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“Safari humano” em Sarajevo: turistas teriam pago para atirar em civis durante a guerra da Bósnia

Investigações revelam que estrangeiros participaram de assassinatos por diversão no cerco a Sarajevo, em um dos episódios mais brutais dos anos 1990

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Prédios de Sarajevo ainda tem marcas de tiros da época da Guerra da Bósnia. Foto: Patrik Dietrich/Adobe Stock

Uma investigação internacional trouxe à tona um dos relatos mais perturbadores da guerra da Bósnia (1992–1996). Autoridades apuram a denúncia de que turistas estrangeiros pagavam para atirar em civis desarmados durante o cerco a Sarajevo, transformando o conflito em um verdadeiro “safari humano”.

De acordo com informações apuradas por promotores europeus, cidadãos de vários países teriam desembolsado quantias equivalentes a até €100 mil para participar de “viagens de caça” nas colinas que cercavam a capital bósnia. As vítimas — muitas delas crianças e mulheres — eram escolhidas aleatoriamente, e o “passeio” incluía o uso de rifles e acesso a posições de franco-atiradores mantidas por forças locais.

Os investigadores acreditam que grupos militares da região forneciam apoio logístico aos estrangeiros, permitindo que o massacre fosse tratado como uma “experiência de guerra”. O episódio reforça o debate sobre crimes de guerra, turismo da violência e a banalização da vida humana em zonas de conflito.

Especialistas em direitos humanos classificam o caso como um exemplo extremo de comercialização da barbárie, mostrando como a guerra foi transformada em espetáculo e entretenimento para elites estrangeiras. Se comprovadas as acusações, os envolvidos podem responder por homicídio qualificado e crimes contra a humanidade.

O caso reacende a necessidade de responsabilização internacional e de preservação da memória histórica da guerra dos Balcãs, considerada uma das mais sangrentas da Europa moderna.

Redação Saiba+

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Governo Trump cancela contrato milionário com entidade que apoia menores imigrantes

Decisão impacta organização sediada em Miami responsável por acolher crianças desacompanhadas nos Estados Unidos

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Cancelamento do contrato ocorre após críticas do papa Leão XIV sobre a guerra no Irã | Bnews - Divulgação Reprodução

O governo do ex-presidente Donald Trump cancelou um contrato avaliado em US$ 11 milhões (cerca de R$ 54 milhões) com a organização Catholic Charities, que atua no acolhimento e assistência de menores imigrantes desacompanhados nos Estados Unidos.

A entidade, sediada em Miami, desempenha papel fundamental no suporte a crianças e adolescentes que entram no país sem a companhia de responsáveis legais. O contrato previa financiamento para serviços essenciais, como abrigo, alimentação, acompanhamento psicológico e orientação jurídica para os jovens migrantes.

Segundo informações divulgadas pelo jornal Miami Herald, a decisão faz parte de uma série de medidas adotadas no contexto das políticas migratórias mais rígidas implementadas durante a gestão Trump. A interrupção do repasse levanta preocupações sobre o futuro do atendimento a menores em situação de vulnerabilidade, especialmente em regiões de alta entrada de imigrantes.

Especialistas e organizações de direitos humanos alertam que o corte pode gerar impactos diretos na capacidade de acolhimento e assistência, aumentando os desafios enfrentados por instituições que atuam na linha de frente da crise migratória. A medida reforça o debate sobre políticas públicas voltadas à imigração e proteção de crianças desacompanhadas nos Estados Unidos.

Nos bastidores, a decisão também reacende discussões políticas sobre financiamento federal para organizações sociais e o papel do governo no suporte a populações vulneráveis em território norte-americano.

Redação Saiba+

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Parlamento Europeu congela acordo comercial entre União Europeia e Estados Unidos

Decisão é anunciada após tensão diplomática envolvendo ameaça de anexação da Groenlândia

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O Parlamento Europeu congelou o acordo comercial firmado entre a União Europeia e os Estados Unidos | Bnews - Divulgação Reprodução

O Parlamento Europeu decidiu congelar o acordo comercial firmado entre a União Europeia e os Estados Unidos, medida anunciada nesta terça-feira (20) por Iratxe García Pérez, presidente do Grupo da Aliança Progressista dos Socialistas e Democratas (S&D), a segunda maior bancada da Casa.

Segundo García Pérez, a suspensão do acordo firmado no ano passado ocorre como retaliação às recentes declarações do presidente Donald Trump, que manifestou interesse em anexar a Groenlândia aos EUA. O território, embora autônomo, mantém vínculo histórico e administrativo com a Dinamarca, país-membro da União Europeia.

A decisão do Parlamento Europeu foi recebida como um sinal de endurecimento nas relações diplomáticas entre os blocos, que já vinham enfrentando divergências comerciais e políticas. Para parlamentares europeus, a ameaça de anexação representa uma violação inaceitável da soberania de um território ligado a um Estado europeu, justificando a interrupção imediata das negociações.

O congelamento do acordo deve impactar setores estratégicos, especialmente comércio, investimentos e cooperação regulatória. A expectativa é de que novas discussões ocorram nas próximas semanas, enquanto a União Europeia aguarda uma posição oficial do governo norte-americano sobre o episódio.

Redação Saiba+

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EUA ampliam lista de países convidados para integrar o “Conselho da Paz”

Iniciativa liderada por Washington inclui novos chefes de Estado para atuar na transição política e reconstrução da Faixa de Gaza

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Até o momento, o governo Lula ainda não apresentou resposta oficial | Bnews - Divulgação Wikipedia

O governo dos Estados Unidos anunciou a ampliação da lista de países convidados a integrar o “Conselho da Paz”, mecanismo criado por Washington com o objetivo de liderar a transição política, garantir a segurança e coordenar a reconstrução da Faixa de Gaza. A iniciativa busca fortalecer a cooperação internacional diante do cenário de instabilidade na região.

Segundo informações divulgadas, o presidente dos EUA, Donald Trump, decidiu incluir novos líderes globais no grupo, ampliando o alcance diplomático da proposta. Entre os nomes convidados estão o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente Javier Milei (Argentina), o presidente Recep Tayyip Erdogan (Turquia), o presidente Abdel Fattah al-Sisi (Egito) e o primeiro-ministro Mark Carney (Canadá).

A expansão do Conselho reflete o interesse norte-americano em envolver diferentes perspectivas políticas e regionais no processo de reconstrução de Gaza, especialmente em um momento em que a comunidade internacional discute caminhos para estabilizar a área e promover ações humanitárias.

A participação dos novos países ainda depende de confirmações formais, mas a iniciativa já repercute no cenário diplomático global, abrindo espaço para debates sobre governança, segurança e cooperação multilateral no Oriente Médio.

Redação Saiba+

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