Saúde
Cruzeiro com hantavírus chega à Espanha
Passageiros do MV Hondius começam desembarque nas Ilhas Canárias neste domingo

Os passageiros do navio de cruzeiro MV Hondius, afetado por um surto de hantavírus durante a viagem, começarão a desembarcar neste domingo (10), após a chegada da embarcação às Ilhas Canárias, na Espanha. O navio deve atracar no porto de Granadilla, na ilha de Tenerife, ainda durante a manhã.
De acordo com autoridades espanholas, cerca de 150 pessoas estão a bordo do cruzeiro, que passou a ser monitorado após a confirmação do surto viral. O caso mobilizou equipes de saúde e autoridades portuárias, que prepararam uma operação especial para receber os passageiros e tripulantes.
O ministro da Política Territorial da Espanha, Ángel Víctor Torres, informou que o governo disponibilizará voos de repatriação imediatamente após o desembarque. Segundo ele, a medida busca agilizar o retorno dos passageiros aos seus países de origem e reduzir o tempo de permanência no território espanhol.
“Teremos aviões disponíveis no mesmo dia e poderemos começar a repatriar essas pessoas”, declarou o ministro.
O hantavírus é uma doença infecciosa transmitida principalmente pelo contato com fezes, urina ou saliva de roedores contaminados. Dependendo da variante do vírus, os sintomas podem incluir febre, dores musculares, dificuldades respiratórias e complicações pulmonares graves.
As autoridades sanitárias espanholas acompanham a situação e reforçaram os protocolos de segurança no porto de Tenerife para evitar novos riscos de contaminação. O estado de saúde dos passageiros infectados não foi detalhado oficialmente até o momento.
O caso ganhou repercussão internacional e aumentou a atenção sobre protocolos sanitários em cruzeiros marítimos, especialmente em viagens de longa duração. A expectativa é de que o desembarque ocorra de forma gradual e sob monitoramento médico rigoroso.
Saúde
Terapia precoce elimina HIV em primatas
Estudo aponta que combinação de três tratamentos aplicada logo após o nascimento impediu a permanência do vírus no organismo

Uma combinação de três terapias aplicada logo após o nascimento conseguiu eliminar o HIV em testes realizados com primatas, segundo um estudo publicado nesta segunda-feira (10) na revista científica Nature Microbiology.
Os resultados indicam que o tratamento iniciado imediatamente após a exposição ao vírus pode impedir que o HIV consiga se estabelecer no organismo, abrindo uma nova possibilidade de investigação para estratégias de combate à infecção.
A pesquisa avaliou uma abordagem que combina diferentes terapias administradas em um período considerado crítico após o nascimento. A proposta é atuar antes que o vírus consiga formar reservatórios persistentes no organismo.
Os resultados obtidos nos testes com primatas chamaram atenção porque apontam para a possibilidade de que uma intervenção extremamente precoce possa impedir a infecção de se consolidar.
O HIV é conhecido pela capacidade de estabelecer reservatórios virais que dificultam a eliminação completa do vírus mesmo quando o tratamento consegue controlar sua multiplicação. Por isso, impedir essa etapa inicial é considerado um dos grandes desafios da pesquisa científica.
Apesar dos resultados promissores, os experimentos foram realizados em primatas e não representam, neste momento, uma terapia comprovada para seres humanos. Novos estudos serão necessários para avaliar a segurança, a eficácia e a possibilidade de aplicação da estratégia em pessoas.
A pesquisa, portanto, representa uma importante linha de investigação científica, mas ainda está distante de significar uma cura disponível contra o HIV.
Os autores do estudo esperam que os resultados contribuam para o desenvolvimento de novas estratégias capazes de prevenir o estabelecimento de reservatórios do HIV logo após a infecção.
Saúde
Ministério da Saúde amplia vacinação contra o sarampo em cidades paulistas
Nova recomendação contempla moradores de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo, mesmo aqueles que já receberam a vacina tríplice viral, diante do surto registrado em 2026.

O Ministério da Saúde emitiu uma nova recomendação para reforçar a vacinação contra o sarampo em moradores dos municípios de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo, mesmo para pessoas que já tenham recebido anteriormente a vacina tríplice viral. A medida foi adotada após a identificação de uma cadeia de transmissão associada à importação do vírus de outros países, elevando o nível de atenção das autoridades sanitárias.
De acordo com o balanço mais recente, o estado de São Paulo confirmou 16 casos de sarampo em 2026. O cenário atual inclui um surto ativo com 13 casos na capital paulista, além de dois registros em São Bernardo do Campo e um caso em Guarulhos, o que motivou a intensificação das ações de prevenção.
A estratégia faz parte da Campanha de Multivacinação, realizada entre os dias 3 de agosto e 1º de setembro, período em que o público-alvo poderá atualizar sua situação vacinal. A mobilização contempla crianças a partir de 6 meses de idade, adolescentes e adultos de até 59 anos, conforme orientação das autoridades de saúde.
O reforço da imunização tem como principal objetivo interromper a circulação do vírus e evitar o avanço do surto, protegendo especialmente pessoas mais vulneráveis à doença. O Ministério da Saúde destaca que a vacinação continua sendo a forma mais eficaz de prevenção contra o sarampo, enfermidade altamente contagiosa e que pode provocar complicações graves.
As equipes de saúde orientam que a população procure as unidades de vacinação durante a campanha para verificar a situação da carteira de imunização e, quando indicado, receber a dose recomendada. A iniciativa integra o conjunto de ações voltadas ao fortalecimento da cobertura vacinal e ao controle da circulação do vírus no estado.
Saúde
Estudo aponta início antecipado de surto de Ebola no Congo
Investigação financiada pela OMS indica que transmissão pode ter começado meses antes da identificação oficial dos primeiros casos

Uma investigação conduzida por cientistas internacionais revelou novos indícios sobre o atual surto de Ebola na República Democrática do Congo (RDC). De acordo com o estudo, financiado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), a circulação do vírus pode ter começado em janeiro, cerca de quatro meses antes da detecção oficial dos primeiros casos pelas autoridades de saúde.
O levantamento foi realizado por três pesquisadores internacionais que atuaram diretamente no país africano e analisaram dados epidemiológicos relacionados ao avanço da doença. As conclusões sugerem que o vírus já estava em circulação por um período significativo antes da confirmação do surto.
Considerado o segundo maior surto de Ebola já registrado na República Democrática do Congo, o episódio continua em expansão e mantém autoridades sanitárias em alerta diante do risco de novos casos e da necessidade de intensificar as medidas de vigilância epidemiológica.
Segundo os pesquisadores, a identificação tardia da transmissão pode ter contribuído para a disseminação da doença, dificultando as estratégias iniciais de contenção. O diagnóstico precoce e o monitoramento contínuo são considerados fundamentais para reduzir a propagação do vírus e proteger as populações mais vulneráveis.
A investigação reforça a importância de investimentos em sistemas de vigilância, capacidade laboratorial e resposta rápida a surtos de doenças infecciosas, especialmente em regiões onde o acesso aos serviços de saúde enfrenta desafios estruturais.
Enquanto as autoridades seguem monitorando a evolução do cenário, a comunidade científica destaca que novos estudos serão essenciais para compreender a origem da transmissão, aperfeiçoar as ações de controle e fortalecer a preparação para futuras emergências sanitárias.
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