Polícia
Opinião | Policiais Militares podem ser Influencers?
Entenda sobre a compatibilidade entre a atividade policial e a presença digital nas redes sociais

Resumo:
O texto discute a crescente presença de policiais militares nas plataformas digitais como TikTok, Instagram, Facebook e podcasts, analisando a legalidade e os limites éticos e disciplinares dessa prática. Sustenta-se, de forma parcial e fundamentada, que a atuação de policiais como influenciadores pode ser não apenas compatível com a função pública, mas também uma forma legítima de humanização da corporação e de aproximação com a sociedade, desde que respeitados os princípios constitucionais e os regulamentos internos da Polícia Militar.
Introdução
Com o crescimento das redes sociais como ferramentas de comunicação e influência, muitos servidores públicos passaram a ocupar espaços digitais, produzindo conteúdo voltado à educação, orientação social, opinião ou entretenimento. Nesse cenário, policiais militares também têm se tornado figuras públicas nas plataformas digitais, gerando debates sobre a legalidade e os impactos dessa atuação.
Embora críticas existam, é preciso observar que nenhuma norma constitucional ou legal proíbe, de forma absoluta, que policiais tenham vida pública digital, sendo necessário analisar os limites e garantias dessa atuação.
A função pública e a liberdade de expressão
A Constituição Federal de 1988 garante, no artigo 5º, IV e IX, a liberdade de manifestação do pensamento e de expressão artística, científica e comunicacional, inclusive a servidores públicos. Essa liberdade deve ser compatibilizada com os princípios da Administração Pública previstos no artigo 37, especialmente os da legalidade, impessoalidade, moralidade e eficiência.
Assim, a atuação do policial militar como influenciador digital não é, por si só, ilícita ou incompatível com a função pública, desde que não haja ofensa à hierarquia, à disciplina ou à imagem institucional da corporação.
A imagem institucional como ativo público e instrumento de aproximação
O uso da farda ou de símbolos da corporação em redes sociais deve ser cuidadosamente analisado. No entanto, não se pode ignorar que a imagem do policial humanizado, acessível e comunicativo pode fortalecer a confiança da população na segurança pública.
A atuação de PMs como criadores de conteúdo pode, inclusive, funcionar como uma extensão da atividade de polícia comunitária, aproximando a instituição da sociedade, desmistificando a figura do policial e promovendo valores de cidadania, ordem e respeito à lei.
Regulamentos militares e a atuação nas redes
Os regulamentos internos das PMs estaduais geralmente preveem restrições ao uso da imagem da corporação para fins político-partidários ou comerciais indevidos. Entretanto, essas regras não impedem manifestações que não comprometam a disciplina ou a cadeia de comando.
É necessário distinguir o que é uso indevido da função e o que é legítima expressão individual. Publicações com conteúdo motivacional, educativo, cotidiano ou mesmo humorístico, se respeitosas, não configuram, por si, transgressão disciplinar.
Além disso, é importante considerar o princípio da razoabilidade na interpretação de normas internas, evitando punições desproporcionais que possam ferir garantias constitucionais.
Monetização e publicidade: um ponto de atenção, não de proibição
Outro ponto polêmico é a possibilidade de monetização dos conteúdos por parte de policiais. A Constituição, em seu artigo 37, XVI, veda a acumulação de cargos públicos, mas não proíbe atividades privadas lícitas que não conflitem com a função pública, como a geração de renda por meio de redes sociais.
A jurisprudência administrativa vem se consolidando no sentido de que o servidor pode exercer atividade remunerada paralela, desde que não haja conflito de interesse, prejuízo à atividade principal ou uso indevido da estrutura pública.
Logo, a monetização de conteúdo digital por policiais não pode ser considerada automaticamente ilegal, sendo necessário analisar caso a caso.
Conclusão
A atuação de policiais militares como influenciadores digitais não deve ser vista como um desvio de conduta, mas como uma realidade que precisa ser regulamentada com bom senso e equilíbrio. Trata-se de um fenômeno contemporâneo que, se bem conduzido, pode contribuir para a imagem da corporação e para o engajamento da sociedade em temas como segurança pública, civismo e respeito às instituições.
Em vez de repressão ou censura, o caminho mais adequado parece ser o da normatização clara, com limites razoáveis, mas também com a valorização da iniciativa individual como forma legítima de participação social.
Escrito por Dinoermeson Tiago dos Santos Nascimento
- Advogado, Professor e Palestrante
- Diretor do Departamento Jurídico da FENACAB
- Vice-presidente da Comissão de Direito Militar da OAB-BA

O autor é especialista em Direito Militar e atua também na análise de temas que envolvem a atuação de agentes públicos em ambientes digitais, como discutido no texto “Policiais Militares podem ser Influencers?”
*As imagens utilizadas são de total responsabilidade do portal SaibaMaisBahia partindo de fotografias encontradas em redes sociais buscadores de pesquisas.
Polícia
Promoção de militares terá data fixa na Bahia
Governo do Estado estabelece o 2 de Julho como data anual para efetivação da Promoção por Condições Especiais na carreira dos oficiais militares estaduais

O Governo da Bahia estabeleceu o dia 2 de Julho como a data anual para a efetivação da Promoção por Condições Especiais (PCE) na carreira dos oficiais militares estaduais. A medida passa a vincular a promoção a uma das principais datas do calendário histórico baiano.
A determinação foi formalizada por meio do Decreto nº 24.702, de 30 de julho de 2026, publicado no Diário Oficial do Estado da Bahia. O texto regulamenta a efetivação da modalidade de promoção prevista no inciso VI do caput do artigo 126 da Lei nº 7.990, de 27 de dezembro de 2001.
Com a nova regulamentação, a PCE será efetivada anualmente no dia 2 de julho, mesma data em que a Bahia celebra sua Independência. A definição cria um marco anual para esse tipo de movimentação na carreira dos oficiais militares estaduais.
Nova regulamentação
A Promoção por Condições Especiais integra as modalidades previstas na legislação que disciplina o regime dos servidores militares estaduais. O decreto publicado pelo Governo da Bahia estabelece as regras para a efetivação desse mecanismo de promoção.
A medida confere maior previsibilidade ao calendário relacionado à carreira dos oficiais e estabelece uma data específica para a formalização das promoções enquadradas nessa modalidade.
O 2 de Julho, tradicionalmente marcado pelas celebrações da Independência da Bahia, passa também a representar uma data de referência para a carreira militar estadual. A escolha reforça a associação entre a data histórica e as instituições militares do estado.
Impacto na carreira militar
A regulamentação representa uma mudança importante na organização das promoções por condições especiais, ao definir um período anual para sua efetivação. A medida também proporciona um parâmetro objetivo para os procedimentos administrativos relacionados à modalidade.
O decreto está fundamentado na Lei nº 7.990/2001, que estabelece normas referentes aos militares estaduais da Bahia. A partir da regulamentação, os procedimentos relacionados à PCE passam a observar o calendário definido pelo Governo do Estado.
A iniciativa integra as medidas de organização da carreira dos oficiais militares estaduais e estabelece o 2 de Julho como marco anual para a Promoção por Condições Especiais na Bahia.
Polícia
Família é encontrada morta em apartamento de Curitiba
Três pessoas foram encontradas sem vida dentro do imóvel; polícia investiga as circunstâncias do caso e a origem dos ferimentos

Uma família foi encontrada morta na tarde desta terça-feira (25/8), dentro de um apartamento localizado em Curitiba, no Paraná. As circunstâncias das mortes ainda serão esclarecidas pelas autoridades responsáveis pela investigação.
De acordo com as informações preliminares, três pessoas foram encontradas sem vida no imóvel, apresentando ferimentos que, inicialmente, teriam sido provocados por uma faca.
A possível arma utilizada na ocorrência foi localizada ao lado do corpo do pai. O achado deverá ser analisado pela perícia, que ficará responsável por identificar os vestígios e contribuir para a reconstrução da dinâmica do caso.
Equipes de segurança foram acionadas após a descoberta e realizaram os primeiros procedimentos no apartamento. O local deverá passar por perícia para que sejam coletadas evidências que possam ajudar a esclarecer o que aconteceu.
Até o momento, a motivação das mortes não foi confirmada pelas autoridades. Também não há informações conclusivas sobre a participação de outras pessoas na ocorrência.
A investigação deverá analisar as circunstâncias que antecederam as mortes, os ferimentos encontrados nas vítimas e os demais elementos identificados no imóvel.
Novas informações devem ser divulgadas conforme o avanço dos trabalhos policiais e periciais.
Polícia
Operação encontra mansão de luxo ligada ao TCP no Rio
Imóvel localizado durante ação policial no Complexo de Israel possui academia, área gourmet e jacuzzi

Uma operação realizada nesta terça-feira (25/8) contra integrantes do Terceiro Comando Puro (TCP), que atuam no Complexo de Israel, na Zona Norte do Rio de Janeiro, levou policiais a uma mansão de luxo que seria ligada a um integrante da cúpula da organização criminosa.
O imóvel chamou a atenção das equipes pelas dimensões e pela estrutura encontrada no local. A mansão possui cômodos amplos, revestimentos em mármore, academia, área gourmet e jacuzzi, segundo imagens obtidas durante a ação.
Imóvel chama atenção pela estrutura
Um vídeo registrado no interior da residência mostra diferentes ambientes da propriedade. As imagens revelam espaços amplos e uma estrutura considerada sofisticada, destoando do cenário normalmente associado às áreas atingidas pela operação policial.
A localização do imóvel faz parte das diligências realizadas pelas forças de segurança para identificar patrimônio e estruturas supostamente vinculados a integrantes do TCP.
Além da busca por pessoas envolvidas com a organização, operações desse tipo também procuram identificar bens que possam estar relacionados à atividade criminosa, incluindo imóveis, veículos e outros patrimônios de alto valor.
Operação mira integrantes do TCP
A ação desta terça-feira teve como alvo traficantes apontados como integrantes do Terceiro Comando Puro que atuam no Complexo de Israel. A região, localizada na Zona Norte do Rio, é alvo de operações das forças de segurança em razão da atuação de grupos criminosos.
A descoberta da mansão deverá ser analisada pelas autoridades responsáveis pela investigação para determinar a propriedade formal do imóvel e eventual relação com os investigados.
A identificação de bens de alto padrão pode contribuir para as apurações sobre a estrutura financeira da organização criminosa, caso seja comprovada a ligação entre o patrimônio e os integrantes investigados.
As investigações continuam para esclarecer a origem dos recursos utilizados na aquisição e manutenção do imóvel e identificar outras propriedades que possam estar relacionadas ao grupo.
Polícia6 dias atrásAluna do CPM é vítima de estupro em Salvador
Política6 dias atrásAprovados do CPNUJE fazem mobilização nacional
Esportes5 dias atrásAlex Bruno chega a Salvador e aparece no Barradão
Entretenimento6 dias atrásPéricles cantará hino no NFL Rio Game
Brasil4 dias atrásAnúncio de mini dinossauros viraliza em MG
Entretenimento6 dias atrásXand Avião se diverte ao rever foto antiga
Saúde5 dias atrásPresidente de grupo de saúde perde decisão judicial
Polícia6 dias atrásAlunos são suspeitos de colocar laxante em bebida de criança














