Brasil
Universidades brasileiras recuam em ranking mundial
Levantamento internacional aponta queda de 87% das instituições brasileiras listadas entre as melhores do mundo em 2026.

As universidades brasileiras enfrentaram um novo recuo no cenário internacional, segundo levantamento divulgado nesta segunda-feira pelo Centro para Rankings Universitários Mundiais (CWUR). O estudo revelou que 45 das 52 instituições brasileiras presentes na lista perderam posições em 2026, representando uma queda de desempenho para 87% das universidades avaliadas.
O resultado mantém a tendência observada no ano anterior, quando a maior parte das instituições nacionais também registrou perda de posições no ranking global. Entre as universidades brasileiras analisadas, apenas cinco conseguiram avançar na classificação, enquanto duas permaneceram estáveis.
Apesar do cenário de retração, a Universidade de São Paulo (USP) segue como a instituição de ensino superior mais bem colocada do Brasil. A universidade ocupa a 119ª posição mundial, embora tenha perdido uma colocação em relação ao levantamento anterior.
Na sequência aparece a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que figura na 346ª colocação global, registrando uma queda de 15 posições em comparação com o ranking de 2025. Fechando o pódio nacional está a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), que ocupa a 379ª posição mundial, dez lugares abaixo da classificação obtida no ano passado.
O levantamento do CWUR é considerado uma das principais referências internacionais para avaliação de universidades, levando em conta critérios como qualidade da educação, empregabilidade dos ex-alunos, excelência do corpo docente e desempenho em pesquisa científica.
Especialistas apontam que a competitividade crescente entre instituições de ensino superior em todo o mundo tem elevado o nível de exigência dos rankings internacionais. Ao mesmo tempo, desafios relacionados a investimentos em pesquisa, inovação e internacionalização continuam sendo fatores decisivos para o desempenho das universidades brasileiras.
Mesmo diante das quedas registradas, as instituições nacionais seguem desempenhando papel fundamental na produção científica da América Latina, mantendo relevância acadêmica em diversas áreas do conhecimento. O resultado, porém, reforça a necessidade de estratégias voltadas ao fortalecimento da pesquisa e à ampliação da presença internacional das universidades brasileiras.
O novo ranking também reacende o debate sobre financiamento da educação superior, desenvolvimento tecnológico e políticas públicas voltadas à ciência, considerados elementos essenciais para melhorar a competitividade acadêmica do país nos próximos anos.
Brasil
Ex-soldado é condenado por injúria racial em quartel
Militar foi responsabilizado após ofender colega durante período de internato em unidade do Exército no Paraná

Um ex-soldado do Exército foi condenado por injúria racial após chamar um colega de “preto imundo” durante o período de internato em um quartel de Ponta Grossa, no Paraná.
A decisão foi tomada por unanimidade, em 19 de agosto, pelo Conselho Permanente de Justiça para o Exército, ligado à Auditoria da 5ª Circunscrição Judiciária Militar (CJM), em Curitiba.
O episódio aconteceu em 15 de março de 2025, poucas semanas após a incorporação dos recrutas ao 13º Batalhão de Infantaria Blindado (13º BIB). Na ocasião, os militares se preparavam para entrar em forma depois de uma refeição no rancho.
Segundo o caso analisado pela Justiça Militar, uma discussão teve início entre os recrutas e evoluiu para a utilização de uma expressão de cunho racial contra um dos militares.
A acusação foi analisada pelo Conselho Permanente de Justiça para o Exército, que considerou comprovada a prática de injúria racial e decidiu pela condenação do ex-soldado.
A decisão foi tomada de forma unânime pelos integrantes do colegiado, após a análise dos elementos apresentados durante o processo.
O episódio chama atenção para a necessidade de combater manifestações de racismo e discriminação também dentro das instituições militares, onde os integrantes estão submetidos a normas específicas de disciplina e conduta.
Brasil
Bombeiro de Sergipe morre durante curso em Minas Gerais
Sargento sofreu uma queda de altura durante treinamento realizado na Academia de Bombeiros Militar, em Belo Horizonte

Um bombeiro militar de Sergipe morreu na sexta-feira (28) durante a realização de um curso de operações em árvores na Academia de Bombeiros Militar (ABM), localizada na região da Pampulha, em Belo Horizonte, Minas Gerais.
De acordo com o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG), o sargento sofreu uma queda de altura durante as atividades do treinamento. Ele recebeu atendimento após o acidente, mas não resistiu aos ferimentos.
As circunstâncias da ocorrência ainda serão investigadas. O CBMMG informou que as providências necessárias estão sendo adotadas para esclarecer o acidente e prestar apoio ao Corpo de Bombeiros Militar de Sergipe (CBMSE) e aos familiares do militar.
Em nota, a corporação mineira lamentou profundamente a morte do agente e manifestou solidariedade aos familiares e colegas de farda. “A corporação mineira está consternada com o fato envolvendo nosso irmão de farda”, declarou o CBMMG.
O caso causou comoção entre integrantes das corporações dos dois estados, especialmente por se tratar de um acidente ocorrido durante uma atividade de formação profissional voltada às operações em árvores.
Brasil
Conta de luz continuará mais cara em setembro
Aneel mantém bandeira tarifária amarela e consumidores terão cobrança adicional na fatura de energia elétrica

A conta de luz continuará pesando no orçamento dos brasileiros em setembro. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) manteve a bandeira tarifária amarela para o próximo mês, sinalizando que as condições para geração de energia permanecem menos favoráveis.
Com a manutenção da bandeira, os consumidores terão uma cobrança adicional de R$ 1,885 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos. O valor será aplicado às faturas de energia durante o período de vigência da bandeira amarela.
Bandeira amarela está em vigor desde maio
A bandeira tarifária amarela está sendo aplicada desde maio, em razão das condições menos favoráveis para a geração de energia elétrica. O mecanismo criado pela Aneel busca sinalizar aos consumidores os custos relacionados à produção de eletricidade.
Entre janeiro e abril, vigorou a bandeira verde, período em que não houve cobrança adicional na conta de luz.
Com a mudança para a bandeira amarela, os consumidores passaram a ter um custo extra vinculado ao volume de energia utilizado. Por isso, o consumo de eletricidade continua sendo um dos principais fatores para determinar o valor final da fatura.
Consumo consciente pode ajudar a reduzir a conta
Diante da manutenção da bandeira amarela, medidas de economia podem ajudar as famílias a controlar os gastos. Evitar desperdícios de energia e reduzir o uso de equipamentos elétricos quando não forem necessários são algumas das estratégias que podem contribuir para diminuir o consumo mensal.
A bandeira tarifária, entretanto, representa apenas uma parcela da composição da fatura. O valor final pago pelo consumidor também depende do volume de energia utilizado e de outros componentes presentes na conta.
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