Polícia
Operação Janus cita coronéis da PM de São Paulo em investigação sobre o PCC
Relatórios do Ministério Público mencionam oficiais da reserva e da ativa em apuração que investiga suposta movimentação de recursos ilícitos e atuação em tribunais do crime.

A Operação Janus, deflagrada nesta terça-feira (21), colocou em evidência uma investigação do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) que apura a atuação de um núcleo suspeito de movimentar valores ilícitos em benefício do Primeiro Comando da Capital (PCC) e de participar dos chamados tribunais do crime.
De acordo com os relatórios que fundamentaram a operação, três coronéis da Polícia Militar de São Paulo foram citados ao longo das investigações. A ação teve como objetivo o cumprimento de 18 mandados de prisão, além de ordens de busca e apreensão autorizadas pela Justiça.
Entre os nomes mencionados está o coronel José Augusto Coutinho, que ocupou o cargo de comandante-geral da Polícia Militar de São Paulo até abril deste ano e atualmente está na reserva. Também foram citados o coronel Luiz Carlos Pereira Martins, apontado em referência a um grupo de mensagens em aplicativo, e um terceiro oficial identificado apenas como Patrício.
A investigação busca esclarecer a eventual participação de integrantes do grupo em um esquema que teria favorecido financeiramente integrantes da organização criminosa, além de possíveis vínculos com atividades relacionadas aos chamados tribunais do crime. A citação dos nomes nos relatórios não representa condenação ou comprovação de responsabilidade criminal, cabendo às autoridades aprofundar a apuração dos fatos.
A Operação Janus integra um conjunto de ações voltadas ao combate ao crime organizado e ao enfraquecimento das estruturas financeiras atribuídas ao PCC. As diligências seguem em andamento, enquanto os investigadores analisam documentos, aparelhos eletrônicos e demais materiais apreendidos durante a operação.
O caso amplia a repercussão das investigações sobre o combate às organizações criminosas no estado de São Paulo e deverá ter novos desdobramentos conforme o avanço das apurações conduzidas pelo Ministério Público e pelas autoridades competentes.
Polícia
Pastor registra últimos instantes de grupo antes de tragédia em rio
Fotografia feita momentos antes de uma tentativa de resgate pode ter sido o último registro das cinco vítimas com vida no rio Scioto, em Ohio, nos Estados Unidos.

Uma fotografia registrada pouco antes de uma tentativa de resgate terminar em tragédia ganhou repercussão internacional ao mostrar o que pode ter sido o último momento de cinco pessoas com vida no rio Scioto, localizado no estado de Ohio, nos Estados Unidos.
O autor da imagem é o pastor Marcus Leon Martin, que frequenta a região há mais de dez anos e conhece bem as características do rio. Segundo ele, o grupo ainda estava com a água na altura da cintura quando a fotografia foi feita.
Em relato à imprensa, Martin afirmou que teve a sensação de que algo não estava certo ao observar as pessoas próximas ao trecho do rio. Por esse motivo, decidiu registrar a cena, sem imaginar que a imagem se tornaria um dos últimos registros das vítimas antes da tragédia.
O pastor também revelou que conhece os riscos da área, especialmente devido aos declives acentuados e às mudanças bruscas na profundidade do rio, fatores que podem surpreender pessoas sem familiaridade com o local. Segundo ele, chegou a pensar em alertar o grupo sobre o perigo, principalmente porque havia duas crianças entre os pescadores.
A tentativa de resgate ocorreu pouco tempo depois, mas terminou de forma trágica. O caso mobilizou equipes de emergência e gerou grande comoção na comunidade local, reacendendo o debate sobre os cuidados necessários em áreas de rios com correntezas e variações repentinas de profundidade.
Especialistas reforçam que ambientes naturais podem apresentar riscos invisíveis, como buracos, desníveis e correntes submersas, tornando essencial a adoção de medidas de segurança e atenção redobrada durante atividades de lazer e pesca.
Polícia
Polícia investiga maus-tratos e possíveis homicídios em clínica de Candeias
Gerente foi preso após operação que resgatou 39 pacientes; investigação apura denúncias de tortura e possível ocultação de cadáveres

A investigação sobre a clínica de reabilitação localizada em Candeias, na Região Metropolitana de Salvador, ganhou novos desdobramentos após a prisão do gerente da unidade, onde 39 pacientes foram encontrados em situação de maus-tratos. As informações foram apresentadas na manhã desta quinta-feira (23) pelo delegado Marcos Laranjeira, titular da 20ª Delegacia Territorial (20ª DT/Candeias).
Segundo o delegado, além das denúncias de maus-tratos e tortura, a Polícia Civil passou a apurar a possível ocorrência de homicídios e ocultação de cadáveres. As investigações buscam esclarecer se há relação entre a clínica e possíveis enterros clandestinos em covas localizadas na região.
“Estamos apurando um fato de haver desova de cadáver em algumas dessas covas”, afirmou o delegado ao detalhar o andamento da investigação. A declaração amplia a gravidade do caso e reforça a necessidade de aprofundamento das diligências conduzidas pela equipe policial.
Durante uma nova operação realizada na unidade, os investigadores recolheram aparelhos celulares, notebooks e outros objetos que poderão auxiliar na produção de provas. O material passará por perícia para verificar se existem registros capazes de comprovar maus-tratos, torturas e eventuais homicídios relacionados ao funcionamento da clínica.
A Polícia Civil também trabalha na coleta de depoimentos de pacientes, funcionários e demais pessoas ligadas à instituição, enquanto analisa os equipamentos apreendidos para identificar possíveis responsabilidades criminais.
O caso segue sob investigação e poderá resultar em novas prisões, caso sejam confirmadas as suspeitas levantadas durante as diligências. A prioridade das autoridades é esclarecer todas as circunstâncias envolvendo o funcionamento da clínica e garantir a responsabilização dos envolvidos, caso as irregularidades sejam comprovadas.
Polícia
Júri de ex-vereador acusado de feminicídio começa na Bahia
George Passos de Santana é julgado em Feira de Santana pela morte da companheira, que estava grávida de oito meses

Teve início nesta quinta-feira (23), no Fórum Desembargador Filinto Bastos, em Feira de Santana, o júri popular do ex-vereador de Santo Estevão, George Passos de Santana, acusado de matar a companheira, Jéssica Regina Macedo do Carmo, em um crime ocorrido em 5 de fevereiro de 2022, na zona rural do município.
O julgamento, que tem previsão de durar dois dias, reúne representantes do Ministério Público, defesa, testemunhas e o Conselho de Sentença para analisar as circunstâncias do caso, que ganhou grande repercussão na Bahia pela gravidade dos fatos.
Segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público, o acusado teria efetuado um disparo de espingarda contra a vítima após uma discussão entre o casal. A acusação sustenta que Jéssica foi atingida pelas costas, circunstância que teria impossibilitado qualquer reação ou defesa.
Outro fator que agrava o caso é que a vítima estava grávida de oito meses no momento do crime. Em decorrência dos ferimentos, ela não resistiu e o bebê também morreu, conforme apontado na denúncia. O Ministério Público afirma ainda que a arma utilizada no crime era mantida de forma ilegal pelo acusado.
Durante o júri, serão apresentados depoimentos, provas periciais e demais elementos reunidos ao longo da investigação. Ao final do julgamento, os jurados decidirão se o ex-vereador será condenado ou absolvido das acusações, com base nas provas produzidas no processo e nos argumentos apresentados pela acusação e pela defesa.
O caso é acompanhado com atenção por autoridades e pela sociedade devido à sua gravidade e por envolver um possível caso de feminicídio com morte de gestante, um dos crimes de maior repercussão no estado.
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