Política
Jerônimo explica ausência de Lula no 2 de Julho
Governador afirma que compromissos eleitorais e cuidados com a saúde impediram a participação do presidente nas celebrações em Salvador

O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), explicou nesta quinta-feira (2) os motivos da ausência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas comemorações da Independência da Bahia, tradicionalmente celebradas no 2 de Julho, em Salvador.
Segundo o chefe do Executivo baiano, a decisão foi motivada pela necessidade de cuidados com a saúde do presidente, que segue em tratamento médico, além do cumprimento dos prazos estabelecidos pela legislação eleitoral para participação em inaugurações e eventos oficiais.
De acordo com Jerônimo, Lula precisou deixar a Bahia antes da data cívica, uma vez que o calendário eleitoral impõe restrições para a realização de inaugurações e atos institucionais por autoridades que poderão participar do processo eleitoral deste ano.
Apesar da ausência física nas celebrações, o governador ressaltou que o presidente fez questão de destacar a relevância histórica do 2 de Julho durante sua agenda na Bahia, realizada na última quarta-feira (1º).
“Ontem, a agenda dele demarcou, por três vezes quando ele falou, ele tratou do 2 de Julho, a importância do 2 de Julho“, afirmou Jerônimo Rodrigues ao comentar a participação de Lula nos compromissos realizados no estado.
A data é considerada um dos principais marcos da história baiana e simboliza a consolidação da Independência do Brasil na Bahia, reunindo anualmente autoridades, movimentos populares e milhares de pessoas nas ruas do centro histórico de Salvador.
Mesmo sem participar das celebrações deste ano, Lula reforçou o reconhecimento da importância histórica do 2 de Julho, enquanto o governo estadual manteve a programação oficial da tradicional festa cívica.
Política
Candidata critica auxílios, mas aparece como beneficiária
Dados do Portal da Transparência, segundo informações apresentadas na denúncia, apontam que Sophia Barclay teria recebido benefícios sociais enquanto publicava críticas a programas federais.

A candidata a deputada federal por São Paulo, Sophia Barclay (PL), ganhou notoriedade nas redes sociais por publicar conteúdos com críticas a programas de assistência social do governo federal, entre eles o Bolsa Família e o Gás do Povo.
No entanto, dados atribuídos ao Portal da Transparência apontam que a candidata aparece como beneficiária dos programas desde 2018. Conforme as informações apresentadas, os pagamentos recebidos ao longo dos últimos oito anos somariam cerca de R$ 21 mil.
A situação gerou repercussão nas redes sociais por envolver uma aparente contradição entre o posicionamento público da candidata e o recebimento de benefícios sociais.
Os programas de transferência de renda têm como objetivo atender famílias que se enquadram nos critérios estabelecidos pela legislação. A eventual participação de uma pessoa em programas sociais, por si só, não determina irregularidade, já que a concessão depende do atendimento aos requisitos previstos para cada benefício.
No caso de Sophia Barclay, os dados divulgados colocam em evidência a relação entre suas manifestações públicas sobre políticas de assistência social e seu histórico como beneficiária.
A informação também reacende o debate sobre benefícios sociais, critérios de elegibilidade e posicionamento político nas redes sociais, especialmente em um período de preparação para as eleições.
A eventual existência de irregularidades nos pagamentos dependeria de uma análise específica dos critérios utilizados para a concessão dos benefícios e da situação cadastral da beneficiária em cada período.
A informação sobre os valores recebidos deve ser interpretada à luz dos registros oficiais e dos critérios de cada programa, evitando conclusões sobre eventual irregularidade sem comprovação pelas autoridades responsáveis.
O episódio deve continuar gerando repercussão no ambiente político e nas redes sociais, sobretudo pela exposição da candidata e pelo contraste apontado entre suas críticas aos programas de assistência e os registros de recebimento apresentados.
Política
Ex-prefeito de Utinga recusa debate sobre empresa responsável por contrato de R$ 3,2 milhões citado no TCU
Joyuson Vieira reagiu com ironias aos questionamentos do ex-vereador Diego Meira sobre a Piemonte da Chapada e condicionou o debate ao desempenho eleitoral do adversário

UTINGA (BA) — O ex-prefeito de Utinga Joyuson Vieira Santos recusou um desafio para debater publicamente questionamentos relacionados à Piemonte da Chapada Transportes, empresa contratada durante sua gestão para executar uma obra de R$ 3,2 milhões citada em processo no Tribunal de Contas da União (TCU).
A discussão ocorreu nos comentários de uma publicação do perfil Portal Utinga, no Instagram. O ex-vereador Diego Meira perguntou quando Joyuson se posicionaria sobre as denúncias envolvendo a empresa e propôs um debate transmitido pela imprensa local.
“Esta seria uma excelente oportunidade para o senhor desmentir-me na frente de todos os utinguenses”, escreveu Meira.
Joyuson não respondeu aos questionamentos sobre a empresa. Em vez disso, ironizou a cassação e o desempenho eleitoral do ex-vereador.
“Apareceu a Margarida, gente! Quem vai responder a políticos cassados, sem mandatos e sem votos?”, afirmou o ex-prefeito.
Após nova cobrança, Joyuson condicionou o debate a uma votação futura: “Sem voto e sem noção. Cresça e apareça. Quando tiveres votos, debateremos”.
A Piemonte da Chapada é responsável pelo Contrato Administrativo nº 82/2024, no valor de R$ 3.296.211,60, firmado para a requalificação da Avenida Mocambo, no bairro Capelinha. O projeto prevê pavimentação, construção de ciclovia, calçadas, iluminação e pista de caminhada.
O Acórdão nº 1.817/2026 do TCU registra que a denúncia original tratou de possíveis irregularidades na Concorrência Pública nº 3/2023 e na execução do contrato.
O pedido para suspender cautelarmente a obra foi negado porque a área técnica não identificou o requisito de perigo da demora. Posteriormente, o plenário deixou de analisar um recurso do denunciante por entender que ele não tinha legitimidade para recorrer.
A decisão não julgou o mérito das suspeitas, não declarou o contrato irregular e não reconheceu prejuízo aos cofres públicos.
Durante a discussão, Meira também questionou o vínculo de Joyuson com a Prefeitura de Salvador. Registros da folha municipal mostram que o ex-prefeito foi admitido em maio de 2025 como assessor especial II da Secretaria Municipal de Articulação Comunitária e Prefeituras-Bairro (Smart).
Na folha de junho de 2026, Joyuson aparece com remuneração total de R$ 15.010,29, dos quais R$ 546,71 foram classificados como verbas indenizatórias. Meira questionou o local onde o serviço seria prestado, mas não apresentou, na troca de mensagens, documentos sobre o tema.
Joyuson respondeu citando os 35 anos em que trabalhou no Banco do Brasil e os quatro mandatos exercidos como prefeito, sem detalhar suas atribuições atuais na administração de Salvador.
A referência à cassação diz respeito à decisão tomada pela Câmara de Utinga em agosto de 2023. Diego Meira perdeu o mandato por seis votos a cinco, sob a justificativa de quebra de decoro parlamentar. Ele contesta a decisão e afirma ter sido vítima de perseguição política.
Nas mensagens, Joyuson não informou se aceitaria o debate nem respondeu aos questionamentos sobre a Piemonte. Segundo Meira, o ex-prefeito o bloqueou depois da discussão.
Política
TRE-BA mantém decisão favorável a Jerônimo
Tribunal rejeitou recurso do União Brasil em processo que questionava suposto uso da estrutura de comunicação do Governo da Bahia em favor de candidatos petistas

O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) rejeitou um recurso apresentado pelo União Brasil e manteve a decisão que julgou improcedente a acusação de uso da estrutura de comunicação do Governo da Bahia para abastecer perfis ligados ao governador Jerônimo Rodrigues (PT) e aos candidatos ao Senado Rui Costa (PT) e Jaques Wagner (PT).
A ação questionava a utilização da estrutura de comunicação institucional do governo estadual durante o período eleitoral. A acusação sustentava que os recursos e canais oficiais poderiam ter sido empregados para beneficiar as candidaturas dos integrantes do grupo político.
Com a decisão do TRE-BA, permanece válida a sentença que considerou improcedente a acusação apresentada no processo. O julgamento representa mais um capítulo da disputa judicial envolvendo a comunicação institucional e a propaganda eleitoral na Bahia.
O caso está relacionado às regras que estabelecem limites para a utilização da máquina pública durante períodos eleitorais. A legislação busca impedir que estruturas, recursos ou serviços públicos sejam empregados de maneira irregular em benefício de candidatos ou partidos.
A decisão também ocorre em um cenário de forte atenção da Justiça Eleitoral sobre a propaganda política na internet, especialmente diante do crescimento do uso de redes sociais por candidatos e grupos políticos durante campanhas.
Ao analisar o recurso, o TRE-BA decidiu manter o entendimento adotado anteriormente no processo. Dessa forma, a acusação de utilização da estrutura de comunicação estadual para abastecer os perfis dos políticos mencionados permanece considerada improcedente no âmbito da decisão divulgada.
A decisão do tribunal mantém o resultado favorável ao governador Jerônimo Rodrigues, Rui Costa e Jaques Wagner no processo eleitoral questionado pelo União Brasil.
O episódio reforça a importância do acompanhamento das decisões da Justiça Eleitoral durante o período de campanha, principalmente em casos que envolvem uso da estrutura pública, comunicação institucional e propaganda eleitoral nas redes sociais.
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