Polícia
Caso Tchaca: “Não há movimentação financeira nos autos”
Assessoria afirma que os autos do processo não apontam qualquer tipo de movimentação financeira envolvendo Tchaca com os demais investigados.

A defesa do policial militar Lázaro Alexandre Pereira de Andrade, conhecido como Alexandre Tchaca, se manifestou oficialmente por meio de sua assessoria de imprensa após a prisão preventiva do PM na segunda fase da Operação Falsas Promessas. A operação, conduzida pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA), por meio do Gaeco, investiga um suposto esquema de rifas ilegais e lavagem de dinheiro.
De acordo com a nota divulgada, os autos do processo não apontam qualquer tipo de movimentação financeira envolvendo Tchaca e os demais investigados. A justificativa para a prisão preventiva, segundo os documentos, estaria restrita ao fato de o policial ter tido acesso prévio às informações da operação e, supostamente, ter atuado em favor de outros acusados, o que teria sido interpretado como uma tentativa de obstrução da investigação.
A assessoria reforça que Tchaca nega qualquer envolvimento com atividades ilícitas e destaca que sua prisão se deu unicamente por alegações relacionadas à suposta interferência no curso da operação, sem vínculo direto com os crimes principais investigados.
Tchaca chegou a denunciar publicamente que estava sendo vítima de um esquema de extorsão, afirmando que houve cobrança de R$ 80 mil por cada policial investigado, com a promessa de que as ordens judiciais se limitariam a buscas e apreensões, sem decretar prisões preventivas. Segundo a autoridade policial, os pedidos de prisão, indicam que foram indeferidos dias depois, entretanto não consta essa decisão nos autos, conforme apontado na investigação.

Autos da investigação / Crédito: Reprodução
O processo segue em segredo de Justiça. A defesa já ingressou com pedidos de revogação da prisão preventiva e aguarda manifestação judicial.
Polícia
Jornalistas são presos em operação na Bahia
Investigados por armazenamento de conteúdo de abuso sexual infantil, dois profissionais foram detidos durante ação da Polícia Civil em Salvador; autoridades afirmam que eles não possuem ligação entre si

Dois jornalistas foram presos nesta quinta-feira (27), em Salvador, durante a Operação Brilho do Amanhã, deflagrada pela Polícia Civil da Bahia para investigar crimes contra crianças e adolescentes no ambiente virtual.
Segundo o delegado Gabriel Cipriano, do Núcleo Especializado em Repressão a Crimes Contra Crianças e Adolescentes no Ambiente Virtual (NERCCA), Lucas Vinícius Santos da Conceição e Marcos Paulo Silva Acácio são investigados por armazenamento de conteúdo de abuso sexual infantil, conduta prevista no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Durante a operação, a polícia cumpriu mandados relacionados à investigação e realizou prisões de suspeitos apontados como envolvidos na prática dos crimes apurados. As diligências fazem parte de um trabalho de repressão à circulação e ao armazenamento de material de abuso sexual envolvendo crianças e adolescentes.
Investigados não têm relação entre si
De acordo com Gabriel Cipriano, os dois jornalistas foram identificados no decorrer das investigações, mas não existe, até o momento, indicação de vínculo entre eles.
O delegado explicou que a profissão exercida pelos dois é uma coincidência e não representa qualquer conexão entre os casos. As investigações tratam individualmente das condutas atribuídas a cada suspeito.
A autoridade policial também destacou que, embora existam investigações relacionadas ao compartilhamento desse tipo de material em diferentes situações, não há indícios de que Lucas Vinícius e Marcos Paulo tenham compartilhado conteúdo de abuso sexual infantil entre si.
Operação combate crimes no ambiente virtual
A Operação Brilho do Amanhã tem como foco a identificação de pessoas suspeitas de armazenar, produzir ou manter em circulação conteúdos criminosos envolvendo crianças e adolescentes.
As investigações conduzidas pela Polícia Civil buscam reunir elementos que possam esclarecer a extensão das condutas atribuídas aos alvos e identificar eventuais outros envolvidos.
A polícia reforça que as prisões e investigações não representam, por si só, condenação, cabendo à Justiça analisar as provas reunidas durante o procedimento.
O caso segue sob investigação, enquanto os materiais e dispositivos eventualmente apreendidos durante a operação passam por análise pericial para auxiliar na apuração dos fatos.
Polícia
Caminhoneiro é parado após PM suspeitar que criança dirigia
Jovem de 20 anos chamou a atenção dos policiais durante abordagem em Jaraguá do Sul por ter baixa estatura, voz aguda e aparência infantil

Uma situação inusitada chamou a atenção da Polícia Militar de Santa Catarina (PMSC) durante uma abordagem em Jaraguá do Sul, no Norte de Santa Catarina. Um caminhoneiro de 20 anos foi parado pelos agentes após os policiais suspeitarem que uma criança pudesse estar conduzindo o veículo.
O caso aconteceu na quinta-feira (20) e foi divulgado nesta quarta-feira (26). Segundo as informações divulgadas, Gabriel Allan Rodrigues, de 20 anos, possui cerca de 1,60 metro de altura, voz aguda e traços considerados infantis, características que despertaram a desconfiança da equipe durante a fiscalização.
Diante da suspeita, os policiais realizaram a abordagem e solicitaram a documentação do motorista. Gabriel apresentou a Carteira Nacional de Habilitação (CNH), comprovando que estava legalmente habilitado para conduzir o caminhão.
Após a conferência dos documentos e a confirmação da idade do motorista, o caminhoneiro foi liberado pelos policiais. A ocorrência rapidamente ganhou repercussão justamente pela situação incomum registrada durante a fiscalização.
O episódio também evidencia como características físicas podem provocar interpretações equivocadas em situações de abordagem. Apesar da aparência jovem, Gabriel já tinha 20 anos e estava devidamente habilitado para exercer a função de motorista profissional.
A ocorrência em Jaraguá do Sul chamou atenção nas redes sociais e gerou comentários sobre a aparência do caminhoneiro, que, segundo os relatos, teria surpreendido os agentes inicialmente. A situação foi esclarecida após a apresentação da CNH e a confirmação da identidade e da idade do condutor.
Polícia
Funcionária é presa por suspeita de fraude de R$ 2,9 milhões
Investigada teria liderado esquema que desviava pagamentos via Pix para contas de familiares em Salvador e Itaberaba

Uma funcionária de 26 anos foi presa nesta quinta-feira (27), durante a Operação Fluxo Oculto, deflagrada pela Polícia Civil em Salvador e Itaberaba, no interior da Bahia. Ela é suspeita de liderar um esquema criminoso envolvendo pagamentos fraudulentos realizados por empresas para contas bancárias de terceiros.
Segundo as investigações, cinco empresas teriam sido vítimas do esquema, que provocou um prejuízo superior a R$ 2,9 milhões. A suspeita teria utilizado mecanismos para alterar o destino de pagamentos corporativos, fazendo com que valores que deveriam ser destinados a fornecedores fossem direcionados para contas ligadas a pessoas próximas.
Fraudes envolviam pagamentos via Pix
De acordo com a Polícia Civil, o esquema apresentava uma estrutura considerada sofisticada e envolvia fraudes corporativas e lavagem de dinheiro por meio de operações bancárias realizadas via Pix.
As investigações apontam que as ordens de pagamento eram manipuladas de maneira a manter o nome de fornecedores verdadeiros no campo destinado ao beneficiário. Entretanto, os valores eram efetivamente encaminhados para contas bancárias de familiares da investigada.
Entre os beneficiários estariam a própria mãe da suspeita e o companheiro dela.
Investigação aponta atuação dentro das empresas
A condição de funcionária teria permitido à investigada acesso a informações e procedimentos relacionados aos pagamentos das empresas. A partir desse acesso, segundo a apuração policial, ela teria conseguido interferir nas operações financeiras sem levantar imediatamente suspeitas.
O modelo utilizado teria dificultado a identificação inicial das irregularidades, uma vez que os dados apresentados nos pagamentos indicavam fornecedores que realmente mantinham relação comercial com as empresas prejudicadas.
A Polícia Civil continua analisando documentos, movimentações financeiras e outros elementos reunidos durante a investigação para identificar toda a extensão do esquema e possíveis envolvidos.
Operação busca esclarecer destino dos valores
A Operação Fluxo Oculto tem como um dos objetivos rastrear o caminho do dinheiro e identificar os beneficiários dos valores desviados. A análise das contas bancárias poderá ajudar os investigadores a estabelecer a dinâmica das transferências e verificar eventual participação de outras pessoas.
Além da suspeita apontada como líder do esquema, a investigação deverá apurar a responsabilidade de possíveis integrantes que tenham auxiliado na movimentação ou ocultação dos recursos.
O caso segue sob investigação das autoridades competentes. As acusações ainda serão analisadas no decorrer do procedimento judicial, e os investigados têm direito à ampla defesa e ao contraditório.
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