Saúde
Sesab confirma meningite como causa da morte de menina na Bahia
Angela Sofia Paranaguá de Araújo, de 8 anos, morreu após retornar à UPA de Luís Eduardo Magalhães; tipo da doença ainda não foi identificado e família questiona atendimento médico.

A Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) confirmou, nesta quarta-feira (28), que a morte de Angela Sofia Paranaguá de Araújo, de 8 anos, foi causada por meningite. A criança morreu em 16 de outubro, após retornar à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Luís Eduardo Magalhães, no oeste baiano. Até a divulgação da confirmação, o tipo da doença ainda não havia sido identificado.
O caso está sendo investigado, enquanto familiares questionam os procedimentos adotados durante os atendimentos médicos e levantam suspeitas de possível negligência. A confirmação da causa da morte, por si só, não determina se houve falha na assistência prestada.
Menina apresentou dores de cabeça e convulsões
Segundo relatos da família, Angela começou a apresentar dores de cabeça e no estômago na quinta-feira (15). Ela foi levada à UPA do município, onde recebeu medicação, passou por uma coleta de sangue e foi liberada para retornar para casa.
Na sexta-feira (16), porém, o estado de saúde da menina piorou. De acordo com os familiares, ela apresentou desorientação e convulsões, levando os parentes a procurar novamente atendimento na unidade de saúde.
A mãe relatou que, durante o segundo atendimento, a criança recebeu uma injeção e foi encaminhada à sala vermelha, destinada a pacientes em estado grave. A morte foi constatada pouco depois da chegada à unidade.
A declaração de óbito apontou meningoencefalite como causa da morte. A condição é caracterizada pela inflamação das meninges, membranas que revestem o cérebro e a medula espinhal, e do próprio tecido cerebral.
Tipo de meningite ainda não foi identificado
Para esclarecer as circunstâncias da morte e tentar identificar o agente infeccioso responsável, foram coletadas amostras de órgãos no Instituto Médico Legal (IML).
Antes da confirmação divulgada pela Sesab, o Ministério da Saúde havia informado que acompanhava a investigação e aguardava os resultados das análises laboratoriais.
A identificação do agente causador é importante para esclarecer qual microrganismo provocou a doença. A meningite pode ter diferentes origens, incluindo infecções bacterianas e virais, e a definição do tipo influencia as medidas de prevenção e controle.
Contatos próximos receberam antibióticos preventivos
Após a morte da menina, pessoas que tiveram contato próximo com ela procuraram atendimento preventivo. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, familiares, colegas de sala e profissionais que tiveram contato com Angela receberam antibióticos preventivos.
A pasta informou que não houve indicação de isolamento dessas pessoas. As medidas foram adotadas como parte dos cuidados relacionados à investigação do caso e à prevenção de possíveis transmissões, conforme a avaliação das autoridades de saúde.
A irmã de Angela, de apenas 1 ano, também chegou a ficar internada na UPA com sintomas gripais. Ela recebeu alta médica em 20 de outubro. Não há, nas informações divulgadas, confirmação de que a internação da bebê tenha relação com a morte da irmã.
Família questiona atendimento na UPA
Os familiares de Angela questionam a condução dos dois atendimentos realizados antes da morte e pedem esclarecimentos sobre os procedimentos adotados pela equipe médica.
A investigação deverá contribuir para esclarecer as circunstâncias do caso, incluindo a causa da infecção e a assistência prestada à criança. Até que os fatos sejam apurados, as suspeitas de negligência permanecem como questionamentos apresentados pela família.











