Política
“Barrigada”. Wagner nega que tenha recusado ministério por conta da avaliação negativa do governo Lula

O senador Jaques Wagner (PT) negou nesta sexta-feira (PT) que tenha recusado um convite do presidente Lula para ser o titular da Secretaria de Relações Institucionais do governo, que tem status de ministério e faz a articulação política entre o Palácio do Planalto e o Congresso Nacional.
“Sabe que seus colegas de imprensa às vezes dão furo, mas às vezes dão barrigada”, disse Wagner.
Ele elogiou a escolha de Lula pela deputada federal Gleisi Hoffmann (PT-PR) para comandar a Secretaria de Relações Institucionais.
“Eu acho que Gleise vai se sair bem. As pessoas confundem os papéis. Como presidente (nacional) do PT, ela tinha uma postura de palanque, e tinha mesmo que esquentar. Agora ela vai articular. O presidente confia nela. E já tem gente adorando ela”, declarou o senador baiano.
Sobre a queda da avaliação positiva de Lula, apontada nas últimas pesquisas, Wagner minimizou os resultados. Ele lembrou que, em 2005, quando era o secretário de Relações Institucionais do primeiro governo de Lula, a avaliação do presidente também estava em baixa por conta do escândalo do mensalão. Entretanto, o petista foi reeleito em 2006.
“Eu sempre brinco que as pessoas não devem ficar tristes demais e nem alegres demais por conta de pesquisa. É óbvio que agora existe a diferença, para aquela época, do advento das redes sociais. Mas seguiremos trabalhando”, ressaltou.
Wagner também criticou o volume de recursos destinado aos deputados e senadores no Orçamento Geral da União (OGU) por meio das emendas parlamentares. “Lula já assumiu com essa situação. É bem diferente de 2003, no primeiro mandato Você já viu alguém sair da zona de conforto? É difícil, pois o Congresso ficou viciado nesse estilo. Continuo achando que o volume é um absurdo. E as emendas acabam pulverizando o dinheiro público, pois se deixa de fazer obras estruturantes”, argumentou.
As declarações de Wagner foram dadas durante a sessão solene para a entrega dos títulos de cidadão baiano ao ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet.
Política
Hugo Motta nega disputa por protagonismo com governo Lula
Presidente da Câmara afirma que debate sobre o fim da escala 6×1 não envolve rivalidade política

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos‑PB), afirmou nesta quinta-feira (26) que não existe qualquer “briga de ego” entre o Legislativo e o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em relação ao debate sobre o fim da escala 6×1. A declaração ocorre em meio ao avanço das discussões sobre mudanças na jornada de trabalho, tema que mobiliza parlamentares, centrais sindicais e setores empresariais.
Segundo Motta, a Câmara tem atuado de forma institucional e responsável, buscando construir um texto equilibrado e que considere os impactos econômicos e sociais da proposta. Ele destacou que o diálogo com o Executivo permanece aberto e que não há disputa por protagonismo, mas sim a intenção de garantir segurança jurídica e previsibilidade para trabalhadores e empregadores.
O presidente da Câmara também reforçou que o tema exige maturidade política e análise técnica, já que envolve mudanças estruturais nas relações de trabalho. Motta afirmou que o Parlamento seguirá conduzindo o debate com transparência e ouvindo todos os setores envolvidos.
A discussão sobre o fim da escala 6×1 deve continuar nas próximas semanas, com expectativa de novas audiências e articulações entre líderes partidários.
Política
Margareth Menezes defende Lei Rouanet e lança programa para interiorizar recursos
Ministra rebate críticas e anuncia iniciativa que amplia acesso de produtores culturais do interior à principal lei de incentivo do país

A ministra da Cultura, Margareth Menezes, se posicionou nesta quinta-feira (26) sobre as críticas envolvendo o uso da Lei Rouanet em apresentações artísticas. A manifestação ocorreu durante o lançamento do programa “Rouanet no Interior”, em Salvador, iniciativa que busca ampliar o acesso de produtores culturais de cidades do interior aos recursos de incentivo federal.
Durante o evento, Margareth destacou que a Lei Rouanet é um dos principais instrumentos de fomento à cultura no Brasil e que tem sido alvo de interpretações equivocadas. Segundo ela, o mecanismo é fundamental para garantir a circulação de espetáculos, a formação de público e a sustentabilidade econômica de artistas e grupos culturais.
A ministra ressaltou que o novo programa tem como objetivo descentralizar investimentos, permitindo que municípios fora dos grandes centros também tenham condições de desenvolver projetos culturais. A proposta inclui ações de capacitação, orientação técnica e apoio à elaboração de projetos, fortalecendo a cadeia produtiva da cultura no interior do país.
Margareth também enfatizou que o Ministério da Cultura vem adotando medidas para aperfeiçoar a transparência e a fiscalização dos projetos aprovados, assegurando que os recursos sejam aplicados de forma responsável e com impacto social.
O lançamento do “Rouanet no Interior” marca mais um passo na estratégia do governo federal de democratizar o acesso às políticas culturais e reduzir desigualdades regionais no setor.
Política
Jerônimo diz que chapa governista ainda não está definida
Governador afirma que composição eleitoral será fechada até março e que conversas continuam em andamento

O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), afirmou nesta quinta-feira (26) que a chapa governista para as eleições deste ano ainda não está definida. A declaração foi dada durante entrevista à Rádio A TARDE FM, onde o chefe do Executivo destacou que o grupo político segue em fase de construção e alinhamento interno.
Segundo Jerônimo, as articulações envolvem partidos aliados, lideranças regionais e representantes de diferentes setores da base. Ele reforçou que o processo está sendo conduzido com cautela e diálogo, e que a expectativa é de que tudo esteja concluído até março, prazo considerado estratégico para o planejamento eleitoral.
O governador também ressaltou que a definição da chapa deve refletir equilíbrio político, representatividade e compromisso com o projeto de continuidade da gestão estadual. Nos bastidores, nomes cotados seguem sendo avaliados, mas Jerônimo evitou antecipar decisões ou confirmar indicações.
A indefinição mantém o cenário aberto dentro da base governista, que trabalha para consolidar alianças e fortalecer a estratégia para o pleito deste ano.
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