Saúde
São Paulo confirma novos casos de sarampo
Estado registra mais duas infecções na capital e total de casos confirmados em 2026 sobe para sete, reforçando o alerta das autoridades de saúde.

A Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo (SES) confirmou, na noite desta terça-feira (30), dois novos casos de sarampo na capital paulista. Com as novas confirmações, o estado de São Paulo soma sete casos da doença registrados em 2026, aumentando a atenção das autoridades sanitárias para o monitoramento da circulação do vírus.
De acordo com a pasta, os casos foram identificados em uma região próxima ao município de Guarulhos, na Região Metropolitana de São Paulo. Os pacientes são um bebê de seis meses de idade e uma mulher de 20 anos, mãe de um dos bebês diagnosticados com sarampo na semana anterior.
As autoridades de saúde seguem realizando o rastreamento de contatos e o monitoramento epidemiológico para reduzir o risco de novos registros. A identificação rápida dos casos é considerada essencial para interromper possíveis cadeias de transmissão e proteger a população mais vulnerável, especialmente crianças que ainda não completaram o esquema vacinal.
O sarampo é uma doença viral altamente contagiosa, transmitida por meio de secreções respiratórias, como gotículas eliminadas ao tossir, espirrar ou falar. Entre os principais sintomas estão febre alta, manchas vermelhas pelo corpo, tosse, coriza e conjuntivite. Em alguns casos, a infecção pode provocar complicações graves, principalmente em crianças pequenas, gestantes e pessoas com baixa imunidade.
Diante do aumento das notificações, as autoridades reforçam a importância da vacinação como principal forma de prevenção contra o sarampo. Manter a caderneta vacinal atualizada continua sendo a medida mais eficaz para evitar surtos e reduzir a disseminação da doença.
Com a confirmação dos novos casos, a vigilância epidemiológica intensifica as ações de prevenção, investigação e acompanhamento dos pacientes, enquanto acompanha a evolução do cenário para impedir a expansão da circulação do vírus no estado.
Saúde
Ludhmila Hajjar defende uso das canetas emagrecedoras
Professora da USP afirma que medicamentos como Mounjaro representam uma revolução na medicina e destaca benefícios para obesidade e saúde cardiovascular.

A professora titular de Emergência da Universidade de São Paulo (USP), Ludhmila Hajjar, voltou a defender o uso das chamadas canetas emagrecedoras, como o medicamento Mounjaro, destacando que os benefícios vão além da perda de peso e podem contribuir para a prevenção de doenças cardiovasculares.
Reconhecida por sua atuação nas áreas de cardiologia e terapia intensiva, a médica afirmou que esses medicamentos representam uma importante evolução no tratamento da obesidade, condição considerada um dos principais fatores de risco para diversas doenças crônicas.
Segundo Ludhmila Hajjar, os resultados obtidos com esse tipo de tratamento demonstram impactos positivos na saúde dos pacientes. “Elas são uma revolução na medicina. Estão associadas ao tratamento e à prevenção da obesidade, além da diminuição de mortes cardíacas”, afirmou a especialista ao comentar os avanços proporcionados pelos medicamentos.
A médica ressaltou que o controle da obesidade influencia diretamente na redução de complicações cardiovasculares, melhorando indicadores clínicos e a qualidade de vida de pessoas que convivem com excesso de peso e doenças metabólicas.
Nos últimos anos, medicamentos como o Mounjaro e outros da mesma classe ganharam destaque mundial devido aos resultados apresentados em estudos clínicos, principalmente no controle do diabetes tipo 2 e da obesidade. O crescente interesse pelo tratamento também ampliou o debate sobre o uso responsável desses medicamentos e a necessidade de acompanhamento médico especializado.
Especialistas reforçam que as canetas emagrecedoras devem ser utilizadas apenas com prescrição e supervisão médica, considerando as características individuais de cada paciente e os critérios clínicos para indicação do tratamento.
A declaração de Ludhmila Hajjar reforça o entendimento de parte da comunidade médica de que os novos medicamentos representam uma ferramenta importante no combate à obesidade e às doenças cardiovasculares, desde que utilizados de forma segura e dentro das recomendações médicas.
Saúde
Novo Nordisk contesta lançamento da caneta Ozivy no Brasil
Após disputa sobre a patente da semaglutida, farmacêutica dinamarquesa questiona o nome do novo medicamento da EMS por suposta violação de marcas registradas.

A disputa pelo mercado de medicamentos à base de semaglutida ganhou um novo capítulo no Brasil. Após perder a batalha pela extensão da patente do princípio ativo utilizado em canetas para tratamento de diabetes e obesidade, a Novo Nordisk iniciou uma nova ofensiva contra a farmacêutica brasileira EMS, desta vez envolvendo o uso de marcas registradas.
A empresa dinamarquesa alega que o nome Ozivy, utilizado na recém-lançada caneta emagrecedora da EMS, viola suas marcas comerciais “Ozempic” e “Wegovy”, dois dos medicamentos mais conhecidos da companhia. A discussão deixa de envolver exclusivamente questões de patente e passa a abranger direitos de propriedade intelectual relacionados à identidade comercial dos produtos.
O impasse ocorre após a Novo Nordisk não conseguir ampliar a proteção da patente da semaglutida, abrindo espaço para que outras empresas desenvolvam medicamentos com o mesmo princípio ativo, desde que respeitadas as normas regulatórias e legais vigentes.
Agora, o foco da controvérsia está na possível semelhança entre os nomes comerciais utilizados pelas farmacêuticas. A empresa dinamarquesa sustenta que a denominação Ozivy pode gerar associação indevida com seus produtos já consolidados no mercado, enquanto a EMS busca ampliar sua presença no segmento de medicamentos para controle do peso e tratamento metabólico.
A disputa poderá ser analisada pelas autoridades competentes em propriedade intelectual, que avaliarão se existe ou não risco de confusão entre as marcas apresentadas pelas empresas. O desfecho poderá influenciar a comercialização do novo produto no mercado brasileiro.
O caso reforça a crescente concorrência no segmento de medicamentos à base de semaglutida, considerado um dos mais promissores da indústria farmacêutica. Com o aumento da demanda por tratamentos para obesidade e diabetes, fabricantes disputam espaço tanto pela inovação quanto pela consolidação de suas marcas junto aos consumidores.
Saúde
Brasil ultrapassa 82 mil casos de SRAG em 2026
Boletim da Fiocruz aponta alerta em todos os estados e destaca circulação simultânea de vírus respiratórios no país.

O Brasil já registrou mais de 82 mil casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em 2026, segundo o mais recente levantamento divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). O cenário preocupa autoridades de saúde, já que todos os estados brasileiros apresentam situação de alerta, risco ou alto risco para a doença, indicando ampla circulação de vírus respiratórios em todo o território nacional.
De acordo com o Boletim InfoGripe, o aumento das internações está relacionado à circulação simultânea de diferentes agentes infecciosos, entre eles a Influenza A, o vírus sincicial respiratório (VSR) e o rinovírus. Esses vírus costumam provocar sintomas bastante semelhantes, dificultando a identificação da infecção apenas por meio da avaliação clínica.
Especialistas alertam que febre, tosse, dor de garganta, congestão nasal e dificuldade para respirar podem estar associados a diferentes vírus respiratórios, tornando indispensável a realização de exames laboratoriais para um diagnóstico mais preciso. Essa identificação é fundamental para definir o tratamento adequado e monitorar a evolução epidemiológica das doenças.
A Fiocruz destaca que o cenário reforça a importância da vigilância em saúde e da adoção de medidas preventivas, especialmente entre idosos, crianças pequenas, gestantes e pessoas com doenças crônicas, considerados os grupos com maior risco de desenvolver complicações decorrentes das infecções respiratórias.
Além da vacinação contra a gripe para os públicos indicados, especialistas recomendam a manutenção de hábitos preventivos, como higienização frequente das mãos, etiqueta respiratória, ambientes bem ventilados e a procura por atendimento médico diante do agravamento dos sintomas. Essas medidas contribuem para reduzir a transmissão dos vírus e minimizar o impacto sobre o sistema de saúde.
Com a chegada dos períodos de maior circulação viral, as autoridades seguem monitorando o avanço da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e reforçam a necessidade de diagnóstico precoce para reduzir o número de casos graves e internações em todo o país.
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