Política
Candidata critica auxílios, mas aparece como beneficiária
Dados do Portal da Transparência, segundo informações apresentadas na denúncia, apontam que Sophia Barclay teria recebido benefícios sociais enquanto publicava críticas a programas federais.

A candidata a deputada federal por São Paulo, Sophia Barclay (PL), ganhou notoriedade nas redes sociais por publicar conteúdos com críticas a programas de assistência social do governo federal, entre eles o Bolsa Família e o Gás do Povo.
No entanto, dados atribuídos ao Portal da Transparência apontam que a candidata aparece como beneficiária dos programas desde 2018. Conforme as informações apresentadas, os pagamentos recebidos ao longo dos últimos oito anos somariam cerca de R$ 21 mil.
A situação gerou repercussão nas redes sociais por envolver uma aparente contradição entre o posicionamento público da candidata e o recebimento de benefícios sociais.
Os programas de transferência de renda têm como objetivo atender famílias que se enquadram nos critérios estabelecidos pela legislação. A eventual participação de uma pessoa em programas sociais, por si só, não determina irregularidade, já que a concessão depende do atendimento aos requisitos previstos para cada benefício.
No caso de Sophia Barclay, os dados divulgados colocam em evidência a relação entre suas manifestações públicas sobre políticas de assistência social e seu histórico como beneficiária.
A informação também reacende o debate sobre benefícios sociais, critérios de elegibilidade e posicionamento político nas redes sociais, especialmente em um período de preparação para as eleições.
A eventual existência de irregularidades nos pagamentos dependeria de uma análise específica dos critérios utilizados para a concessão dos benefícios e da situação cadastral da beneficiária em cada período.
A informação sobre os valores recebidos deve ser interpretada à luz dos registros oficiais e dos critérios de cada programa, evitando conclusões sobre eventual irregularidade sem comprovação pelas autoridades responsáveis.
O episódio deve continuar gerando repercussão no ambiente político e nas redes sociais, sobretudo pela exposição da candidata e pelo contraste apontado entre suas críticas aos programas de assistência e os registros de recebimento apresentados.
Política
TJ-BA afasta alegações de irregularidades nas eleições da APPMBA
Tribunal concluiu, em segunda instância, que as movimentações questionadas eram atos administrativos ordinários e não interferiram no pleito referente ao quadriênio 2022–2026

O Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) afastou as alegações de irregularidades que questionavam a legalidade e a legitimidade das eleições da APPMBA para o quadriênio 2022–2026. A decisão foi tomada na análise do processo nº 8137500-85.2022.8.05.0001.
Segundo o entendimento do Tribunal, as movimentações apontadas nos autos correspondiam a atos administrativos ordinários, sem capacidade de interferir na normalidade da eleição ou comprometer a manifestação da vontade dos associados.
Na prática, a decisão reafirma a regularidade do processo eleitoral e mantém válida a escolha feita nas urnas. O julgamento também afasta a tese de que os atos citados no processo teriam comprometido o resultado do pleito.
Em nota, a APPMBA afirmou que manteve, durante toda a tramitação, o respeito às instituições e a confiança na análise dos fatos pela Justiça. Segundo a entidade, o desfecho traz tranquilidade aos associados e reforça a importância de que divergências sejam tratadas pelos caminhos democráticos, institucionais e legais.
A associação informou ainda que, superada a discussão em segunda instância, continuará concentrando seus esforços na defesa dos direitos, na valorização e no fortalecimento dos policiais e bombeiros militares associados.
A APPMBA também reafirmou o compromisso de atuar com responsabilidade, transparência e respeito, mantendo o trabalho em defesa da tropa.
Política
Jaques Wagner recebe doação de R$ 533 mil
Primeiro suplente da chapa, Edvaldo Brito fez a transferência para a campanha do senador, que já soma R$ 583 mil em recursos recebidos.

O senador Jaques Wagner (PT), candidato à reeleição, recebeu uma doação de R$ 533 mil para sua campanha eleitoral. O valor foi transferido pelo primeiro suplente da chapa, o jurista e ex-prefeito de Salvador Edvaldo Brito (PSD).
A contribuição foi registrada na última segunda-feira (18) e ocorreu por meio de uma única transferência bancária. Com o novo aporte, Wagner passa a contabilizar R$ 583 mil em recursos recebidos para a campanha.
Antes da doação de Edvaldo Brito, o senador havia recebido R$ 50 mil do diretório estadual do PT.
O volume arrecadado coloca Wagner, conforme os dados apresentados, entre os candidatos ao Senado que já receberam recursos para a disputa eleitoral na Bahia.
Edvaldo Brito, que integra a chapa como primeiro suplente, é jurista e já exerceu os cargos de prefeito de Salvador e vereador da capital baiana.
O limite legal de gastos estabelecido para candidatos ao Senado na Bahia é de R$ 5,3 milhões. A legislação eleitoral determina regras específicas para arrecadação e utilização dos recursos durante a campanha, incluindo limites e formas permitidas de doação.
A movimentação financeira deverá constar na prestação de contas eleitoral dos candidatos e partidos, permitindo o acompanhamento das receitas e despesas declaradas ao longo da campanha.
A doação de R$ 533 mil representa a maior parte dos recursos recebidos até agora por Wagner, que iniciou oficialmente a movimentação financeira de sua candidatura com aportes de diferentes fontes.
Política
Ministro critica proposta de Flávio Bolsonaro
Dario Durigan questionou a ideia de criar um conselho fiscal com participação dos três Poderes e classificou a proposta como “balela”.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, criticou nesta quinta-feira (20) uma proposta atribuída ao senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A ideia prevê a participação dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário em uma espécie de conselho fiscal.
Durante entrevista à Rádio CBN, Durigan questionou a viabilidade da proposta e fez críticas ao cenário de relacionamento entre as instituições brasileiras.
“Como que se propõe isso, se no fundo a gente está vendo todo dia ataque aos outros Poderes, desrespeito institucional? Isso é balela, isso não é crível”, afirmou o ministro.
Embora não tenha citado nominalmente Flávio Bolsonaro, Durigan fez referência ao parlamentar ao classificá-lo como “o outro candidato que vem na oposição do presidente Lula”.
A declaração ocorre em meio ao debate eleitoral e às discussões sobre mecanismos de controle fiscal e a relação entre os diferentes Poderes da República. A proposta mencionada pelo ministro prevê uma estrutura que reuniria representantes do Executivo, Legislativo e Judiciário para tratar de questões relacionadas às contas públicas.
A manifestação de Durigan acrescenta mais um capítulo ao debate sobre política fiscal, responsabilidade nas contas públicas e equilíbrio institucional. O ministro defendeu seu posicionamento durante a entrevista e colocou em dúvida a efetividade de uma estrutura com esse formato diante do atual ambiente político.
O tema deve continuar em discussão durante o período eleitoral, especialmente diante das diferentes propostas apresentadas pelos candidatos para a condução da política econômica e fiscal do país.
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