Polícia
Pastor e criança são feitos reféns durante operação policial no Rio
Ação na Vila Aliança tinha como alvo chefes do Terceiro Comando Puro (TCP); confronto deixou mortos, presos e resultou na apreensão de fuzis.
Um pastor e uma criança foram feitos reféns por seis criminosos, nesta quinta-feira (4), durante uma operação policial na comunidade Vila Aliança, Zona Oeste do Rio de Janeiro. A ação tinha como objetivo capturar dois chefes do Terceiro Comando Puro (TCP), apontados como responsáveis pela morte de uma jovem em um baile funk no último dia 17.
De acordo com a polícia, o imóvel onde as vítimas estavam foi cercado, e houve intenso confronto armado, que resultou na morte de dois suspeitos. Além deles, outras duas pessoas foram mortas em outro ponto da comunidade.
Os alvos da operação eram Bruno da Silva Loureiro, conhecido como “Coronel”, e José Rodrigo Gonçalves Silva, apelidado de “Sabão da Vila Aliança”. Eles são investigados pelo assassinato de Sther Barroso dos Santos, de 22 anos, que foi espancada após se recusar a sair com um traficante durante uma festa. O traficante envolvido seria justamente Coronel.
Na ação, a polícia também prendeu dois suspeitos e apreendeu quatro fuzis e diversas pistolas. Em nota, a Polícia Civil do Rio de Janeiro afirmou que a operação foi baseada em informações de inteligência que confirmaram a presença dos criminosos na região.
Tiroteio e caos na comunidade
Durante a manhã, a comunidade viveu momentos de tensão. Seis linhas de ônibus foram desviadas e as estações de trem Augusto Vasconcelos, Santíssimo e Senador Camará foram fechadas por segurança.
Ainda segundo a polícia, dois homens tentaram sequestrar um ônibus para atravessar o veículo na Avenida Santa Cruz, mas foram presos em flagrante com uma pistola e entorpecentes.
Pelo menos seis ônibus e dois caminhões foram usados como barricadas a mando dos traficantes. Nas redes sociais, imagens mostraram crianças de uma escola municipal deitadas no chão e encostadas na parede para se protegerem dos disparos durante o confronto.
Polícia
Tenente-coronel acusado de feminicídio reclama de prisão
Geraldo Leite Rosa Neto afirmou durante interrogatório que se sente um “escravo” e relatou dificuldades com a rotina no Presídio Militar Romão Gomes

O tenente-coronel da Polícia Militar Geraldo Leite Rosa Neto, réu pelo feminicídio da esposa, a soldado Gisele Alves Santana, afirmou durante interrogatório que está se sentindo um “escravo” dentro da prisão. O policial está detido no Presídio Militar Romão Gomes, na zona norte de São Paulo, desde 18 de março.
O depoimento foi prestado à Corregedoria da Polícia Militar em 2 de abril, durante um Inquérito Policial Militar (IPM) instaurado para apurar o caso. Segundo as informações divulgadas, Rosa Neto decidiu prestar esclarecimentos mesmo após ser informado de que tinha o direito de permanecer em silêncio.
Durante o interrogatório, o tenente-coronel concentrou parte das reclamações na rotina dentro da unidade prisional. Ele relatou que precisa solicitar autorização ao policial mais antigo da cela, que, segundo seu relato, é um soldado, para entrar no espaço.
O acusado também afirmou que realiza diferentes tarefas no presídio, entre elas lavar banheiros e corredores, fazer limpeza, buscar refeições e lavar louças. Para Rosa Neto, as regras internas da unidade e aquelas seguidas pelos próprios detentos seriam diferentes.
“Eu sou um escravo aqui dentro”, afirmou o tenente-coronel durante o depoimento, ao relatar sua situação no Presídio Militar Romão Gomes.
Acusado nega feminicídio
Geraldo Rosa Neto é réu pela morte de Gisele Alves Santana, de 32 anos, que foi baleada na cabeça em fevereiro. Além da acusação de feminicídio, o policial também responde por fraude processual.
O tenente-coronel nega ter cometido os crimes. Em sua versão, Gisele teria tirado a própria vida, alegação que contraria a acusação apresentada contra ele no processo.
O caso segue sendo investigado e analisado pelas autoridades responsáveis. O depoimento prestado à Corregedoria faz parte do procedimento que apura as circunstâncias relacionadas à morte da soldado e à conduta do policial.
A prisão de Geraldo Rosa Neto ocorre desde março, enquanto ele responde às acusações. A defesa sustenta a versão apresentada pelo acusado, que nega o feminicídio, enquanto o processo segue seu andamento na Justiça.
Além da investigação sobre a morte de Gisele, o relato feito durante o interrogatório também colocou em evidência as condições e regras enfrentadas pelo tenente-coronel dentro do presídio militar.
Polícia
Protesto é registrado após morte de suspeito na Gamboa
Homem identificado como Tunai morreu após ser baleado durante confronto com policiais militares; moradores protestaram na região

Moradores do bairro da Gamboa, em Salvador, realizaram um protesto na tarde desta quinta-feira (10), após a morte de um homem durante uma troca de tiros com policiais militares. A ocorrência provocou movimentação na região e mobilizou moradores após o confronto.
Segundo informações preliminares, o homem morto foi identificado pelo prenome de Tunai e seria suspeito de integrar a facção criminosa Comando Vermelho. A informação sobre a suposta ligação com o grupo ainda é tratada como preliminar.
O confronto aconteceu na região da Gamboa e também teve movimentação registrada nas proximidades do bairro da Vitória, onde imagens mostram a atuação de policiais em um píer de um prédio de alto padrão.
Suspeito foi socorrido após troca de tiros
De acordo com as informações iniciais sobre a ocorrência, Tunai foi encontrado ferido após o tiroteio. O homem chegou a receber atendimento e foi encaminhado para o Hospital Geral do Estado (HGE), em Salvador.
Apesar do socorro médico, ele não resistiu aos ferimentos e morreu. As circunstâncias que levaram ao confronto ainda deverão ser esclarecidas pelas autoridades responsáveis pela ocorrência.
Após a confirmação da morte, moradores da Gamboa foram às ruas para protestar. A manifestação ocorreu ainda durante a tarde desta quinta-feira, alterando a rotina da região.
Imagens registradas no local mostram a presença de policiais durante a ocorrência e a movimentação provocada pelo confronto. O caso gerou repercussão entre moradores do bairro e nas redes sociais.
Circunstâncias do caso serão apuradas
Até o momento, as informações sobre a dinâmica da troca de tiros são preliminares. Ainda não foram esclarecidos todos os detalhes sobre o confronto, a atuação dos envolvidos e as circunstâncias que resultaram na morte do suspeito.
A manifestação realizada por moradores também deverá ser contextualizada a partir das informações oficiais sobre o caso. O protesto aconteceu após a morte de Tunai e marcou a reação de parte da comunidade à ocorrência policial.
O episódio volta a colocar a Gamboa entre as regiões de Salvador que registraram ocorrências envolvendo confrontos entre policiais e suspeitos. Novas informações poderão esclarecer a dinâmica da ação e os motivos que levaram à troca de tiros.
Polícia
PF deflagra operação contra suspeito de abuso sexual no Litoral Norte da Bahia
Investigado é suspeito de sedar uma mulher, registrar os abusos e compartilhar as imagens em uma rede internacional de violência sexual

A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (10) a Operação Pilocot, no Litoral Norte da Bahia, para investigar um homem suspeito de dopar uma mulher com o objetivo de praticar atos sexuais contra ela e posteriormente compartilhar imagens do abuso na internet.
Segundo a PF, o investigado teria sedado a vítima e registrado os atos sexuais, produzindo imagens que teriam sido posteriormente divulgadas em uma rede voltada à disseminação de conteúdos relacionados à violência sexual.
A investigação começou no primeiro semestre deste ano, após a Polícia Criminal Federal da Alemanha (BKA) identificar imagens associadas a uma rede internacional que compartilhava registros de mulheres sedadas e posteriormente submetidas a abusos sexuais.
Investigação teve origem na Alemanha
Após identificar o material, as autoridades alemãs comunicaram o caso à Polícia Federal brasileira, que passou a analisar as informações recebidas e buscar a identificação do responsável pelas condutas investigadas.
A partir do material encaminhado, os investigadores brasileiros conseguiram chegar ao homem que seria responsável pelos atos sob apuração. Com os elementos reunidos durante a investigação, a PF solicitou à Justiça a autorização para realizar as medidas necessárias.
A operação desta quinta-feira tem como objetivo localizar celulares, computadores, documentos e outros materiais que possam contribuir para o esclarecimento dos fatos e para o avanço da investigação.
PF apura possível ligação com rede internacional
A atuação conjunta entre autoridades brasileiras e alemãs demonstra o caráter internacional da investigação, que envolve a circulação de imagens de violência sexual pela internet.
Os materiais eventualmente apreendidos durante a Operação Pilocot deverão passar por análise dos investigadores. O conteúdo poderá ajudar a esclarecer a dinâmica dos crimes investigados, a origem dos registros e eventual participação ou conexão com outras pessoas.
A Polícia Federal continua apurando as circunstâncias do caso e os elementos relacionados ao suspeito. As investigações buscam reunir provas e esclarecer todas as circunstâncias envolvendo a vítima e a divulgação das imagens na internet.
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