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Suprema Corte mantém cidadania por nascimento nos EUA

Decisão derruba medida defendida por Donald Trump e preserva o direito constitucional de cidadania automática para nascidos em território americano

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A Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu, nesta terça-feira (30), manter o entendimento constitucional que garante a cidadania automática às pessoas nascidas em território americano, rejeitando uma medida defendida pelo presidente Donald Trump que buscava restringir esse direito.

A decisão foi tomada por 6 votos a 3, consolidando a interpretação da Constituição dos Estados Unidos sobre a chamada cidadania por nascimento. Com o julgamento, os magistrados derrubaram os efeitos da ordem executiva assinada por Trump, que pretendia impedir o reconhecimento da cidadania americana para filhos de imigrantes em situação irregular e de turistas estrangeiros nascidos no país.

O entendimento da Suprema Corte preserva um dos princípios mais tradicionais da legislação constitucional norte-americana, assegurando que o local de nascimento continue sendo o principal critério para a concessão da cidadania, independentemente da condição migratória dos pais.

A decisão representa um importante marco jurídico e reafirma o papel da Suprema Corte na interpretação da Constituição dos Estados Unidos. O julgamento também mantém a segurança jurídica para milhares de famílias que vivem no país e reforça o alcance do princípio conhecido como direito à cidadania por nascimento.

O tema da imigração segue entre os mais debatidos no cenário político americano, especialmente em períodos de disputa eleitoral. A tentativa de restringir esse direito gerou amplo debate jurídico e político, mas a decisão da Suprema Corte encerra, por ora, a discussão sobre a validade da medida proposta.

Redação Saiba+

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SpaceX perde mais de US$ 1 trilhão em valor de mercado

Queda das ações reduz avaliação da empresa de Elon Musk após recorde histórico alcançado no mercado financeiro.

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A SpaceX, empresa liderada pelo bilionário Elon Musk, registrou uma forte desvalorização no mercado financeiro na última sexta-feira, provocando uma perda superior a US$ 1 trilhão em valor de mercado em comparação com seu pico histórico de avaliação.

Os papéis da companhia encerraram o pregão com queda de 5,4%, sendo negociados a US$ 123,99 por ação. Com o recuo, o valor de mercado da empresa foi reduzido para aproximadamente US$ 1,63 trilhão, representando uma das maiores perdas recentes entre gigantes do setor de tecnologia.

No auge da valorização, registrado em 16 de junho, durante o terceiro dia de negociações da companhia na bolsa de valores, a SpaceX havia alcançado uma avaliação de US$ 2,64 trilhões, consolidando-se entre as empresas mais valiosas do mundo.

A retração chama a atenção de investidores e analistas, especialmente porque a empresa atua em segmentos considerados estratégicos, como exploração espacial, tecnologia aeroespacial e inteligência artificial. Mesmo com a forte correção, a companhia permanece entre as maiores do mercado global em valor de mercado.

Especialistas destacam que oscilações expressivas são comuns em empresas de tecnologia de grande porte, sobretudo após períodos de forte valorização. Movimentos de realização de lucros, mudanças no cenário econômico e expectativas do mercado costumam influenciar diretamente o comportamento das ações.

Apesar da queda bilionária, a SpaceX continua ocupando posição de destaque na indústria espacial e tecnológica, mantendo projetos de grande relevância internacional e investimentos voltados ao desenvolvimento de novas soluções para os setores aeroespacial e de inovação.

Redação Saiba+

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FMI libera R$ 1,77 bilhão para reconstrução após terremotos na Venezuela

Recursos serão destinados à recuperação de moradias, infraestrutura e serviços essenciais nas regiões atingidas pelos abalos sísmicos que deixaram milhares de vítimas.

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A Venezuela recebeu um importante reforço financeiro para enfrentar os impactos provocados pelos dois terremotos que devastaram parte do país nas últimas semanas. O Fundo Monetário Internacional (FMI) autorizou a liberação de US$ 346 milhões, o equivalente a cerca de R$ 1,77 bilhão, destinados às ações de reconstrução das áreas mais afetadas pela tragédia.

O anúncio foi feito pela presidente interina Delcy Rodríguez, que informou que os recursos correspondem a valores pertencentes ao próprio país e que estavam retidos pelo organismo internacional. Segundo o governo, o montante será aplicado em programas de habitação, reconstrução da infraestrutura, recuperação dos serviços públicos essenciais e assistência às famílias atingidas.

A liberação ocorre três semanas após o duplo terremoto, considerado uma das maiores tragédias recentes da Venezuela. O desastre deixou mais de 5 mil mortos, além de milhares de desabrigados e extensos danos em cidades e comunidades da região costeira.

Entre os locais mais afetados está La Guaira, a cerca de 40 quilômetros de Caracas, onde equipes de resgate, voluntários e familiares continuam trabalhando na busca por vítimas sob os escombros de edifícios que desabaram durante os tremores. O cenário ainda é de destruição, com operações de resgate ocorrendo em meio às ruínas.

Moradores das áreas atingidas relatam o drama vivido desde o desastre. Muitas famílias permanecem à espera de notícias de parentes desaparecidos, enquanto comunidades inteiras enfrentam dificuldades para retomar a rotina diante dos danos causados à infraestrutura urbana.

A liberação dos recursos também representa um novo capítulo na relação entre o FMI e a Venezuela, após a retomada dos contatos institucionais ocorrida neste ano. A expectativa é que o financiamento acelere os trabalhos de reconstrução e ofereça suporte às populações que perderam casas e meios de subsistência em decorrência dos terremotos.

Com os investimentos anunciados, o governo venezuelano pretende priorizar ações emergenciais e projetos de recuperação capazes de restabelecer as condições básicas de vida nas regiões mais atingidas pela catástrofe.

Redação Saiba+

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Tarifa dos EUA deve afetar 36,5% das exportações do agro brasileiro

Confederação da Agricultura avalia que ampliação das exceções reduziu impactos, mas alerta para prejuízos em setores ainda atingidos pela sobretaxa.

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A tarifa adicional de 25% anunciada pelo governo do presidente Donald Trump sobre produtos brasileiros deve atingir cerca de 36,5% das exportações do agronegócio brasileiro destinadas aos Estados Unidos, conforme estimativa da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). A medida está prevista para entrar em vigor na próxima quarta-feira (22) e mantém o setor em estado de atenção.

Segundo a diretora de Relações Internacionais da CNA, Sueme Mori, a ampliação da lista de produtos isentos da sobretaxa reduziu significativamente o alcance da medida. Com a decisão final do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), 63,5% das exportações do agronegócio brasileiro para o mercado norte-americano ficaram fora da nova cobrança, amenizando parte dos impactos esperados.

Apesar disso, a entidade destaca que os produtos que permanecem sujeitos à tarifa continuam preocupando produtores e exportadores, uma vez que podem perder competitividade diante de concorrentes internacionais. A avaliação é de que a sobretaxa poderá gerar reflexos diretos sobre o desempenho das vendas externas e afetar segmentos estratégicos do agronegócio nacional.

O setor acompanha de perto os desdobramentos das negociações entre Brasil e Estados Unidos, enquanto autoridades brasileiras analisam alternativas diplomáticas e comerciais para reduzir os efeitos da medida. A expectativa é de que novas tratativas possam minimizar os impactos sobre a balança comercial e preservar o acesso dos produtos brasileiros ao mercado norte-americano.

O agronegócio é um dos principais motores da economia brasileira e possui forte participação nas exportações do país. Por isso, qualquer alteração nas condições de acesso ao mercado internacional pode influenciar a competitividade, os investimentos e o desempenho das cadeias produtivas, especialmente daquelas que mantêm relações comerciais com os Estados Unidos.

Com a entrada em vigor da nova tarifa, o setor seguirá monitorando os efeitos sobre as exportações e avaliando possíveis estratégias para reduzir os impactos econômicos provocados pela decisão do governo norte-americano.

Redação Saiba+

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