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Preso suspeito de assassinar Charlie Kirk durante palestra em universidade de Utah

Jovem de 22 anos foi entregue pela própria família; crime mobilizou FBI e polícia local

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Tyler Robinson Crédito: Reprodução

Washington County (EUA) — O governador de Utah, Spencer Cox, confirmou nesta sexta-feira (12) a prisão de Tyler Robinson, 22 anos, acusado de assassinar o ativista conservador Charlie Kirk, 31, durante uma palestra na Utah Valley University, na última quarta-feira (10).

Kirk foi baleado no pescoço enquanto discursava e não resistiu. A captura do suspeito ocorreu 33 horas após o crime, no terceiro dia de buscas que mobilizaram o FBI e a polícia local.

Segundo Cox, a própria família de Robinson foi decisiva para a prisão. “Nós o pegamos. (…) Um familiar entrou em contato com um amigo da família, que procurou o Gabinete do Xerife do Condado de Washington. Robinson havia confessado ou insinuado que tinha cometido o incidente. (…) Vocês fizeram a coisa certa”, declarou o governador.

Confissão e cartuchos com mensagens

O FBI informou que Robinson chegou a admitir o crime a amigos antes de ser preso. Ele também havia comentado, dias antes, que não gostava de Kirk: “Kirk estava cheio de ódio e espalhando ódio”, teria dito a parentes.

Durante as investigações, chamou atenção o conteúdo das cápsulas de munição encontradas com o rifle usado no ataque. Além da disparada, outras traziam frases escritas à mão, com provocações políticas, expressões da internet e referência à música de resistência italiana “Bella Ciao”.

Entre as inscrições estavam:

  • “notices bulges, OwO what’s this?” (jargão irônico da internet);
  • “Ei, fascista! Pegue!” (acompanhada de símbolos de jogos eletrônicos);
  • “Oh bella ciao, bella ciao, bella ciao ciao ciao”;
  • “Se você leu isso, você é gay, LMAO” (sigla em inglês para “rindo muito”).

Reações políticas

Antes da confirmação oficial da prisão, o presidente Donald Trump já havia dito acreditar que o atirador estava sob custódia. Mais tarde, declarou:
“Espero que ele seja considerado culpado. Vou conseguir a pena de morte pelo que você fez a Charlie Kirk. Ele trabalha tanto e todos que o assistem gostam dele. A esquerda está tendo um ataque cardíaco.”

Investigação

De acordo com o governador, Robinson não era estudante da universidade e vivia com a família em Washington County, a cerca de 400 km do local do ataque. No dia do crime, foi de carro até a instituição, matou Kirk, trocou de roupa e fugiu a pé.

A arma do crime, um fuzil com mira, foi encontrada na quinta-feira (11). O FBI também identificou postagens de Robinson relacionadas ao uso de armas. O jovem teria sido incentivado desde cedo pelo pai, Matt Robinson, veterano há 27 anos do Departamento do Xerife local.

Redação Saiba+

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Parlamento Europeu congela acordo comercial entre União Europeia e Estados Unidos

Decisão é anunciada após tensão diplomática envolvendo ameaça de anexação da Groenlândia

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O Parlamento Europeu congelou o acordo comercial firmado entre a União Europeia e os Estados Unidos | Bnews - Divulgação Reprodução

O Parlamento Europeu decidiu congelar o acordo comercial firmado entre a União Europeia e os Estados Unidos, medida anunciada nesta terça-feira (20) por Iratxe García Pérez, presidente do Grupo da Aliança Progressista dos Socialistas e Democratas (S&D), a segunda maior bancada da Casa.

Segundo García Pérez, a suspensão do acordo firmado no ano passado ocorre como retaliação às recentes declarações do presidente Donald Trump, que manifestou interesse em anexar a Groenlândia aos EUA. O território, embora autônomo, mantém vínculo histórico e administrativo com a Dinamarca, país-membro da União Europeia.

A decisão do Parlamento Europeu foi recebida como um sinal de endurecimento nas relações diplomáticas entre os blocos, que já vinham enfrentando divergências comerciais e políticas. Para parlamentares europeus, a ameaça de anexação representa uma violação inaceitável da soberania de um território ligado a um Estado europeu, justificando a interrupção imediata das negociações.

O congelamento do acordo deve impactar setores estratégicos, especialmente comércio, investimentos e cooperação regulatória. A expectativa é de que novas discussões ocorram nas próximas semanas, enquanto a União Europeia aguarda uma posição oficial do governo norte-americano sobre o episódio.

Redação Saiba+

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EUA ampliam lista de países convidados para integrar o “Conselho da Paz”

Iniciativa liderada por Washington inclui novos chefes de Estado para atuar na transição política e reconstrução da Faixa de Gaza

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Até o momento, o governo Lula ainda não apresentou resposta oficial | Bnews - Divulgação Wikipedia

O governo dos Estados Unidos anunciou a ampliação da lista de países convidados a integrar o “Conselho da Paz”, mecanismo criado por Washington com o objetivo de liderar a transição política, garantir a segurança e coordenar a reconstrução da Faixa de Gaza. A iniciativa busca fortalecer a cooperação internacional diante do cenário de instabilidade na região.

Segundo informações divulgadas, o presidente dos EUA, Donald Trump, decidiu incluir novos líderes globais no grupo, ampliando o alcance diplomático da proposta. Entre os nomes convidados estão o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente Javier Milei (Argentina), o presidente Recep Tayyip Erdogan (Turquia), o presidente Abdel Fattah al-Sisi (Egito) e o primeiro-ministro Mark Carney (Canadá).

A expansão do Conselho reflete o interesse norte-americano em envolver diferentes perspectivas políticas e regionais no processo de reconstrução de Gaza, especialmente em um momento em que a comunidade internacional discute caminhos para estabilizar a área e promover ações humanitárias.

A participação dos novos países ainda depende de confirmações formais, mas a iniciativa já repercute no cenário diplomático global, abrindo espaço para debates sobre governança, segurança e cooperação multilateral no Oriente Médio.

Redação Saiba+

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Brasil quer falar sobre Venezuela no Conselho de Segurança da ONU, citando soberania e direito

Governo prepara manifestação firme em defesa do direito internacional, sem citar diretamente Maduro ou Donald Trump

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No domingo, 4, o Itamaraty divulgou uma nota com o posicionamento conjunto dos governos do Brasil, México, Chile, Colômbia, Uruguai e Espanha sobre a situação da Venezuela Foto: GIORGIO VIERA

O governo brasileiro deve solicitar a palavra na sessão extraordinária do Conselho de Segurança da ONU, marcada para esta segunda‑feira (5), para tratar da captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e de sua esposa, Cilia Flores, durante operação conduzida pelos Estados Unidos em Caracas na madrugada de sábado (3). Embora não ocupe assento permanente no colegiado, o Brasil pretende se manifestar com base nas regras que permitem intervenções de países não membros.

A fala brasileira deve seguir a linha adotada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que divulgou nota conjunta com Espanha e países latino‑americanos condenando violações ao direito internacional. O discurso, segundo fontes diplomáticas, será forte e crítico, mas sem mencionar nominalmente nem o ditador venezuelano nem o presidente dos EUA, Donald Trump — estratégia já adotada em posicionamentos anteriores.

A orientação do Itamaraty é reforçar a defesa da soberania dos Estados, do multilateralismo e da necessidade de respeito às normas internacionais, independentemente de quem esteja envolvido no conflito. O Brasil pretende destacar que ações militares unilaterais representam riscos para a estabilidade regional e criam precedentes perigosos para a comunidade internacional.

A crise desencadeada pela captura de Maduro reacendeu tensões diplomáticas e mobilizou governos latino‑americanos, que buscam evitar uma escalada de confrontos e defender soluções pacíficas. A participação brasileira no Conselho de Segurança reforça o esforço do país em se posicionar como voz ativa na defesa do diálogo e da legalidade internacional.

Redação Saiba+

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