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Política

Denúncias graves contra Bolsonaro antecipam 2026

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O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que se tornou réu nesta semana no STF (Supremo Tribunal Federal) acusado de liderar uma trama golpista, admitiu ter conversado com auxiliares sobre estado de sítio, estado de defesa e intervenção federal em 2022, mas diz que essas possibilidades foram descartadas "logo de cara". As medidas estão previstas na Constituição para serem usadas para manter a ordem pública e a paz social ameaçadas por "grave e iminente instabilidade institucional", comoção grave de repercussão nacional ou guerra. Ele também citou o recurso ao artigo 142 da Constituição, que, na interpretação repetida por bolsonaristas, autorizaria as Forças Armadas a atuarem como uma espécie de poder moderador — essa visão já foi descartada pelo STF. Bolsonaro é acusado de cinco crimes, cujas penas somadas superam 40 anos. Questionado se uma eventual prisão significaria o fim da sua carreira política, disse: "É o fim da minha vida. Eu já estou com 70 anos".

Ex-presidente tenta manter-se no páreo, mas estratégia não convém a candidatos da direita, que precisarão se posicionar.

Segundo coluna da Folha, no plano jurídico, o futuro de Jair Bolsonaro (PL), denunciado por tentativa de golpe de Estado e outros crimes, é extremamente difícil. Tão difícil que o ex-mandatário vem privilegiando o front político.

A exemplo do que já fizeram Lula e Donald Trump, ele se declara vítima de perseguição e afirma que é candidatíssimo em 2026. Busca assim desqualificar tanto as acusações criminais como a inelegibilidade já decretada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Ao insistir nesse caminho, Bolsonaro antecipa a campanha presidencial de 2026 e obriga aliados que poderiam substituí-lo como candidato a se posicionarem.

O menos bolsonarista dos postulantes desse campo, o governador Ronaldo Caiado (União Brasil-GO), parece apostar no rompimento. Já disse que vai lançar-se pré-candidato logo, o que irritou o núcleo do ex-presidente.

Os outros dois potenciais candidatos mais “mainstream”, os governadores de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), e de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), optaram por permanecer fiéis à causa bolsonarista, defendendo o representante do PL.

Zema ainda deixou entreaberta uma porta de saída. Disse que a Justiça é pródiga em condenar e descondenar ao sabor do momento, mas acrescentou não ser jurista. Tarcísio, até por ser uma invenção política de Bolsonaro, foi bem mais enfático. Classificou a denúncia como “forçação de barra” e “revanchismo”.

A estratégia de Bolsonaro lhe convém, mas não interessa necessariamente ao campo conservador. Diante da impressionante erosão da popularidade de Lula, a direita deve chegar a 2026 com boas chances de vitória.

E, se Bolsonaro, na improvável hipótese de livrar-se dos enroscos jurídicos e da inelegibilidade, é o concorrente que tem vantagem na saída, conta, para a chegada, com altíssima rejeição. Uma figura menos controversa tenderia a sair-se melhor com os eleitores moderados, que poderão ser os fiéis da balança na disputa.

É aí que os cronogramas de Bolsonaro e dos demais potenciais postulantes começam a divergir. Se ao ex-mandatário interessa fingir que estará na disputa até o último instante, os governadores precisam de uma definição no mais tardar seis meses antes do pleito, quando vence o prazo de desincompatibilização.

Será uma espécie de hora da verdade. Bolsonaro terá de optar entre seus interesses pessoais e os do campo conservador; Zema e Tarcísio terão de definir se querem mesmo concorrer e se estão dispostos a finalmente romper com o ex-presidente.

Redação Saiba+

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Política

Margareth Menezes defende fim da escala 6×1 em Salvador

Ministra da Cultura participou de ato no Morro do Cristo da Barra e afirmou que a pauta representa uma defesa dos direitos dos trabalhadores

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A ministra da Cultura, Margareth Menezes, participou na manhã deste domingo (30) de um ato contra a escala de trabalho 6×1, realizado no Morro do Cristo da Barra, em Salvador. O evento reuniu artistas, grupos culturais e trabalhadores da Bahia.

Durante entrevista Margareth defendeu o avanço da discussão sobre a redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6×1 no Senado. Para a ministra, a reivindicação deve ser tratada como uma pauta relacionada aos direitos dos trabalhadores, independentemente de posicionamentos políticos.

Margareth destacou que o setor cultural também é formado por milhares de profissionais que enfrentam diferentes jornadas de trabalho e afirmou que os trabalhadores brasileiros têm direito a dois dias de descanso.

“A bandeira é do trabalhador e trabalhadora do Brasil. Todo o setor cultural também tem trabalhadores e trabalhadoras e, com certeza, o povo, o trabalhador e trabalhadora tem direito a dois dias de descanso”, afirmou.

A ministra também relacionou a discussão sobre a jornada de trabalho à saúde mental dos trabalhadores. Segundo ela, a reivindicação não deve ser vista como uma disputa entre grupos políticos, mas como uma defesa de direitos.

“Isso é uma questão de saúde mental, não é uma questão de tal grupo ou daquele grupo, é questão de uma defesa do direito do ser humano, do trabalhador e trabalhadora brasileira”, declarou.

O ato no Morro do Cristo da Barra reuniu representantes da cultura e trabalhadores em defesa da mudança no modelo de jornada. A mobilização reforça o debate nacional sobre a escala 6×1 e sobre os impactos das jornadas prolongadas na qualidade de vida dos profissionais.

Redação Saiba+

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Política

Ator de Carrossel lança candidatura a deputado estadual

Konstantino Atan, conhecido pelo personagem Adriano na novela infantil, disputa uma vaga na Assembleia Legislativa de São Paulo pelo MDB

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Conhecido nacionalmente por interpretar Adriano na novela infantil Carrossel, o ator Konstantino Atan decidiu ingressar na política e lançou candidatura a deputado estadual nas eleições deste ano.

O artista concorre pelo Movimento Democrático Brasileiro (MDB) e integra a base política do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).

Konstantino Antonio Atanassopulos ganhou destaque na televisão ao interpretar Adriano entre 2012 e 2013. Na trama, o personagem era conhecido pelo perfil sonhador e por seu quarto mágico, onde mantinha conversas com objetos que ganhavam vida, como a meia Chulé e a poltrona Seu Cadeirudo.

Além da carreira artística, o candidato possui ascendência familiar diversa. Konstantino é descendente de armênios por parte de mãe e de gregos por parte de pai.

A entrada do ator na disputa eleitoral marca uma nova fase em sua trajetória pública. Agora, o ex-integrante do elenco de Carrossel busca conquistar espaço na política paulista e uma cadeira na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo.

Redação Saiba+

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Política

Lourdes Melo é internada em hospital de Teresina

Candidata ao Governo do Piauí passou mal após apresentar um pico de pressão alta e permanece em observação médica

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A candidata ao Governo do Piauí pelo Partido da Causa Operária (PCO), Lourdes Melo, de 73 anos, foi internada em um hospital de Teresina após passar mal na sexta-feira (28).

Segundo informações divulgadas pela assessoria da candidata, Lourdes apresentou um pico de pressão alta e precisou receber atendimento médico. Ela permanece sob observação na unidade de saúde.

Na quinta-feira (27), a equipe da candidata já havia comunicado que Lourdes Melo não participaria dos compromissos de campanha previstos para a sexta-feira por motivos de saúde.

Até a manhã deste sábado (29), não haviam sido divulgadas novas informações sobre a evolução do quadro de saúde da professora aposentada.

Lourdes Melo ganhou projeção nacional durante as eleições de 2022, quando uma participação em debate eleitoral viralizou nas redes sociais, ampliando sua notoriedade fora do Piauí.

A equipe da candidata ainda não informou quando ela deverá receber alta ou se haverá alteração na agenda de campanha nos próximos dias.

Redação Saiba+

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