Polícia
Paulinho Neblina é transferido para hospital psiquiátrico
Apontado como uma das lideranças do PCC pelo Ministério Público de São Paulo, detento foi encaminhado para tratamento após diagnóstico de insanidade mental

Paulo Cézar Souza Nascimento Júnior, conhecido como Paulinho Neblina, foi transferido de uma unidade prisional de segurança máxima para um hospital psiquiátrico após receber diagnóstico de doença mental. A mudança ocorreu depois de uma avaliação que apontou um quadro de insanidade mental, segundo informações relacionadas ao processo.
Aos 53 anos, Neblina estava havia cerca de oito anos custodiado na Penitenciária Federal de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. De acordo com o laudo médico, o quadro psiquiátrico apresentado pelo detento teria sido agravado pelas condições do ambiente prisional em que ele permanecia.
O detento é apontado pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) como uma das lideranças do Primeiro Comando da Capital (PCC), uma das principais organizações criminosas do país. A transferência para uma unidade especializada em saúde mental ocorre em razão da necessidade de acompanhamento psiquiátrico e tratamento adequado ao quadro diagnosticado.
A mudança de custódia representa uma alteração significativa no regime de acompanhamento de Paulinho Neblina, que deixou uma penitenciária federal de segurança máxima para ser submetido a cuidados médicos especializados.
O diagnóstico de insanidade mental passou a ser considerado pelas autoridades responsáveis pelo caso, especialmente diante da avaliação médica que identificou a necessidade de tratamento em ambiente psiquiátrico.
A transferência também chama atenção para a situação de presos submetidos a condições de encarceramento de alta segurança e que desenvolvem ou apresentam agravamento de transtornos mentais durante o cumprimento da pena.
Paulinho Neblina permanece sob custódia do Estado, agora em uma unidade destinada ao atendimento psiquiátrico, enquanto seu quadro de saúde mental é acompanhado por profissionais especializados.
Polícia
Jovem de 23 anos é morta a tiros em praça
Estudante de Direito da Unitau foi assassinada em Pindamonhangaba; ex-companheiro é suspeito e foi preso em flagrante

A jovem Lívia Berthoud, de 23 anos, foi morta a tiros na manhã desta segunda-feira (10), em uma praça de Pindamonhangaba, no interior de São Paulo. A vítima era estudante do 10º semestre do curso de Direito da Universidade de Taubaté (Unitau).
O principal suspeito do crime é o ex-companheiro da jovem, identificado como Carlos Eduardo Barbosa Vieira Leite. Ele foi preso em flagrante dentro do próprio apartamento após o assassinato.
Durante a ocorrência, um revólver calibre 38 teria sido localizado no imóvel do suspeito. O armamento foi apreendido e deverá ser analisado pelas autoridades responsáveis pela investigação.
Segundo relatos de familiares e testemunhas, o relacionamento entre a vítima e o suspeito havia terminado, mas o homem não aceitava o fim do namoro. Ainda conforme os relatos, a jovem já teria sido ameaçada de morte anteriormente.
O caso é investigado pelas autoridades policiais, que deverão apurar as circunstâncias do assassinato, a dinâmica dos disparos e os antecedentes de possíveis ameaças sofridas pela vítima.
A morte de Lívia causou comoção entre pessoas próximas e integrantes da comunidade acadêmica. A jovem estava na etapa final da graduação em Direito e tinha previsão de concluir o curso após o cumprimento do último semestre.
A prisão do suspeito em flagrante ocorreu após o crime e ele deverá permanecer à disposição da Justiça. As circunstâncias que levaram ao assassinato serão esclarecidas ao longo da investigação.
O episódio reforça a preocupação com casos de violência contra a mulher e crimes cometidos após o fim de relacionamentos, especialmente diante de situações envolvendo ameaças e perseguição. As autoridades devem reunir depoimentos, provas materiais e demais elementos para determinar a motivação e a responsabilidade pelo crime.
Polícia
Recém-nascida desaparecida é encontrada no Paraguai
Bebê foi localizada em Pedro Juan Caballero com um casal, que acabou preso em flagrante; criança foi repatriada para o Brasi

Uma recém-nascida que havia desaparecido em Campo Grande (MS) na última quinta-feira (6) foi encontrada na madrugada deste domingo (9), em Pedro Juan Caballero, no Paraguai.
Segundo as informações divulgadas sobre o caso, a bebê estava com um casal no momento em que foi localizada. Os dois foram presos em flagrante pelas autoridades paraguaias e a criança foi encaminhada de volta ao Brasil.
Após a localização, a recém-nascida foi repatriada e levada ao Conselho Tutelar de Ponta Porã, cidade sul-mato-grossense que faz fronteira com o Paraguai.
De acordo com o órgão, a bebê está segura e passa bem. A localização encerra uma etapa das buscas que mobilizaram autoridades brasileiras e paraguaias desde o desaparecimento registrado em Campo Grande.
A ocorrência também deverá ser investigada pelas autoridades para esclarecer como a recém-nascida deixou o Brasil, quem participou da retirada da criança e quais eram as circunstâncias que envolveram o deslocamento até Pedro Juan Caballero.
A atuação conjunta das autoridades dos dois países foi fundamental para a localização da bebê e para o retorno ao território brasileiro.
As investigações continuam para esclarecer todos os detalhes do caso e identificar eventuais responsabilidades relacionadas ao desaparecimento e à transferência da criança para o Paraguai.
Polícia
Mãe relata ameaças antes da morte das filhas
Mulher afirmou à polícia que era perseguida pelo ex-companheiro e que relacionamento terminou após episódios de agressão e traição

Após a morte das filhas Isis Helena e Lais Heloísa, de 3 e 5 anos, a mãe das meninas relatou à polícia que vinha sendo perseguida e ameaçada pelo ex-companheiro, Breno de Sousa Castro, de 24 anos.
Segundo o depoimento prestado aos investigadores, o homem não aceitava o fim do relacionamento, que durou cerca de oito anos e chegou ao fim em março.
A mulher contou ainda que decidiu terminar a relação após episódios de agressão e traição. De acordo com o relato apresentado à polícia, as situações de violência teriam ocorrido antes da separação.
Um dos pontos destacados no depoimento é que as supostas agressões não foram denunciadas nem registradas anteriormente pelas autoridades.
O relato passou a integrar as informações analisadas pelos investigadores após a morte das duas crianças. As autoridades deverão apurar as circunstâncias do caso e verificar os antecedentes da relação entre os adultos envolvidos.
A investigação também deverá esclarecer a dinâmica dos acontecimentos que levaram à morte das meninas e reunir elementos para determinar eventuais responsabilidades.
O caso provocou comoção e chama atenção para a importância da identificação e do enfrentamento de situações de violência doméstica, ameaças e perseguição, especialmente quando há histórico de conflitos entre ex-companheiros.
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