Política
Auditor da Sefaz-BA volta a ser preso em Salvador
Olavo José Gouveia Olivia é investigado na Operação Khalas e teve prisão preventiva mantida pela Justiça após receber alta de clínica psiquiátrica

O auditor fiscal da Secretaria da Fazenda do Estado da Bahia (Sefaz-BA), Olavo José Gouveia Olivia, voltou a ser preso em Salvador após receber alta de uma clínica psiquiátrica onde realizava tratamento. O servidor havia passado pelo Hospital da Bahia e, posteriormente, pela Clínica Holiste Psiquiatria.
Olavo é ex-coordenador de fiscalização de petróleo e combustíveis da Sefaz-BA e é investigado no âmbito da Operação Khalas, que apura um suposto esquema envolvendo corrupção, manipulação de dados e crimes tributários relacionados ao setor de combustíveis.
Prisão preventiva foi mantida
A ordem de prisão preventiva foi expedida pela Justiça de Feira de Santana e posteriormente mantida pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). A Corte também negou um pedido apresentado pela defesa para que o auditor pudesse cumprir a prisão em regime domiciliar por razões humanitárias.
Em outro processo, relacionado à posse ilegal de arma, Olavo havia obtido liberdade provisória e estava submetido a medidas cautelares, entre elas o comparecimento periódico em juízo e a proibição de deixar a comarca sem autorização judicial.
No entanto, diante das acusações relacionadas à investigação de corrupção, a Justiça determinou novamente a prisão preventiva do servidor. Com a alta médica, ele deixou a unidade de saúde e foi encaminhado para a custódia policial.
Transferência para Feira de Santana
Após a realização da audiência de custódia, a prisão preventiva foi mantida. A Justiça também rejeitou os pedidos para que Olavo permanecesse custodiado em Salvador.
Com a decisão, foi determinada a transferência do auditor para o Conjunto Penal de Feira de Santana. Durante o período de prisão, a Secretaria de Administração Penitenciária deverá garantir o acompanhamento médico e psiquiátrico necessário.
A medida ocorre enquanto seguem os desdobramentos judiciais relacionados à Operação Khalas e às acusações atribuídas ao servidor.
Cremeb e Sefaz-BA apuram casos
O Conselho Regional de Medicina do Estado da Bahia (Cremeb) abriu uma apuração sobre a conduta da clínica psiquiátrica após uma denúncia apresentada pela família de Olavo relacionada à alta médica concedida.
Paralelamente, a Sefaz-BA instaurou um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para apurar as condutas atribuídas ao servidor no âmbito funcional.
As investigações e os processos seguem em andamento, e as acusações contra Olavo ainda serão analisadas pelas instâncias responsáveis.








