Política
Janja critica vídeos de apoiadores da direita ingerindo detergente após alerta da Anvisa
Primeira-dama classificou atitude como “ignorância” durante evento no Palácio do Planalto e reforçou preocupação com desinformação nas redes sociais.

A primeira-dama Rosângela da Silva, conhecida como Janja, criticou nesta segunda-feira (11) a circulação de vídeos nas redes sociais em que apoiadores da direita aparecem ingerindo detergentes da marca Ypê após a suspensão de alguns lotes pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária.
Durante um evento realizado no Palácio do Planalto, Janja demonstrou preocupação com o comportamento incentivado em publicações digitais e fez um alerta sobre os riscos à saúde. “Até quando a gente vai ver gente bebendo detergente contaminado? É muita ignorância!”, declarou a primeira-dama diante de autoridades e convidados.
A repercussão começou após a decisão da Anvisa de suspender preventivamente alguns lotes de detergentes para análise e investigação técnica. Nas redes sociais, vídeos de pessoas consumindo o produto ganharam visibilidade como forma de contestação à medida adotada pelo órgão regulador. Especialistas alertam que a ingestão de produtos de limpeza pode provocar intoxicação, queimaduras internas e complicações graves à saúde.
A fala de Janja rapidamente repercutiu no meio político e nas plataformas digitais, ampliando o debate sobre os impactos da desinformação e da radicalização nas redes sociais. O episódio também reacendeu discussões sobre a responsabilidade de influenciadores e usuários na divulgação de conteúdos potencialmente perigosos.
Nos bastidores do governo, a avaliação é de que episódios como esse demonstram a necessidade de campanhas educativas sobre segurança sanitária e consumo consciente de informações. A Anvisa segue monitorando o caso e reforçando orientações para que consumidores não utilizem produtos fora das recomendações indicadas pelos fabricantes.
Política
Ministros do STF defendem flexibilização de penduricalhos
Proposta prevê exceções para pagamentos de férias e licenças-prêmio adquiridos antes da decisão da Corte

Os ministros Flávio Dino, Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), defenderam nesta sexta-feira (26) ajustes na tese que limitou os chamados penduricalhos no Judiciário. A proposta apresentada pelos magistrados prevê flexibilização das regras para determinados pagamentos considerados excepcionais.
Entre as sugestões está a possibilidade de autorizar o pagamento em dinheiro de férias e licenças-prêmio adquiridas por magistrados e membros do Ministério Público antes de maio, período anterior à decisão do STF que estabeleceu novas restrições sobre benefícios remuneratórios.
Segundo os ministros, a alteração busca preservar direitos já incorporados antes da fixação da tese pelo Supremo, evitando impactos sobre situações consolidadas anteriormente. A flexibilização, no entanto, seria restrita a casos específicos e não representaria uma revogação da decisão que limitou os benefícios.
A análise ocorre no âmbito do plenário virtual do STF, onde os ministros avaliam eventuais ajustes na tese aprovada pela Corte. A decisão definitiva deverá ser concluída até a próxima terça-feira (30), data prevista para o encerramento do julgamento virtual.
O debate envolve a regulamentação dos chamados penduricalhos, expressão utilizada para designar verbas adicionais pagas a integrantes do Judiciário e do Ministério Público. A decisão original do Supremo estabeleceu critérios mais rígidos para esses pagamentos, buscando uniformizar o entendimento sobre a legalidade dos benefícios.
Caso a proposta seja aprovada pela maioria dos ministros, algumas verbas anteriores à decisão poderão ser preservadas, mantendo o pagamento de direitos considerados adquiridos antes da mudança de entendimento da Corte.
Política
PF apreende R$ 240 mil com deputada de Roraima
Operação Testa de Ferro investiga suposto esquema de lavagem de dinheiro por meio da compra e venda de veículos

A Polícia Federal (PF) apreendeu cerca de R$ 240 mil em dinheiro vivo na residência da deputada estadual de Roraima Tayla Peres (Republicanos) durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão nesta sexta-feira (26). Parte do montante estava em dólares, segundo informações divulgadas pela investigação.
A ação faz parte da Operação Testa de Ferro, que apura a atuação de um grupo suspeito de praticar lavagem de dinheiro por meio da compra e venda de veículos em Boa Vista, capital de Roraima.
De acordo com a investigação, os policiais federais realizaram diligências para reunir provas relacionadas ao suposto esquema financeiro. Durante as buscas, os agentes localizaram o dinheiro em espécie, que foi apreendido e passará por perícia no decorrer das investigações.
A operação busca identificar a origem dos recursos movimentados pelo grupo investigado, bem como verificar a existência de empresas ou pessoas utilizadas para ocultar ou dissimular valores obtidos de forma ilícita. As autoridades também analisam documentos, equipamentos eletrônicos e demais materiais recolhidos durante as diligências.
Até o momento, a Polícia Federal não divulgou detalhes sobre a participação individual dos investigados, ressaltando que o inquérito permanece em andamento. A deputada estadual ainda poderá apresentar sua defesa ao longo da investigação, conforme garantem os princípios do contraditório e da ampla defesa.
A Operação Testa de Ferro integra as ações de combate aos crimes financeiros e à lavagem de dinheiro, buscando desarticular organizações suspeitas de utilizar negócios aparentemente legais para movimentar recursos de origem ilícita.
Política
André Mendonça relata pedido sobre filme
Ministro do STF assume relatoria de investigação solicitada por Lindbergh Farias sobre suposto financiamento do longa “Dark Horse”

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi definido como relator do pedido de investigação sobre o financiamento do filme “Dark Horse”. A decisão foi tomada pelo presidente da Corte, ministro Edson Fachin, em consonância com parecer apresentado pela Procuradoria-Geral da República (PGR).
A solicitação para abertura da apuração foi apresentada pelo deputado federal Lindbergh Farias (PT), que questiona a origem dos recursos destinados à produção cinematográfica. Segundo o parlamentar, é necessário esclarecer as circunstâncias envolvendo um suposto pedido de financiamento feito pelo senador Flávio Bolsonaro ao empresário Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.
O caso estava inicialmente sob a relatoria do ministro Alexandre de Moraes, mas passou a ser conduzido por André Mendonça após redistribuição determinada no âmbito do Supremo Tribunal Federal.
A investigação busca verificar se existem elementos que justifiquem aprofundamento das apurações relacionadas ao financiamento do longa-metragem. Neste momento, a definição da relatoria não representa julgamento de mérito nem implica responsabilização dos envolvidos, servindo apenas para dar continuidade à tramitação do procedimento no STF.
Com a distribuição do processo, caberá ao ministro André Mendonça analisar os pedidos formulados e decidir sobre os próximos encaminhamentos processuais, conforme as normas previstas pela legislação e pelo regimento interno da Suprema Corte.
O caso segue sob acompanhamento do Supremo Tribunal Federal e poderá avançar conforme a análise dos elementos apresentados pelas partes e pelos órgãos competentes.
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