Política
PF apura desvio de máquinas agrícolas do Dnocs no governo Bolsonaro

Investigação apontou que equipamentos doados a associações ligadas à agricultura familiar na Bahia foram vendidos ou desviados.
A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quarta-feira (12) uma operação para apurar o desvio de máquinas e implementos agrícolas do Dnocs (Departamento Nacional de Obras contra a Seca) na Bahia.
A investigação mira doações de equipamentos realizadas no período entre 2019 e 2021, na gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Na época, o Dnocs da Bahia era comandado pelo advogado Lucas Lobão. No ano passado, ele foi um dos alvos da operação Overclean, que investiga desvios de recursos de emendas parlamentares e atingiu a cúpula do União Brasil.
O Dnocs foi procurado, mas ainda não se pronunciou sobre a operação.

A Polícia Federal informou que apura a existência de um esquema de desvio de equipamentos envolvendo servidores do Dnocs. Máquinas e implementos que deveriam ser entregues para associações ligadas à agricultura familiar foram vendidas ou desviadas para terceiros.
As investigações apontaram que os documentos em nome das associações eram forjados – sem o conhecimento dos representantes das associações – e que os equipamentos eram desviados em favor de terceiros totalmente estranhos aos quadros associativos.
Segundo a PF, a ausência de fiscalização do Dnocs sobre o uso das máquinas e implementos possibilitou o acobertamento dos desvios praticados.
No curso das investigações, a Polícia Federal recuperou parte dos equipamentos desviados e prossegue com as investigações para coletar novas evidências sobre a atuação da suposta associação criminosa e recuperar todos os itens.
A operação Metafanismo envolveu 35 policiais, que cumpriram nove mandados de busca e apreensão nas cidades de Salvador, Simões Filho e América Dourada.
Os investigados poderão responder pelos crimes de peculato, organização criminosa, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.

Política
Jaques Wagner recebe doação de R$ 533 mil
Primeiro suplente da chapa, Edvaldo Brito fez a transferência para a campanha do senador, que já soma R$ 583 mil em recursos recebidos.

O senador Jaques Wagner (PT), candidato à reeleição, recebeu uma doação de R$ 533 mil para sua campanha eleitoral. O valor foi transferido pelo primeiro suplente da chapa, o jurista e ex-prefeito de Salvador Edvaldo Brito (PSD).
A contribuição foi registrada na última segunda-feira (18) e ocorreu por meio de uma única transferência bancária. Com o novo aporte, Wagner passa a contabilizar R$ 583 mil em recursos recebidos para a campanha.
Antes da doação de Edvaldo Brito, o senador havia recebido R$ 50 mil do diretório estadual do PT.
O volume arrecadado coloca Wagner, conforme os dados apresentados, entre os candidatos ao Senado que já receberam recursos para a disputa eleitoral na Bahia.
Edvaldo Brito, que integra a chapa como primeiro suplente, é jurista e já exerceu os cargos de prefeito de Salvador e vereador da capital baiana.
O limite legal de gastos estabelecido para candidatos ao Senado na Bahia é de R$ 5,3 milhões. A legislação eleitoral determina regras específicas para arrecadação e utilização dos recursos durante a campanha, incluindo limites e formas permitidas de doação.
A movimentação financeira deverá constar na prestação de contas eleitoral dos candidatos e partidos, permitindo o acompanhamento das receitas e despesas declaradas ao longo da campanha.
A doação de R$ 533 mil representa a maior parte dos recursos recebidos até agora por Wagner, que iniciou oficialmente a movimentação financeira de sua candidatura com aportes de diferentes fontes.
Política
Ministro critica proposta de Flávio Bolsonaro
Dario Durigan questionou a ideia de criar um conselho fiscal com participação dos três Poderes e classificou a proposta como “balela”.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, criticou nesta quinta-feira (20) uma proposta atribuída ao senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A ideia prevê a participação dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário em uma espécie de conselho fiscal.
Durante entrevista à Rádio CBN, Durigan questionou a viabilidade da proposta e fez críticas ao cenário de relacionamento entre as instituições brasileiras.
“Como que se propõe isso, se no fundo a gente está vendo todo dia ataque aos outros Poderes, desrespeito institucional? Isso é balela, isso não é crível”, afirmou o ministro.
Embora não tenha citado nominalmente Flávio Bolsonaro, Durigan fez referência ao parlamentar ao classificá-lo como “o outro candidato que vem na oposição do presidente Lula”.
A declaração ocorre em meio ao debate eleitoral e às discussões sobre mecanismos de controle fiscal e a relação entre os diferentes Poderes da República. A proposta mencionada pelo ministro prevê uma estrutura que reuniria representantes do Executivo, Legislativo e Judiciário para tratar de questões relacionadas às contas públicas.
A manifestação de Durigan acrescenta mais um capítulo ao debate sobre política fiscal, responsabilidade nas contas públicas e equilíbrio institucional. O ministro defendeu seu posicionamento durante a entrevista e colocou em dúvida a efetividade de uma estrutura com esse formato diante do atual ambiente político.
O tema deve continuar em discussão durante o período eleitoral, especialmente diante das diferentes propostas apresentadas pelos candidatos para a condução da política econômica e fiscal do país.
Política
Cid Gomes lidera pesquisa ao Senado no Ceará
Levantamento RealTime/BigData divulgado nesta quinta-feira (20) mostra o senador com 27% das intenções de voto; Capitão Wagner e Luizianne Lins aparecem com 21% cada.

O senador Cid Gomes (PSB) aparece na liderança da disputa pelo Senado no Ceará, segundo pesquisa RealTime/BigData divulgada nesta quinta-feira (20). O parlamentar registra 27% das intenções de voto no levantamento.
Na sequência, Capitão Wagner (União Brasil) e Luizianne Lins (Rede) aparecem empatados com 21% cada. O resultado mostra uma disputa concentrada entre os principais nomes apresentados aos eleitores na pesquisa.
Na sequência da sondagem aparecem Alcides Fernandes (PL), com 14%, e Guilherme Theophilo (Novo), com 5% das intenções de voto.
Os demais candidatos tiveram índices menores. Catarina Matos (UP) e Reginaldo (PSTU) não pontuaram no levantamento.
Ainda de acordo com os dados divulgados, 5% dos entrevistados declararam voto branco ou nulo, enquanto 7% não souberam ou não responderam.
Os números retratam o cenário eleitoral no momento da realização da pesquisa e podem sofrer alterações ao longo da campanha, conforme a movimentação dos candidatos e a evolução das preferências do eleitorado.
A disputa pelas vagas do Ceará no Senado deverá ganhar novos contornos com o avanço do calendário eleitoral e a definição das estratégias das diferentes candidaturas.
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