Polícia
Perseguição termina com família refém em Salvador
Caso registrado na Avenida Vasco da Gama provocou tensão, mobilização policial e apreensão entre moradores da região nesta quarta-feira.

Uma tarde marcada por medo e tensão tomou conta da Avenida Vasco da Gama, em Salvador, nesta quarta-feira (13), após uma perseguição policial terminar com uma família mantida refém dentro de uma residência localizada na região.
De acordo com as primeiras informações, a ocorrência começou após uma ação policial que evoluiu para uma perseguição pelas vias da capital baiana. Durante a fuga, suspeitos teriam invadido um imóvel residencial e feito moradores reféns, gerando um cenário de grande preocupação entre vizinhos e pessoas que circulavam pela área.
A movimentação intensa de viaturas e agentes de segurança chamou atenção de moradores da Avenida Vasco da Gama, uma das vias mais movimentadas de Salvador. O episódio provocou congestionamentos e mobilizou equipes especializadas para controlar a situação e garantir a segurança das vítimas.
Testemunhas relataram momentos de desespero e correria durante a ação. A presença policial aumentou rapidamente no entorno da residência, enquanto equipes negociavam para evitar um desfecho ainda mais grave.
O caso reforça o clima de alerta em relação à segurança pública na capital baiana e voltou a movimentar debates sobre violência urbana, perseguições policiais e proteção da população em áreas de grande circulação.
Até o momento, as autoridades seguem acompanhando a ocorrência e apurando todos os detalhes envolvidos no caso registrado na tarde desta quarta-feira.
Polícia
Três anos sem Mãe Bernadete
Liderança quilombola foi assassinada em Pitanga dos Palmares, em Simões Filho, e continua sendo lembrada pela defesa dos direitos humanos e das comunidades quilombolas.

O assassinato de Mãe Bernadete, ocorrido em 17 de agosto de 2023, completa três anos e permanece marcado na memória da Bahia e de todo o país. Liderança quilombola e defensora dos direitos humanos, ela foi morta dentro de casa, na comunidade de Pitanga dos Palmares, em Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador (RMS).
A morte da ativista provocou comoção nacional e chamou atenção para a realidade enfrentada por comunidades quilombolas e lideranças que atuam na defesa de seus territórios, direitos e tradições.
Mesmo após a tragédia, familiares, amigos e instituições continuam trabalhando para manter viva a trajetória de Mãe Bernadete. Seu legado permanece associado à luta pela preservação da cultura quilombola, defesa dos direitos humanos e valorização das comunidades tradicionais.
O neto da liderança, Wellington Pacífico, de 25 anos, destaca que a família e a comunidade seguem empenhadas em preservar os ensinamentos deixados por Mãe Bernadete.
“Acredito que, apesar dos desafios cotidianos, que existem em muitas comunidades quilombolas, a gente tem feito um bom trabalho ao preservar o legado dela”, afirmou Wellington.
A trajetória de Mãe Bernadete ultrapassou os limites de Pitanga dos Palmares e ganhou projeção nacional justamente pela atuação em defesa dos direitos da população quilombola. Sua história também passou a simbolizar a resistência de comunidades tradicionais diante dos desafios enfrentados na preservação de seus territórios e de sua identidade cultural.
Três anos depois do crime, a memória de Mãe Bernadete continua presente entre aqueles que conviveram com a liderança e nas ações voltadas à proteção das comunidades quilombolas. O legado deixado por ela permanece como referência para novas gerações que seguem na luta por justiça, respeito e garantia de direitos.
A lembrança da ativista também reforça a importância do debate sobre a segurança de lideranças comunitárias e defensores de direitos humanos. Para familiares e pessoas próximas, manter viva sua história é uma forma de dar continuidade à luta que marcou sua trajetória.
Polícia
Policial penal morre após troca de tiros no Rio
Leonardo Figueiredo Silva foi encontrado morto em quiosque no Recreio dos Bandeirantes durante ocorrência na madrugada

O policial penal Leonardo Figueiredo Silva foi morto na madrugada desta segunda-feira (17) após uma troca de tiros envolvendo um policial militar em um quiosque localizado na Avenida Lúcio Costa, no Recreio dos Bandeirantes, zona oeste do Rio de Janeiro.
De acordo com informações da Polícia Militar, agentes do 31º BPM (Recreio dos Bandeirantes) foram acionados durante a madrugada para verificar uma ocorrência de homicídio na região.
Ao chegarem ao endereço indicado, os policiais militares encontraram o agente penal morto. A dinâmica que levou ao confronto e às circunstâncias da morte ainda deverão ser esclarecidas pelas autoridades responsáveis pela investigação.
O caso ocorreu em uma área movimentada do Recreio dos Bandeirantes e mobilizou equipes de segurança durante a madrugada. A ocorrência deverá ser investigada para determinar o que provocou a troca de tiros e esclarecer a participação dos envolvidos.
As autoridades também deverão reunir informações e depoimentos que possam ajudar na reconstrução dos acontecimentos. A investigação busca esclarecer todos os detalhes relacionados à morte do policial penal.
O caso segue sob apuração, e novas informações poderão ser divulgadas pelas autoridades conforme o avanço dos trabalhos investigativos.
Polícia
Justiça anula acesso a celular de Jairinho
Tribunal do Rio considerou que a 2ª Vara Criminal não tinha competência para autorizar quebra de sigilo e extração dos dados

A 7ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro anulou a decisão que autorizava a quebra do sigilo e a extração integral dos dados de um celular apreendido com o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como “Dr. Jairinho”.
O aparelho foi localizado em 1º de julho, durante uma revista realizada no presídio Pedrolino Werling de Oliveira, onde Jairinho está custodiado. A apreensão ocorreu após o julgamento pelo Tribunal do Júri e o recebimento dos recursos apresentados pela defesa.
O colegiado entendeu que a 2ª Vara Criminal da Capital, responsável pela condução do processo que chegou ao Tribunal do Júri, não tinha competência para autorizar a medida relacionada ao acesso ao conteúdo do aparelho.
Em 3 de julho, o Ministério Público havia solicitado autorização judicial para acessar integralmente os dados armazenados no celular. O pedido foi autorizado pela 2ª Vara Criminal, decisão que posteriormente foi questionada e acabou anulada pela 7ª Câmara Criminal.
Jairinho foi condenado a 43 anos, 9 meses e 20 dias de prisão pela morte do menino Henry Borel, de 4 anos. O crime ocorreu em março de 2021 e o julgamento foi realizado pelo Tribunal do Júri.
A decisão mais recente do Tribunal de Justiça está relacionada especificamente à validade da autorização para acessar os dados do celular, não representando alteração, por si só, na condenação pelo crime contra Henry Borel.
Com a anulação, ficam comprometidos os efeitos da autorização concedida pela 2ª Vara Criminal para a extração integral das informações do aparelho, conforme os fundamentos apresentados pelo colegiado.
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