Saúde
Ludhmila Hajjar defende uso das canetas emagrecedoras
Professora da USP afirma que medicamentos como Mounjaro representam uma revolução na medicina e destaca benefícios para obesidade e saúde cardiovascular.

A professora titular de Emergência da Universidade de São Paulo (USP), Ludhmila Hajjar, voltou a defender o uso das chamadas canetas emagrecedoras, como o medicamento Mounjaro, destacando que os benefícios vão além da perda de peso e podem contribuir para a prevenção de doenças cardiovasculares.
Reconhecida por sua atuação nas áreas de cardiologia e terapia intensiva, a médica afirmou que esses medicamentos representam uma importante evolução no tratamento da obesidade, condição considerada um dos principais fatores de risco para diversas doenças crônicas.
Segundo Ludhmila Hajjar, os resultados obtidos com esse tipo de tratamento demonstram impactos positivos na saúde dos pacientes. “Elas são uma revolução na medicina. Estão associadas ao tratamento e à prevenção da obesidade, além da diminuição de mortes cardíacas”, afirmou a especialista ao comentar os avanços proporcionados pelos medicamentos.
A médica ressaltou que o controle da obesidade influencia diretamente na redução de complicações cardiovasculares, melhorando indicadores clínicos e a qualidade de vida de pessoas que convivem com excesso de peso e doenças metabólicas.
Nos últimos anos, medicamentos como o Mounjaro e outros da mesma classe ganharam destaque mundial devido aos resultados apresentados em estudos clínicos, principalmente no controle do diabetes tipo 2 e da obesidade. O crescente interesse pelo tratamento também ampliou o debate sobre o uso responsável desses medicamentos e a necessidade de acompanhamento médico especializado.
Especialistas reforçam que as canetas emagrecedoras devem ser utilizadas apenas com prescrição e supervisão médica, considerando as características individuais de cada paciente e os critérios clínicos para indicação do tratamento.
A declaração de Ludhmila Hajjar reforça o entendimento de parte da comunidade médica de que os novos medicamentos representam uma ferramenta importante no combate à obesidade e às doenças cardiovasculares, desde que utilizados de forma segura e dentro das recomendações médicas.
Saúde
Terapia precoce elimina HIV em primatas
Estudo aponta que combinação de três tratamentos aplicada logo após o nascimento impediu a permanência do vírus no organismo

Uma combinação de três terapias aplicada logo após o nascimento conseguiu eliminar o HIV em testes realizados com primatas, segundo um estudo publicado nesta segunda-feira (10) na revista científica Nature Microbiology.
Os resultados indicam que o tratamento iniciado imediatamente após a exposição ao vírus pode impedir que o HIV consiga se estabelecer no organismo, abrindo uma nova possibilidade de investigação para estratégias de combate à infecção.
A pesquisa avaliou uma abordagem que combina diferentes terapias administradas em um período considerado crítico após o nascimento. A proposta é atuar antes que o vírus consiga formar reservatórios persistentes no organismo.
Os resultados obtidos nos testes com primatas chamaram atenção porque apontam para a possibilidade de que uma intervenção extremamente precoce possa impedir a infecção de se consolidar.
O HIV é conhecido pela capacidade de estabelecer reservatórios virais que dificultam a eliminação completa do vírus mesmo quando o tratamento consegue controlar sua multiplicação. Por isso, impedir essa etapa inicial é considerado um dos grandes desafios da pesquisa científica.
Apesar dos resultados promissores, os experimentos foram realizados em primatas e não representam, neste momento, uma terapia comprovada para seres humanos. Novos estudos serão necessários para avaliar a segurança, a eficácia e a possibilidade de aplicação da estratégia em pessoas.
A pesquisa, portanto, representa uma importante linha de investigação científica, mas ainda está distante de significar uma cura disponível contra o HIV.
Os autores do estudo esperam que os resultados contribuam para o desenvolvimento de novas estratégias capazes de prevenir o estabelecimento de reservatórios do HIV logo após a infecção.
Saúde
Ministério da Saúde amplia vacinação contra o sarampo em cidades paulistas
Nova recomendação contempla moradores de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo, mesmo aqueles que já receberam a vacina tríplice viral, diante do surto registrado em 2026.

O Ministério da Saúde emitiu uma nova recomendação para reforçar a vacinação contra o sarampo em moradores dos municípios de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo, mesmo para pessoas que já tenham recebido anteriormente a vacina tríplice viral. A medida foi adotada após a identificação de uma cadeia de transmissão associada à importação do vírus de outros países, elevando o nível de atenção das autoridades sanitárias.
De acordo com o balanço mais recente, o estado de São Paulo confirmou 16 casos de sarampo em 2026. O cenário atual inclui um surto ativo com 13 casos na capital paulista, além de dois registros em São Bernardo do Campo e um caso em Guarulhos, o que motivou a intensificação das ações de prevenção.
A estratégia faz parte da Campanha de Multivacinação, realizada entre os dias 3 de agosto e 1º de setembro, período em que o público-alvo poderá atualizar sua situação vacinal. A mobilização contempla crianças a partir de 6 meses de idade, adolescentes e adultos de até 59 anos, conforme orientação das autoridades de saúde.
O reforço da imunização tem como principal objetivo interromper a circulação do vírus e evitar o avanço do surto, protegendo especialmente pessoas mais vulneráveis à doença. O Ministério da Saúde destaca que a vacinação continua sendo a forma mais eficaz de prevenção contra o sarampo, enfermidade altamente contagiosa e que pode provocar complicações graves.
As equipes de saúde orientam que a população procure as unidades de vacinação durante a campanha para verificar a situação da carteira de imunização e, quando indicado, receber a dose recomendada. A iniciativa integra o conjunto de ações voltadas ao fortalecimento da cobertura vacinal e ao controle da circulação do vírus no estado.
Saúde
Estudo aponta início antecipado de surto de Ebola no Congo
Investigação financiada pela OMS indica que transmissão pode ter começado meses antes da identificação oficial dos primeiros casos

Uma investigação conduzida por cientistas internacionais revelou novos indícios sobre o atual surto de Ebola na República Democrática do Congo (RDC). De acordo com o estudo, financiado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), a circulação do vírus pode ter começado em janeiro, cerca de quatro meses antes da detecção oficial dos primeiros casos pelas autoridades de saúde.
O levantamento foi realizado por três pesquisadores internacionais que atuaram diretamente no país africano e analisaram dados epidemiológicos relacionados ao avanço da doença. As conclusões sugerem que o vírus já estava em circulação por um período significativo antes da confirmação do surto.
Considerado o segundo maior surto de Ebola já registrado na República Democrática do Congo, o episódio continua em expansão e mantém autoridades sanitárias em alerta diante do risco de novos casos e da necessidade de intensificar as medidas de vigilância epidemiológica.
Segundo os pesquisadores, a identificação tardia da transmissão pode ter contribuído para a disseminação da doença, dificultando as estratégias iniciais de contenção. O diagnóstico precoce e o monitoramento contínuo são considerados fundamentais para reduzir a propagação do vírus e proteger as populações mais vulneráveis.
A investigação reforça a importância de investimentos em sistemas de vigilância, capacidade laboratorial e resposta rápida a surtos de doenças infecciosas, especialmente em regiões onde o acesso aos serviços de saúde enfrenta desafios estruturais.
Enquanto as autoridades seguem monitorando a evolução do cenário, a comunidade científica destaca que novos estudos serão essenciais para compreender a origem da transmissão, aperfeiçoar as ações de controle e fortalecer a preparação para futuras emergências sanitárias.
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