Mundo
Mortos por terremotos na Venezuela chegam a 1.430
Governo venezuelano atualiza balanço da tragédia; número de feridos supera 3,3 mil e buscas por desaparecidos continuam

O número de vítimas fatais provocadas pelos terremotos que atingiram a Venezuela subiu para 1.430, conforme atualização divulgada neste sábado (27) pelo presidente da Assembleia Nacional venezuelana, Jorge Rodríguez. O novo balanço reforça a dimensão da tragédia que afetou diversas regiões do país.
Além das mortes confirmadas, o governo informou que 3.338 pessoas ficaram feridas em consequência dos fortes tremores. Equipes de resgate seguem mobilizadas para atender sobreviventes, remover escombros e ampliar as buscas nas áreas mais atingidas.
Até o momento, as autoridades venezuelanas ainda não divulgaram um número oficial de desaparecidos. No entanto, plataformas organizadas por integrantes da sociedade civil apontam que mais de 50 mil pessoas continuam desaparecidas, embora esses dados ainda não tenham sido confirmados oficialmente pelo governo.
Os terremotos provocaram o desabamento de edifícios, destruição de infraestrutura e deixaram milhares de famílias desabrigadas. A tragédia mobilizou órgãos de emergência, equipes médicas e voluntários, que atuam ininterruptamente nas operações de socorro e assistência humanitária.
Enquanto os trabalhos de resgate avançam, cresce a preocupação com a situação das comunidades afetadas, que enfrentam dificuldades relacionadas ao acesso à água, alimentos, energia elétrica e atendimento médico. Autoridades seguem monitorando os impactos da catástrofe e coordenando ações para minimizar os efeitos da crise.
A expectativa é que novos balanços sejam divulgados nos próximos dias, à medida que as equipes consigam acessar áreas isoladas e concluir parte das operações de busca e identificação das vítimas.
Mundo
Banda de rock morre em terremoto na Venezuela
Integrantes da Van Der Dijs ensaiavam quando prédio desabou após fortes tremores que atingiram o país

A tragédia provocada pelos terremotos que atingiram a Venezuela na última quarta-feira (24) fez novas vítimas no meio artístico. Quatro integrantes da banda de nu metal Van Der Dijs morreram após o desabamento do edifício onde realizavam um ensaio, em La Guaira, uma das regiões mais afetadas pelos tremores.
As vítimas foram identificadas como Manuel Van Der Dijs, vocalista do grupo, Gabriel Gómez, guitarrista, Xander Hernández, baixista, e Abraham Foucault, baterista. Os músicos estavam reunidos no edifício Costanar II, localizado no setor Tamaguarena, quando a estrutura veio abaixo em consequência dos fortes abalos sísmicos.
Segundo as informações divulgadas pelas autoridades locais, nenhum dos integrantes conseguiu sobreviver ao desabamento. O episódio comoveu fãs, familiares e a comunidade musical venezuelana, que prestou homenagens ao grupo nas redes sociais.
A Van Der Dijs era conhecida no cenário do nu metal venezuelano, conquistando admiradores com apresentações ao vivo e produções autorais. A morte dos músicos representa uma grande perda para a cena cultural do país, que também enfrenta os impactos provocados pelo desastre natural.
Os terremotos registrados na Venezuela deixaram um rastro de destruição em diversas cidades, provocando o desabamento de edifícios, danos estruturais e mobilizando equipes de resgate em diferentes regiões. As autoridades seguem contabilizando vítimas e avaliando os prejuízos causados pelos fortes tremores.
Enquanto os trabalhos de busca e recuperação continuam, homenagens aos integrantes da banda se multiplicam entre fãs e artistas, que lamentam a perda dos músicos em meio a uma das maiores tragédias recentes enfrentadas pelo país.
Mundo
Tiktoker britânica é presa em Dubai
Jovem de 23 anos é acusada de matar o namorado; defesa afirma que ela agiu em legítima defesa

A tiktoker britânica Brooke George, de 23 anos, foi presa em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, acusada de matar o próprio namorado. O caso ganhou repercussão internacional porque, em caso de condenação, a jovem poderá enfrentar uma pena severa prevista na legislação local, incluindo a possibilidade de pena capital, conforme as circunstâncias definidas pela Justiça do país.
Segundo informações divulgadas pela organização de direitos humanos Detained in Dubai, Brooke é acusada de esfaquear o companheiro, com quem teria iniciado um relacionamento após conhecê-lo por meio das redes sociais.
A defesa da influenciadora, no entanto, contesta a acusação e sustenta que a jovem agiu em legítima defesa, alegando que teria sido vítima de agressões durante uma discussão com o namorado. Os advogados afirmam que as circunstâncias do episódio ainda precisam ser analisadas pelas autoridades locais antes de qualquer conclusão definitiva.
O caso está sendo acompanhado por representantes da organização de apoio jurídico e direitos humanos, que acompanham processos envolvendo estrangeiros detidos nos Emirados Árabes Unidos. A expectativa é de que novas etapas da investigação esclareçam os fatos e definam os próximos desdobramentos judiciais.
Enquanto isso, Brooke George permanece detida à disposição da Justiça de Dubai, que deverá analisar as provas reunidas pela acusação e os argumentos apresentados pela defesa antes de decidir sobre eventual responsabilização criminal.
A repercussão do caso também reacendeu o debate sobre as diferenças entre os sistemas jurídicos internacionais e os desafios enfrentados por cidadãos estrangeiros envolvidos em processos criminais fora de seus países de origem.
Mundo
DNA humano é encontrado em cavernas
Descoberta inédita revela material genético preservado em paredes rochosas e pode transformar pesquisas sobre a pré-história

Uma descoberta inédita promete revolucionar os estudos sobre a pré-história. Pela primeira vez, cientistas conseguiram identificar DNA humano antigo preservado diretamente nas paredes de cavernas, demonstrando que vestígios genéticos podem permanecer armazenados na rocha por milhares de anos.
O estudo foi desenvolvido por uma equipe internacional formada por pesquisadores da Espanha, Portugal, Alemanha, Reino Unido e China, dentro do projeto First Art, voltado para o entendimento das primeiras manifestações humanas e artísticas em cavernas.
Até então, a identificação de DNA humano antigo dependia principalmente da análise de ossos, dentes ou sedimentos encontrados em escavações arqueológicas. Com a nova técnica, os pesquisadores mostram que as próprias superfícies rochosas podem conservar informações valiosas sobre as populações que ocuparam esses ambientes ao longo da história.
A descoberta abre novas possibilidades para reconstruir a presença humana em locais onde não existem restos mortais preservados, permitindo identificar quem habitou determinadas cavernas e compreender melhor seus deslocamentos, hábitos e interações ao longo do tempo.
Os cientistas acreditam que o método poderá ampliar significativamente as pesquisas arqueológicas, especialmente em sítios onde pinturas rupestres e outras evidências culturais já eram conhecidas, mas sem registros biológicos capazes de revelar a identidade de seus ocupantes.
Além de representar um avanço para a genética e a arqueologia, o estudo reforça a importância da preservação desses patrimônios históricos, que podem guardar informações ainda desconhecidas sobre os primeiros grupos humanos.
A expectativa dos pesquisadores é que a técnica seja aplicada em outras cavernas ao redor do mundo, contribuindo para desvendar novos capítulos da evolução humana e da ocupação dos continentes.
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