Política
Lula resiste a pressão sindical e mantém fim de descontos no INSS
Em meio a denúncias de fraude bilionária, governo opta por suspender acordos com entidades em vez de retomar descontos, numa estratégia que busca evitar nova crise institucional no sistema previdenciário.

Para evitar uma nova turbulência institucional, o governo federal decidiu manter o fim dos descontos sindicais em benefícios do INSS, mesmo enfrentando forte pressão de centrais sindicais que tentam reverter a medida. A orientação interna é clara: preservar a estabilidade do sistema e reduzir o desgaste político em um momento de clima tenso na Previdência.
A decisão ganha relevância sobretudo porque o governo tenta reorganizar o setor após a identificação de graves irregularidades em cobranças feitas a aposentados e pensionistas, que teriam gerado prejuízo bilionário ao longo dos últimos anos. As denúncias revelaram problemas estruturais na autorização de débitos e expuseram fragilidades no modelo de convênios com entidades representativas.
Diante desse cenário, auxiliares próximos ao presidente recomendam que ele ignore pressões diretas das entidades e mantenha o posicionamento técnico, priorizando ajustes internos e a revisão completa dos mecanismos de autorização de descontos. O entendimento é de que qualquer retrocesso agora poderia reacender uma crise que o governo tenta superar.
A estratégia prevê ainda a suspensão de novos acordos com sindicatos, além da revisão dos contratos já vigentes. A medida busca evitar novas cobranças indevidas e reforçar a segurança dos procedimentos realizados no sistema previdenciário.
Nos bastidores, a avaliação é de que, apesar do desgaste inicial, a manutenção da suspensão dos descontos pode fortalecer a imagem do governo junto aos beneficiários, principalmente ao sinalizar compromisso com transparência, proteção ao cidadão e correção de falhas históricas.
O Planalto aposta que o processo de reorganização do INSS, aliado a uma comunicação clara sobre os ajustes em andamento, será suficiente para estabilizar o cenário e afastar o risco de novas crises políticas envolvendo o tema.
Política
Renan Santos prepara agenda no Nordeste
Presidenciável do Missão deve realizar comícios em três capitais nordestinas no próximo fim de semana

Impedido de realizar campanha pela internet, mas autorizado a participar de atividades presenciais, o candidato à Presidência da República Renan Santos (Missão) prepara uma série de compromissos no Nordeste para o próximo fim de semana.
Segundo informações divulgadas sobre a agenda, o presidenciável pretende realizar comícios em três capitais nordestinas. A programação começa na sexta-feira (4), no Recife (PE), segue no sábado (5), em Fortaleza (CE), e termina no domingo (6), em São Luís (MA).
Além dos encontros com eleitores, Renan Santos deve aproveitar a passagem pelas cidades para participar de atividades de campanha e apoiar candidaturas do Missão aos cargos de governador e senador nos respectivos estados.
A estratégia concentra em poucos dias uma série de compromissos presenciais em diferentes regiões do Nordeste, em meio às restrições impostas à atuação digital da candidatura.
As agendas previstas também devem servir para ampliar a exposição do candidato junto ao eleitorado e fortalecer a presença do Missão nas eleições de 2026 nos estados visitados.
Política
Lula sanciona medidas para proteger consumidores em eventos
Novas regras buscam combater fraudes na venda de ingressos e garantir acesso à água potável em grandes eventos

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou, nesta segunda-feira (31), decretos que ampliam a proteção dos consumidores na compra e revenda de ingressos para eventos. As medidas também estabelecem regras relacionadas ao acesso à água potável em eventos de grande porte.
No setor de ingressos, as novas regras têm como objetivo combater práticas abusivas e fraudulentas, incluindo a compra massiva de entradas por meio de sistemas automatizados.
A regulamentação também busca ampliar a transparência na comercialização dos ingressos, com medidas voltadas à fiscalização de preços, taxas e demais condições de venda. O texto ainda reforça a necessidade de garantir aos consumidores o acesso ao benefício da meia-entrada, conforme a legislação.
Outro ponto previsto nos decretos é a oferta de água potável em eventos com público superior a mil pessoas. A iniciativa tem como foco preservar a saúde e o bem-estar dos participantes durante as atividades.
As mudanças atingem um setor que movimenta grandes públicos em shows, festivais, eventos esportivos e outras atrações. Com as novas regras, o governo pretende estabelecer mecanismos para tornar a relação entre consumidores e organizadores mais transparente e segura.
Política
Lula lidera pesquisa para2026
AtlasIntel/Bloomberg aponta presidente com 43,4% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro aparece com 33,7%

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece na liderança da disputa presidencial de 2026, segundo a nova pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada nesta segunda-feira (31). No cenário estimulado de primeiro turno, Lula registra 43,4% das intenções de voto, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparece com 33,7%.
A diferença entre os dois candidatos é de 9,7 pontos percentuais. Em comparação com o levantamento anterior, realizado em julho, Lula oscilou de 44,9% para 43,4%, enquanto Flávio Bolsonaro passou de 35,8% para 33,7%.
Na sequência aparecem Augusto Cury (Avante), com 7,8%, e Renan Santos (Missão), com 7,6%. Considerando a margem de erro de um ponto percentual, os dois estão tecnicamente empatados.
O levantamento também registra Ronaldo Caiado (PSD) com 3,3%, Pablo Marçal (PRTB) com 1,9% e Romeu Zema (Novo) com 1%. Samara (UP) aparece com 0,9%, enquanto Rui Costa Pimenta (PCO) e Wilson Grassi (Democrata) têm 0,1% cada.
Cenário de segundo turno
A pesquisa também avaliou possíveis disputas de segundo turno. Em um confronto entre Lula e Flávio Bolsonaro, Lula aparece com 47,1%, contra 42,6% do senador, uma diferença de 4,5 pontos percentuais.
Metodologia
A pesquisa AtlasIntel ouviu 5.014 pessoas entre os dias 25 e 30 de agosto de 2026, por meio de recrutamento digital aleatório. A margem de erro é de 1 ponto percentual, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-07972/2026.
Os números representam o cenário encontrado pela pesquisa no período de coleta e não constituem previsão do resultado eleitoral
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