivo estadual.
Segundo parlamentares que apoiam a medida, a mudança busca promover maior eficiência no período de transição governamental, permitindo melhor planejamento das equipes de gestão e adaptação administrativa entre governos eleitos e em exercício. O texto ainda deverá passar pelas etapas de tramitação legislativa, incluindo análise nas comissões e votação em plenário.
A movimentação política já repercute nos bastidores da Assembleia Legislativa, especialmente pelo número de assinaturas obtidas logo no início da apresentação da proposta. A presidente da Alba, Ivana Bastos, reforça o protagonismo da Casa em pautas voltadas ao aperfeiçoamento institucional e à atualização das normas constitucionais estaduais.
A discussão sobre datas de posse de governadores também acontece em outros estados brasileiros e acompanha debates nacionais sobre governabilidade, transição administrativa e organização do calendário político. Especialistas avaliam que mudanças desse tipo podem influenciar diretamente o funcionamento da máquina pública e o planejamento das futuras gestões estaduais.
Com a PEC em tramitação, a expectativa é de que o tema ganhe espaço nas próximas sessões legislativas da Alba, mobilizando parlamentares, juristas e representantes do meio político baiano.
Política
PF investiga vazamento em caso do Banco Master
Perito criminal federal é alvo de operação por suspeita de repassar informações sigilosas de investigação sobre fraudes financeiras

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira (19), uma operação para investigar o suposto vazamento de informações sigilosas ligadas ao inquérito que apura fraudes envolvendo o Banco Master. A ação incluiu o cumprimento de dois mandados de busca e apreensão, além de medidas cautelares contra um perito criminal federal suspeito de participação no esquema.
Segundo as investigações, o servidor é apontado como responsável por acessar e compartilhar informações restritas relacionadas às apurações conduzidas pela PF. O caso elevou a preocupação das autoridades com possíveis interferências em investigações sensíveis e com a segurança de dados internos da corporação.
As medidas autorizadas pela Justiça têm como objetivo reunir provas, preservar documentos e impedir novos vazamentos durante o andamento do inquérito. A operação também busca identificar se outras pessoas tiveram acesso indevido ao conteúdo sigiloso das investigações.
O episódio trouxe forte repercussão no meio jurídico e policial, principalmente pelo fato de envolver um integrante da própria estrutura federal responsável por análises técnicas e produção de provas periciais. A suspeita de vazamento de informações em investigações financeiras é considerada grave e pode resultar em responsabilização criminal e administrativa.
As apurações relacionadas ao Banco Master investigam possíveis irregularidades financeiras e movimentações suspeitas, tema que vem sendo acompanhado por órgãos de controle e autoridades federais. Com a nova operação, a Polícia Federal pretende reforçar a proteção de dados sigilosos e evitar prejuízos às investigações em andamento.
Especialistas avaliam que casos envolvendo vazamento de informações internas podem comprometer operações policiais, dificultar a coleta de provas e até beneficiar investigados. Por isso, o monitoramento de acessos e o controle sobre informações sigilosas passaram a ser prioridade em investigações de grande repercussão.
A Polícia Federal ainda deverá aprofundar as análises sobre o conteúdo acessado pelo perito e verificar o alcance do possível compartilhamento indevido das informações.
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