Brasil
Estudo alerta para influência das redes sociais na saúde
Pesquisa revela que mais de 20% dos usuários ainda tomam decisões sobre cuidados médicos com base em conteúdos vistos nas plataformas digitais

Um estudo publicado nesta semana no Journal of the American Medical Association (JAMA) acendeu um alerta sobre o impacto das redes sociais na forma como as pessoas buscam informações relacionadas à saúde. A pesquisa mostrou que mais de um em cada cinco usuários ainda toma decisões sobre cuidados médicos com base em conteúdos encontrados nas plataformas digitais, mesmo diante da ampla desconfiança em relação à veracidade dessas informações.
Intitulado “Uso das redes sociais para obtenção de informações sobre saúde entre adultos nos EUA”, o levantamento ouviu mais de 7 mil adultos nos Estados Unidos para compreender como a população utiliza as redes sociais na busca por orientações e conteúdos ligados à saúde.
Os resultados indicam que quase 80% dos participantes acreditam que as informações sobre saúde divulgadas nas redes sociais são falsas ou enganosas. Apesar disso, uma parcela significativa dos entrevistados continua utilizando esse tipo de conteúdo como referência para decisões relacionadas ao bem-estar e aos cuidados médicos.
O estudo também identificou que essa tendência é mais frequente entre pessoas com mais de 65 anos e entre adultos latinos, grupos que apresentaram maior propensão a utilizar informações obtidas nas redes sociais como base para escolhas envolvendo a própria saúde.
Outro dado relevante da pesquisa mostra que a interação dos usuários vai além da leitura de conteúdos. Cerca de 85% dos entrevistados afirmaram já ter publicado ou compartilhado informações pessoais ou gerais relacionadas à saúde em suas redes sociais, evidenciando o crescente papel dessas plataformas na troca de experiências e informações sobre o tema.
Os pesquisadores destacam que os resultados reforçam a necessidade de ampliar a educação digital e incentivar a busca por informações de saúde em fontes confiáveis, reduzindo os riscos associados à disseminação de conteúdos incorretos ou descontextualizados que podem influenciar decisões importantes sobre tratamentos, prevenção de doenças e qualidade de vida.
Brasil
Grupo Dolly enfrenta pedido de falência por dívida bilionária
PGFN e PGE de São Paulo acionam a Justiça após débitos que ultrapassam R$ 15 bilhões com União, Estado e FGTS

A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) e a Procuradoria-Geral do Estado de São Paulo (PGE/SP) protocolaram nesta semana um pedido de falência contra empresas do Grupo Dolly, em razão de uma dívida que supera R$ 15 bilhões. O valor engloba débitos com a União, o Estado de São Paulo e o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), tornando o caso um dos mais expressivos envolvendo cobranças fiscais no país.
A iniciativa das procuradorias ocorre após uma mudança no entendimento do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que passou a equiparar a atuação das fazendas públicas à dos credores privados em processos de recuperação e falência. A nova interpretação permite que órgãos públicos solicitem judicialmente a falência de empresas inadimplentes, especialmente quando se trata de débitos elevados e de difícil recuperação.
Até então, prevalecia o entendimento de que a Fazenda Pública não possuía legitimidade para requerer a falência de contribuintes devedores. Com a decisão do STJ, abre-se um novo cenário jurídico para a cobrança de créditos tributários e outras obrigações fiscais consideradas de alta complexidade.
No caso do Grupo Dolly, o pedido de falência reúne cobranças acumuladas ao longo de anos, envolvendo tributos federais, estaduais e valores relacionados ao FGTS. O montante superior a R$ 15 bilhões evidencia a dimensão do passivo financeiro, fator que reforçou a decisão das procuradorias de recorrer ao instrumento da falência.
Especialistas avaliam que o novo entendimento poderá influenciar outros processos semelhantes em todo o país, ampliando as possibilidades de atuação das fazendas públicas na recuperação de créditos e aumentando a pressão sobre empresas com grandes passivos fiscais.
Caso a Justiça acolha o pedido, o processo seguirá os trâmites previstos na legislação falimentar, permitindo a análise da situação financeira das empresas envolvidas e a eventual liquidação de seus ativos para pagamento dos credores.
Brasil
EUA bloqueiam bens de investigados por elo com o PCC
Sanções do Departamento do Tesouro atingem brasileiros e empresas suspeitos de integrar rede de lavagem de dinheiro ligada à facção criminosa.

O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos detalhou, nesta quarta-feira (1º), as sanções aplicadas contra dois brasileiros, três empresas brasileiras e uma empresa portuguesa investigados por suposta ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC). As medidas ampliam o cerco financeiro contra pessoas e organizações apontadas pelas autoridades norte-americanas como integrantes de uma rede de lavagem de dinheiro.
Com a decisão, todos os bens e ativos dos alvos localizados sob jurisdição dos Estados Unidos ficam bloqueados, impedindo qualquer movimentação financeira envolvendo esses patrimônios. Além disso, cidadãos e empresas norte-americanas passam a estar proibidos de realizar negócios ou manter relações comerciais com os sancionados.
Outro ponto relevante das medidas é a possibilidade de aplicação de sanções secundárias. Isso significa que instituições financeiras estrangeiras que continuarem realizando transações com os investigados poderão ser alvo de restrições impostas pelo governo dos Estados Unidos, aumentando a pressão internacional sobre pessoas físicas e jurídicas incluídas na lista de sanções.
As restrições fazem parte da estratégia norte-americana de combate ao crime organizado transnacional e ao financiamento de organizações criminosas. O objetivo é dificultar o acesso dos investigados ao sistema financeiro internacional, reduzindo sua capacidade de movimentar recursos e manter operações econômicas.
As sanções possuem caráter administrativo e financeiro, não representando, por si só, uma condenação criminal. A medida integra os mecanismos utilizados pelos Estados Unidos para interromper fluxos financeiros considerados estratégicos para organizações investigadas por atividades ilícitas, reforçando a cooperação internacional no enfrentamento ao crime organizado.
Com o endurecimento das restrições, o governo norte-americano amplia as consequências econômicas para pessoas e empresas incluídas na lista de sanções, fortalecendo sua política de combate às estruturas financeiras atribuídas ao PCC e a outras organizações investigadas por crimes transnacionais.
Brasil
Inflação perde força em junho, mas segue em alta
IPC-S desacelera no mês, enquanto índice acumulado em 12 meses se aproxima do teto da meta de inflação.

O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) apresentou desaceleração ao longo de junho e encerrou o mês com alta de 0,36%, indicando uma redução no ritmo da inflação em relação às primeiras semanas do período. Apesar da perda de intensidade dos reajustes mensais, a inflação acumulada em 12 meses alcançou 4,32%, aproximando-se do teto da meta oficial, fixado em 4,5%.
Um dos principais fatores para a desaceleração foi o comportamento do grupo Alimentação, que registrou forte redução na velocidade dos aumentos de preços. Após avançar 1,57% na primeira semana de junho, o segmento fechou o mês com alta de 0,47%, contribuindo para aliviar a pressão sobre o índice geral.
Mesmo com esse desempenho mais moderado, especialistas alertam que o cenário ainda exige atenção. Segundo o economista André Braz, coordenador dos Índices de Preços do FGV Ibre, a análise da inflação acumulada em 12 meses depende da base de comparação utilizada.
De acordo com o economista, no mesmo período de 2025, as taxas mensais de inflação variavam entre 0,20% e 0,25%, níveis inferiores aos registrados atualmente. Isso faz com que, mesmo diante de uma desaceleração recente, o indicador acumulado continue apresentando crescimento, aproximando-se do limite estabelecido para a meta inflacionária.
A evolução da inflação permanece sendo um dos principais indicadores observados pelo mercado financeiro, investidores e autoridades econômicas, uma vez que influencia decisões sobre política monetária, taxas de juros e expectativas para o desempenho da economia brasileira nos próximos meses.
Embora a desaceleração do IPC-S represente um sinal positivo no curto prazo, o comportamento da inflação acumulada reforça a necessidade de acompanhamento constante da evolução dos preços, especialmente em setores que impactam diretamente o orçamento das famílias, como alimentação, habitação e serviços.
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