Polícia
Família busca guarda de criança após prisão dos pais
Tia e avó paternas tentam obter a guarda provisória de menina de quatro anos enquanto caso tramita na Justiça

Familiares do lado paterno de uma criança de quatro anos iniciaram uma mobilização para tentar obter a guarda da menina após a prisão do pai e o envolvimento da família em um caso criminal.
A criança é filha de Gabriela e do pai do adolescente de 15 anos que confessou o crime. Segundo informações divulgadas pela defesa, tanto a menina quanto o adolescente estão atualmente sob custódia do Estado.
Diante da situação, uma tia e a avó paterna pretendem solicitar judicialmente a guarda da criança, inicialmente de forma provisória. Posteriormente, a família deverá buscar a guarda definitiva por meio de um processo na Vara de Família.
A advogada do pai, Gisely Steagall, informou que a criança está sob responsabilidade das autoridades e que os familiares pretendem recorrer à Justiça para garantir que ela permaneça sob os cuidados da família paterna.
“Dentro de um processo judicial na vara cível de família, a família vai tentar buscar a guarda provisória e depois a definitiva”, explicou a advogada.
O pedido deverá ser analisado pela Justiça, que avaliará as condições familiares e o melhor interesse da criança antes de definir quem ficará responsável legalmente por ela.
Enquanto o processo não é concluído, a situação da menina permanece sob acompanhamento das autoridades competentes. A definição da guarda deverá ocorrer conforme os procedimentos previstos na legislação de proteção à infância e à família.
Polícia
Operação mira falso banco ligado a igreja
Ação Golpe da Fé cumpre 38 mandados de busca e apreensão contra grupo suspeito de aplicar golpes financeiros, operar esquema de pirâmide e lavar dinheiro.

Uma operação policial deflagrada nesta terça-feira mira uma organização criminosa suspeita de aplicar golpes financeiros e lavar dinheiro por meio de um falso banco digital ligado a uma igreja evangélica. Batizada de Golpe da Fé, a ação busca desarticular um esquema que teria atraído vítimas com a promessa de rendimentos elevados.
Ao todo, estão sendo cumpridos 38 mandados de busca e apreensão contra pessoas investigadas por participação no esquema. Segundo as informações da investigação, o grupo teria estruturado uma espécie de pirâmide financeira, oferecendo aos participantes a possibilidade de obter ganhos de até 10% ao mês.
A promessa de retorno financeiro teria sido utilizada como principal estratégia para conquistar novos investidores. Com a entrada de novos participantes, o esquema teria movimentado recursos de forma irregular e provocado prejuízo superior a R$ 1 milhão.
As diligências ocorrem em diferentes pontos dos estados do Rio de Janeiro e de São Paulo. As equipes realizam buscas em endereços localizados na capital fluminense, Niterói, São Gonçalo, Duque de Caxias e na cidade de São Paulo.
De acordo com as investigações, a estrutura utilizada pelo grupo teria se apresentado como um banco digital, criando uma aparência de legitimidade para atrair pessoas interessadas em investimentos e serviços financeiros.
O vínculo com uma igreja evangélica também está no centro das apurações. A utilização de uma instituição religiosa como elemento de credibilidade teria contribuído para ampliar a confiança de potenciais vítimas e facilitar a captação de recursos.
A operação também investiga a possível utilização do esquema para lavagem de dinheiro, buscando identificar a origem, movimentação e destino dos valores obtidos por meio das atividades investigadas.
A Operação Golpe da Fé representa uma ofensiva contra crimes financeiros que utilizam promessas de ganhos rápidos e estruturas aparentemente legítimas para atrair vítimas. A investigação pretende identificar todos os envolvidos e dimensionar a extensão do prejuízo causado pelo esquema.
Com o cumprimento dos mandados, as autoridades devem reunir novos elementos para esclarecer o funcionamento da organização, a participação de cada investigado e a eventual existência de outros envolvidos.
Polícia
PF deflagra operação contra tráfico de maconha
Operação Colheita Proibida investiga organização criminosa envolvida no cultivo, beneficiamento, transporte e distribuição interestadual da droga.

A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (18), a Operação Colheita Proibida, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa suspeita de atuar no cultivo ilícito de maconha, beneficiamento, transporte e distribuição interestadual da droga.
A investigação mira a estrutura financeira e logística do grupo, que teria participação em diferentes etapas da cadeia de produção e comercialização do entorpecente. A ação busca reunir elementos para esclarecer o funcionamento da organização e identificar os envolvidos nas atividades criminosas.
Entre as medidas determinadas pela Justiça está o bloqueio de até R$ 50 milhões em contas vinculadas a 36 pessoas físicas e jurídicas. A decisão também prevê o sequestro de cinco imóveis relacionados aos investigados.
As medidas patrimoniais fazem parte da estratégia de combate ao financiamento e à estrutura econômica de organizações criminosas. Ao atingir recursos e bens associados às atividades investigadas, a operação busca impedir que o patrimônio continue sendo utilizado para sustentar o esquema.
A Operação Colheita Proibida também representa uma ofensiva contra o tráfico interestadual de drogas, uma vez que a investigação aponta para uma estrutura responsável não apenas pelo cultivo e beneficiamento da maconha, mas também pelo transporte e distribuição do entorpecente entre diferentes estados.
As ações realizadas nesta terça-feira integram o trabalho de investigação conduzido pela Polícia Federal para identificar a extensão da organização e responsabilizar os envolvidos.
Com o bloqueio milionário e o sequestro de imóveis, a operação também mira o patrimônio acumulado a partir das atividades criminosas investigadas, reforçando a atuação das autoridades no enfrentamento às organizações responsáveis pelo tráfico de drogas.
O nome da operação, “Colheita Proibida”, faz referência à atividade de cultivo ilícito que está no centro das investigações.
Polícia
Três anos sem Mãe Bernadete
Liderança quilombola foi assassinada em Pitanga dos Palmares, em Simões Filho, e continua sendo lembrada pela defesa dos direitos humanos e das comunidades quilombolas.

O assassinato de Mãe Bernadete, ocorrido em 17 de agosto de 2023, completa três anos e permanece marcado na memória da Bahia e de todo o país. Liderança quilombola e defensora dos direitos humanos, ela foi morta dentro de casa, na comunidade de Pitanga dos Palmares, em Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador (RMS).
A morte da ativista provocou comoção nacional e chamou atenção para a realidade enfrentada por comunidades quilombolas e lideranças que atuam na defesa de seus territórios, direitos e tradições.
Mesmo após a tragédia, familiares, amigos e instituições continuam trabalhando para manter viva a trajetória de Mãe Bernadete. Seu legado permanece associado à luta pela preservação da cultura quilombola, defesa dos direitos humanos e valorização das comunidades tradicionais.
O neto da liderança, Wellington Pacífico, de 25 anos, destaca que a família e a comunidade seguem empenhadas em preservar os ensinamentos deixados por Mãe Bernadete.
“Acredito que, apesar dos desafios cotidianos, que existem em muitas comunidades quilombolas, a gente tem feito um bom trabalho ao preservar o legado dela”, afirmou Wellington.
A trajetória de Mãe Bernadete ultrapassou os limites de Pitanga dos Palmares e ganhou projeção nacional justamente pela atuação em defesa dos direitos da população quilombola. Sua história também passou a simbolizar a resistência de comunidades tradicionais diante dos desafios enfrentados na preservação de seus territórios e de sua identidade cultural.
Três anos depois do crime, a memória de Mãe Bernadete continua presente entre aqueles que conviveram com a liderança e nas ações voltadas à proteção das comunidades quilombolas. O legado deixado por ela permanece como referência para novas gerações que seguem na luta por justiça, respeito e garantia de direitos.
A lembrança da ativista também reforça a importância do debate sobre a segurança de lideranças comunitárias e defensores de direitos humanos. Para familiares e pessoas próximas, manter viva sua história é uma forma de dar continuidade à luta que marcou sua trajetória.
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