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Brasil

Setor elétrico faz alerta sobre modelo atual

Executivos e especialistas apontam desafios regulatórios, subsídios e riscos à sustentabilidade do sistema energético brasileiro

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O modelo atual do setor elétrico brasileiro foi alvo de críticas contundentes durante a 14ª edição do Fórum de Lisboa, realizada nesta terça-feira (2). Executivos, especialistas e autoridades ligadas ao segmento destacaram preocupações relacionadas à sustentabilidade econômica, segurança energética e à estrutura regulatória que rege a distribuição e o consumo de energia no país.

As discussões ocorreram durante o painel “Aprimoramentos regulatórios e impactos na sustentabilidade econômico-financeira e jurídica do setor elétrico”, que reuniu representantes de diferentes áreas para debater os principais desafios enfrentados pelo mercado de energia brasileiro.

Entre os pontos mais destacados esteve a avaliação de que o atual sistema de subsídios gera distorções consideradas socialmente injustas, além de provocar impactos financeiros que acabam sendo repassados aos consumidores. Segundo participantes do debate, a estrutura vigente exige revisões para garantir maior equilíbrio entre eficiência econômica e inclusão social.

Outro tema que gerou preocupação foi a segurança do sistema elétrico nacional. Especialistas alertaram para a crescente complexidade da operação energética diante da expansão das fontes renováveis, das mudanças regulatórias e da necessidade constante de investimentos em infraestrutura.

Representantes do setor chegaram a comparar a gestão da energia no Brasil a uma espécie de “operação de guerra”, destacando a necessidade de decisões rápidas e planejamento permanente para evitar riscos ao abastecimento e à estabilidade do sistema.

O debate também abordou a importância da segurança jurídica para atrair investimentos e garantir a modernização da matriz energética brasileira. Na avaliação dos participantes, a previsibilidade regulatória é considerada fundamental para estimular novos projetos e fortalecer a competitividade do setor.

Além das questões econômicas e operacionais, especialistas ressaltaram a necessidade de aperfeiçoamentos regulatórios capazes de acompanhar as transformações tecnológicas que vêm remodelando o mercado global de energia. A digitalização, a geração distribuída e a transição energética foram apontadas como fatores que exigem atualização constante das normas vigentes.

O consenso entre os participantes foi de que o Brasil possui enorme potencial energético, mas precisa avançar em reformas estruturais para garantir sustentabilidade financeira, segurança operacional e tarifas mais equilibradas para consumidores e empresas.

As discussões realizadas no Fórum de Lisboa reforçam a relevância estratégica do setor elétrico para o desenvolvimento econômico do país e para a construção de um ambiente mais eficiente, competitivo e preparado para os desafios das próximas décadas.

Redação Saiba+

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Brasil

Congresso aprova Pacheco para o TCU

Ex-presidente do Senado recebeu ampla maioria dos votos para ocupar vaga aberta após a saída de Bruno Dantas

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O Congresso Nacional aprovou a indicação do senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) para o cargo de ministro do Tribunal de Contas da União (TCU). A vaga foi aberta após a renúncia do ministro Bruno Dantas.

No Senado Federal, a indicação recebeu 63 votos favoráveis e quatro contrários. Já na Câmara dos Deputados, foram 404 votos a favor e 61 contra.

Após a aprovação, Pacheco destacou a importância da atuação do Tribunal de Contas da União na fiscalização e no acompanhamento da aplicação dos recursos públicos no país.

“Eu sei o que representa um tribunal de contas em um país onde a qualidade do recurso público é exigida para poder cumprir as políticas públicas que a população tanto anseia e nunca foi tão importante para o país como agora”, afirmou o senador.

Com a aprovação pelo Congresso, Rodrigo Pacheco passa a integrar o TCU, órgão responsável por auxiliar o Legislativo no controle externo da administração pública federal e na fiscalização da utilização dos recursos da União.

A escolha ocorre em um momento de atenção sobre a gestão e a fiscalização dos gastos públicos, área que está entre as principais atribuições da Corte de Contas.

Redação Saiba+

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Anvisa suspende produção em fábrica da Unilever

Fiscalização identificou irregularidades sanitárias em unidade de Vinhedo, no interior de São Paulo; produtos já fabricados não foram alvo de recolhimento

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) suspendeu a produção de produtos de limpeza em uma fábrica da Unilever localizada em Vinhedo, no interior de São Paulo. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União nesta quarta-feira (2), após uma fiscalização identificar irregularidades sanitárias na unidade.

A medida determina especificamente a interrupção da fabricação dos produtos. Com isso, a decisão não estabelece recolhimento nem suspensão da comercialização ou do uso dos itens que já haviam sido produzidos antes da fiscalização.

A inspeção foi realizada entre os dias 24 e 28 de agosto, com a participação de equipes da Anvisa, do Centro de Vigilância Sanitária de São Paulo e da Vigilância Sanitária de Vinhedo.

Durante a fiscalização, os agentes encontraram falhas relacionadas ao cumprimento das Boas Práticas de Fabricação para Produtos Saneantes. Entre as irregularidades apontadas estão deficiências nos controles realizados durante o processo de fabricação e antes da liberação dos produtos.

Também foram identificados problemas no monitoramento da água utilizada na produção, além de falhas nos procedimentos adotados pela empresa para investigar e corrigir irregularidades detectadas internamente.

Segundo informações da própria Unilever, a unidade de Vinhedo é responsável pela fabricação de produtos voltados aos cuidados com a casa, incluindo sabão líquido para lavar roupas e amaciante líquido.

A suspensão da fabricação permanece como medida sanitária diante das irregularidades encontradas durante a inspeção. A decisão, porém, não determina a retirada dos produtos já fabricados das lojas nem impede seu uso ou comercialização.

Redação Saiba+

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Brasil

Gatinho ganha cadeira de rodas feita com papelão e brinquedos

Com apenas 500 gramas, Gelato recebeu uma solução criativa para voltar a se locomover após sofrer uma lesão na região lombar

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Um pequeno gatinho chamado Gelato conquistou atenção nos Estados Unidos após receber uma cadeira de rodas improvisada feita com papelão e carrinhos de brinquedo. A solução foi criada por uma veterinária do Cincinnati Animal Care para ajudar o filhote a se movimentar enquanto se recupera de uma lesão na lombar.

Resgatado no final de julho junto com outros quatro filhotes, Gelato pesava apenas meio quilo e tinha cerca de 10 centímetros de altura. Por causa da lesão, o animal não conseguia andar normalmente e precisava de uma alternativa adaptada ao seu tamanho.

Um exame de raio-X identificou uma lesão na região lombar, levando a equipe veterinária a buscar uma forma segura e criativa de proporcionar mais mobilidade ao gatinho.

A veterinária Mallory Smith decidiu então improvisar uma pequena cadeira de rodas utilizando materiais simples. O papelão foi usado para construir a estrutura, enquanto carrinhos de brinquedo foram instalados nas extremidades para facilitar o deslocamento.

A adaptação permitiu que Gelato tivesse mais liberdade para se movimentar, transformando objetos comuns em um equipamento desenvolvido especialmente para as necessidades do filhote.

Além de auxiliar na locomoção, a iniciativa chamou atenção pela criatividade e pelo cuidado da equipe com um animal tão pequeno. A história de Gelato mostra como soluções simples e adaptadas podem fazer diferença na recuperação e no bem-estar de animais resgatados.

O pequeno felino segue recebendo cuidados enquanto sua condição é acompanhada pela equipe responsável. A expectativa é que, com assistência adequada, Gelato possa continuar avançando em sua recuperação e tenha cada vez mais autonomia.

Redação Saiba+

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