Política
Governador do Piauí avalia rejeição de Jorge Messias ao STF
Rafael Fonteles aponta falhas na articulação política e não descarta nova indicação do presidente Lula

O governador do Piauí, Rafael Fonteles (PT), comentou neste sábado (2) a rejeição do nome do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao Supremo Tribunal Federal (STF), levantando a possibilidade de uma eventual reindicação por parte do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A declaração ocorre após a votação no Senado que barrou a indicação e gerou repercussão no cenário político nacional.
Para Fonteles, o episódio revelou não apenas o desempenho do indicado, mas também fragilidades na articulação política do governo federal. Em análise pública, o governador destacou duas conclusões principais. A primeira, segundo ele, é que Jorge Messias demonstrou de forma consistente possuir os requisitos necessários para ocupar uma vaga no STF, evidenciando preparo técnico e jurídico.
A segunda avaliação feita por Fonteles aponta diretamente para o campo político. De acordo com o gestor, a votação no Senado expôs uma insatisfação velada dentro da base aliada, indicando a necessidade de ajustes na condução das relações institucionais. O governador defendeu que o governo federal deve aprimorar sua estratégia de diálogo com os parlamentares para evitar novos reveses.
O posicionamento também abre espaço para a possibilidade de uma nova tentativa de indicação. Embora não haja confirmação oficial, a hipótese de reindicação de Messias ao STF ganha força nos bastidores, especialmente diante do apoio de lideranças políticas que reconhecem sua qualificação.
O episódio evidencia os desafios enfrentados pelo governo na construção de consensos no Congresso Nacional, especialmente em pautas sensíveis como indicações para a mais alta Corte do país. A articulação política eficiente se mostra decisiva para garantir aprovação em votações estratégicas, reforçando o peso do Senado nesse tipo de decisão.
Política
Rogério Correia defende afastamento de Jaques Wagner após operação da PF
Deputado petista afirmou que o senador deveria deixar temporariamente a liderança do governo e reforçou apoio às investigações sobre o Caso Master.

O deputado federal e vice-líder do governo no Congresso Nacional, Rogério Correia (PT), comentou nesta quinta-feira (18) a operação da Polícia Federal que envolve o senador Jaques Wagner (PT-BA). Em publicação nas redes sociais, o parlamentar afirmou que, diante das investigações, o líder do governo no Senado deveria se afastar temporariamente da função para se dedicar à própria defesa.
Segundo Rogério Correia, o afastamento da liderança seria uma medida que permitiria ao senador concentrar esforços no esclarecimento dos fatos, preservando ao mesmo tempo o andamento das atividades do governo no Congresso Nacional.
Além de comentar a situação de Jaques Wagner, o deputado manifestou apoio às investigações conduzidas pela Polícia Federal sobre o chamado Caso Master, ressaltando que as apurações devem ocorrer com independência, transparência e respeito ao devido processo legal.
Para o parlamentar, as investigações não devem fazer distinção entre os envolvidos, independentemente de filiação partidária ou posição ocupada. Rogério Correia também declarou que, caso sejam comprovadas irregularidades ao término do processo, os responsáveis deverão responder pelos atos praticados conforme determina a legislação.
A manifestação do deputado ocorre em meio à repercussão da operação da Polícia Federal, que tem mobilizado o cenário político nacional. O caso continua sendo acompanhado por lideranças partidárias e autoridades, enquanto as investigações seguem em andamento para esclarecer os fatos.
O posicionamento de Rogério Correia evidencia a defesa da continuidade das investigações e do respeito aos instrumentos legais de apuração, ao mesmo tempo em que sugere uma mudança temporária na condução da liderança do governo no Senado até que a situação seja esclarecida.
Política
PM aposentado morre após assalto em ciclovia de São Paulo
Rodrigo Saraiva foi baleado durante abordagem criminosa enquanto pedalava ao lado de um amigo na Zona Leste da capital paulista.

Um policial militar aposentado morreu após ser baleado durante um assalto ocorrido na manhã desta quarta-feira (17), em uma ciclovia localizada ao lado do Parque Jacuí, na Zona Leste de São Paulo. A vítima foi identificada como Rodrigo Saraiva, que praticava ciclismo quando foi surpreendida pela ação dos criminosos.
Segundo as informações iniciais, Rodrigo pedalava acompanhado de um amigo quando ambos foram abordados por suspeitos que saíram de uma área de mata próxima à ciclovia. Os criminosos anunciaram o assalto e exigiram os pertences das vítimas, dando início à ação violenta.
Durante a abordagem, Rodrigo Saraiva foi atingido por disparos de arma de fogo. Apesar dos esforços para prestar socorro, o policial militar aposentado não resistiu aos ferimentos e morreu. O amigo que o acompanhava não teve o estado de saúde detalhado até o momento.
O caso provocou forte repercussão e reacendeu o debate sobre a segurança em áreas de lazer e prática esportiva na capital paulista. Frequentadores da região relatam preocupação com a ocorrência de crimes nas proximidades da ciclovia, especialmente em trechos cercados por vegetação.
As autoridades iniciaram as investigações para identificar os responsáveis pelo crime. A Polícia trabalha com a análise de imagens de câmeras de segurança e a coleta de depoimentos de testemunhas que possam auxiliar na localização dos suspeitos.
A morte do policial militar aposentado reforça a preocupação com a violência urbana em São Paulo, principalmente em espaços utilizados diariamente por ciclistas, corredores e famílias. O caso segue sendo investigado, e a expectativa é de que novas informações sejam divulgadas conforme o avanço das apurações.
Política
CCJ aprova criação de 45 cargos para concurso no TRT-10
Projeto de lei prevê novas vagas de analista judiciário em Tecnologia da Informação para reforçar a estrutura do Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região.

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei nº 7.927/14, que autoriza a criação de 45 cargos de analista judiciário com especialização em Tecnologia da Informação. A proposta foi apresentada pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST) e tem como objetivo fortalecer a estrutura tecnológica da Justiça do Trabalho.
As novas vagas serão destinadas ao Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (TRT-10), com sede em Brasília e jurisdição sobre o Distrito Federal e o estado do Tocantins. Os cargos deverão ser preenchidos por meio de concurso público, ampliando as oportunidades para profissionais da área de tecnologia que desejam ingressar na carreira pública.
A iniciativa busca atender à crescente demanda por especialistas em tecnologia da informação no Poder Judiciário, especialmente diante da expansão dos serviços digitais, da modernização dos sistemas processuais e do fortalecimento da segurança cibernética nos tribunais.
Com a aprovação na CCJ, o projeto avança em sua tramitação legislativa e representa mais um passo para a ampliação do quadro de servidores especializados. A expectativa é que, após a conclusão do processo legislativo e eventual sanção, o TRT-10 possa iniciar os procedimentos necessários para a realização do concurso.
A criação dos novos cargos reforça o compromisso da Justiça do Trabalho com a inovação tecnológica e a eficiência dos serviços prestados à população. A presença de profissionais qualificados em Tecnologia da Informação é considerada estratégica para garantir o funcionamento seguro e ágil dos sistemas eletrônicos utilizados por magistrados, servidores, advogados e cidadãos.
Caso a proposta seja definitivamente aprovada, o futuro concurso para o TRT-10 deverá atrair grande interesse de candidatos, especialmente daqueles que buscam estabilidade, desenvolvimento profissional e atuação em uma das áreas mais valorizadas do serviço público.
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