Política
Rui Costa critica oposição durante inauguração do VLT
Ex-ministro participou da entrega da Estação Calçada e afirmou que há “muitas narrativas falsas” sobre obras do governo

O pré-candidato ao Senado e ex-ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), participou na noite desta quarta-feira (17) da inauguração da Estação Calçada do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) de Salvador e Região Metropolitana. Durante o evento, o petista aproveitou o discurso para rebater críticas da oposição e defender a condução das obras de infraestrutura realizadas pelo governo estadual.
Em sua fala, Rui Costa afirmou que existem “muitas narrativas falsas” em torno dos projetos públicos e destacou a importância das instituições de controle na execução de obras consideradas estratégicas para a população.
“Existem muitas narrativas falsas. Quero destacar o papel do TCE, que foi fundamental e que muda seu papel para ser parceiro na solução do interesse público, colocando o interesse da população em primeiro lugar, independentemente de quem seja o agente de governo.”
O ex-governador da Bahia também elogiou a atuação do Tribunal de Contas do Estado (TCE), afirmando que o órgão desempenhou papel decisivo durante a execução do projeto do VLT. Segundo Rui Costa, a atuação técnica e institucional contribuiu para superar desafios administrativos e garantir o avanço da obra.
A inauguração da Estação Calçada representa a entrega da primeira estação concluída do novo sistema de Veículo Leve sobre Trilhos de Salvador, considerado um dos principais investimentos em mobilidade urbana da capital baiana. O empreendimento busca ampliar a integração do transporte público e oferecer uma alternativa mais moderna e sustentável para milhares de passageiros.
A cerimônia reuniu autoridades estaduais, representantes de órgãos públicos e lideranças políticas. As declarações de Rui Costa ocorreram em meio ao cenário de articulações para as próximas eleições, período em que o ex-ministro é apontado como um dos principais nomes do Partido dos Trabalhadores para disputar uma vaga no Senado.
O discurso também reforçou o posicionamento do grupo governista em defesa das obras de infraestrutura realizadas na Bahia, destacando a importância da transparência, da fiscalização e da cooperação entre os órgãos públicos para a execução de projetos de interesse coletivo.
Política
CNJ aprova fim da aposentadoria compulsória como punição a juízes
Decisão do Conselho Nacional de Justiça abre caminho para a perda definitiva do cargo por magistrados que cometerem faltas gravíssimas, após julgamento no STF.

O Plenário do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) decidiu, na manhã desta terça-feira (4), acabar com a aposentadoria compulsória como sanção administrativa para magistrados. A medida representa uma mudança significativa no regime disciplinar do Judiciário e estabelece um novo entendimento para casos envolvendo faltas consideradas gravíssimas.
Até então, a aposentadoria compulsória era a penalidade administrativa mais severa aplicada a juízes, permitindo que o magistrado deixasse a carreira de forma obrigatória, mantendo o direito aos proventos previstos em lei. Com a nova decisão, o CNJ passa a adotar um modelo que possibilita a perda definitiva do cargo público, desde que haja o devido julgamento e observância das regras constitucionais.
A mudança foi debatida durante sessão presidida pelo ministro Edson Fachin, que também preside o Supremo Tribunal Federal (STF). Na abertura dos trabalhos, o ministro destacou a importância do debate institucional e ressaltou que a decisão representa um avanço no aperfeiçoamento dos mecanismos de responsabilização e integridade no Poder Judiciário.
A nova diretriz fortalece a responsabilização de magistrados em casos de infrações graves, reforçando a busca por maior transparência, credibilidade e confiança da sociedade nas instituições judiciais. A medida também amplia o rigor na aplicação de sanções administrativas, alinhando-se ao debate sobre modernização dos instrumentos de controle interno.
Com a decisão, casos de magistrados acusados de faltas gravíssimas poderão resultar na perda definitiva da função pública, observados os procedimentos legais e o julgamento pelas instâncias competentes. A expectativa é que a alteração contribua para fortalecer a ética, a integridade e a responsabilidade no exercício da magistratura.
Política
Vanderlei Luxemburgo oficializa candidatura ao Senado pelo Tocantins
Ex-técnico da Seleção Brasileira disputará uma vaga no Senado pelo Podemos após confirmação durante convenção estadual do partido em Palmas.

O empresário e ex-técnico da Seleção Brasileira, Vanderlei Luxemburgo, oficializou nesta terça-feira (4) sua candidatura ao Senado Federal pelo estado do Tocantins. A confirmação ocorreu durante a convenção estadual do Podemos, realizada em Palmas, marcando oficialmente a entrada do esportista na disputa eleitoral.
A oficialização da candidatura contou com a presença da presidente nacional do Podemos, deputada federal Renata Abreu, que participou do evento ao lado de lideranças estaduais e filiados da legenda. O encontro reuniu representantes do partido para homologar candidaturas e definir estratégias para o processo eleitoral.
Reconhecido por sua trajetória no futebol brasileiro, Vanderlei Luxemburgo inicia agora um novo capítulo em sua carreira ao ingressar oficialmente na política partidária. Com passagens marcantes por grandes clubes do país e pela Seleção Brasileira, ele busca transferir sua experiência em gestão esportiva para a atuação no Legislativo.
Durante a convenção, a candidatura foi apresentada como parte da estratégia do Podemos para ampliar sua representação no Tocantins, reforçando a presença da legenda na disputa por uma das vagas ao Senado nas próximas eleições.
A campanha de Vanderlei Luxemburgo deve concentrar esforços na apresentação de propostas e no diálogo com o eleitorado tocantinense, em um cenário de intensa movimentação política e definição das principais candidaturas para o pleito.
A oficialização reforça a presença de nomes conhecidos do esporte na política brasileira, fenômeno que tem se repetido em diferentes estados e eleições, ampliando o interesse do público pelas disputas eleitorais.
Política
CNJ abre consulta sobre proposta para prevenir conflitos de interesse no Judiciário
Presidente do Conselho Nacional de Justiça, Edson Fachin, anunciou período de 60 dias para discussão de modelo voltado ao fortalecimento da integridade e da transparência institucional.

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) dará início a um período de 60 dias de debates sobre uma proposta destinada a prevenir conflitos de interesse no Poder Judiciário. O anúncio foi feito nesta terça-feira pelo presidente do órgão, ministro Edson Fachin, que destacou a iniciativa como um passo importante para fortalecer a governança e a cultura de integridade no sistema de Justiça.
Segundo Fachin, a proposta prevê a criação de um modelo orientador e de gestão de riscos, com critérios objetivos para identificar, tratar e mitigar conflitos de interesse reais, potenciais ou aparentes. A medida busca estabelecer diretrizes preventivas para a atuação dos magistrados e servidores, sem criar novas hipóteses de impedimento, suspeição, incompatibilidade funcional ou infração disciplinar.
O foco da iniciativa é ampliar a transparência, incentivar a autorregulação responsável e consolidar boas práticas de ética institucional, promovendo mecanismos que fortaleçam a confiança da sociedade no Poder Judiciário.
Durante o anúncio, o presidente do CNJ ressaltou que a proposta pretende transformar a ética em um elemento permanente da gestão pública, reforçando valores como integridade, responsabilidade e transparência nas atividades desempenhadas pelo Judiciário.
Ao longo dos próximos dois meses, o texto será debatido no âmbito do Conselho, permitindo a análise de sugestões e contribuições antes de uma eventual implementação. A expectativa é que o modelo sirva como referência para aperfeiçoar os mecanismos de prevenção e gestão de riscos relacionados a conflitos de interesse em todo o sistema judicial brasileiro.
Com a iniciativa, o CNJ busca fortalecer a cultura organizacional baseada na integridade e na prevenção, ampliando a segurança institucional e promovendo maior clareza na condução das atividades do Poder Judiciário.
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