Mundo
Trump taxa filmes estrangeiros e envia comitiva ao Brasil por segurança
Enquanto endurece medidas protecionistas para reerguer Hollywood, Trump manda coordenador de sanções a Brasília para tratar de crime organizado e terrorismo

O ex-presidente e atual pré-candidato à Casa Branca, Donald Trump, anunciou neste domingo (4) uma tarifa de 100% sobre todos os filmes produzidos fora dos Estados Unidos. A medida foi revelada por meio de uma publicação em sua rede social, a Truth Social, e marca uma nova ofensiva do republicano contra o que considera uma “devastação coordenada” da indústria cinematográfica americana por potências estrangeiras.
“A indústria cinematográfica nos Estados Unidos está morrendo rapidamente. Outros países estão oferecendo todos os tipos de incentivos para atrair nossos cineastas e estúdios para fora dos Estados Unidos”, escreveu Trump.
Segundo ele, a situação representa uma ameaça à segurança nacional por envolver, inclusive, “mensagens e propaganda”.
O anúncio vem acompanhado da ordem para que o Departamento de Comércio e o Representante de Comércio dos EUA iniciem imediatamente a aplicação da tarifa, atingindo qualquer produção audiovisual estrangeira que entre no mercado americano. “Queremos filmes feitos nos Estados Unidos, novamente!”, finalizou.
A nova política de tarifas é vista como uma tentativa de resgatar a força econômica e simbólica de Hollywood, em meio à crescente competição internacional e à fuga de produções para países com incentivos fiscais mais generosos, como Canadá, Hungria e Coreia do Sul.
Paralelamente à política interna, Trump reforça sua atuação diplomática com a América Latina. Também neste domingo, a embaixada dos Estados Unidos no Brasil confirmou que uma comitiva do Departamento de Estado desembarca em Brasília esta semana para discutir temas ligados à segurança pública, combate ao tráfico internacional de drogas e enfrentamento a organizações criminosas transnacionais.
A delegação será liderada por David Gamble, chefe interino da Coordenação de Sanções do órgão, e deverá manter reuniões bilaterais com autoridades brasileiras. Segundo comunicado oficial, os encontros abordarão os programas de sanções dos EUA direcionados ao combate ao terrorismo e ao crime organizado.
A visita ocorre dias após o deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) antecipar a movimentação diplomática e coincide com um raro encontro entre representantes dos governos Lula e Trump. Em Las Vegas, o ministro da Fazenda Fernando Haddad se reuniu com o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, marcando o primeiro contato formal de alto nível entre as duas administrações.
Mundo
Mortes por enchentes entre Nepal e China chegam a 675
Deslizamentos e fortes chuvas provocaram destruição na região de fronteira; cerca de 2,5 mil pessoas continuam desaparecidas

O número de mortos após os deslizamentos de terra e as enchentes que atingiram a região de fronteira entre Nepal e China chegou a 675, segundo uma atualização divulgada pelas autoridades de gestão de desastres neste sábado (29).
De acordo com a polícia nepalesa, cerca de 2,5 mil pessoas estão desaparecidas nos dois lados da fronteira. Entre os desaparecidos estão nepaleses, chineses e cidadãos de outras nacionalidades.
As equipes de emergência continuam atuando nas áreas mais afetadas, enquanto as autoridades trabalham para localizar vítimas e avaliar a extensão dos danos provocados pelas chuvas.
A situação permanece preocupante, principalmente porque novas chuvas são esperadas durante o fim de semana. A possibilidade de novos temporais aumenta o risco de outros deslizamentos e dificulta as operações de resgate.
A região atingida já registra grandes danos em cidades próximas à fronteira, além de problemas em estruturas essenciais, como sistemas de transporte, comunicação e geração de energia.
As autoridades seguem monitorando as condições meteorológicas e reforçando as operações de emergência diante da possibilidade de agravamento do cenário.
Mundo
Rei de Uganda morre aos 34 anos nos Estados Unidos
Oyo Nyimba Kabamba Iguru Rukidi IV assumiu o trono aos 3 anos e ficou conhecido internacionalmente como o monarca reinante mais jovem do mundo

O rei Oyo Nyimba Kabamba Iguru Rukidi IV, soberano do Reino de Tooro, em Uganda, morreu aos 34 anos. A confirmação do falecimento foi divulgada pelo primeiro-ministro do reino, Calvin Armstrong Rwomiire Akiiki, por meio de um comunicado oficial.
Segundo as informações divulgadas, o monarca morreu durante a noite enquanto recebia atendimento médico especializado nos Estados Unidos. Ele estava sob cuidados intensivos em um hospital norte-americano, onde realizava tratamento. A causa da morte não foi detalhada no comunicado.
Rei assumiu o trono aos 3 anos
Oyo Nyimba Kabamba Iguru Rukidi IV ficou conhecido mundialmente por ter assumido o trono ainda na infância. Aos apenas 3 anos de idade, tornou-se rei do Reino de Tooro, após a morte de seu pai, Patrick Matthew Kaboyo Olimi III, em 1995.
A ascensão precoce fez com que Oyo se tornasse uma figura de destaque no cenário internacional e fosse amplamente reconhecido como o monarca reinante mais jovem do mundo.
Apesar da pouca idade quando chegou ao trono, sua trajetória foi acompanhada de perto ao longo das décadas seguintes, especialmente por sua participação em atividades relacionadas ao desenvolvimento e à representação cultural do Reino de Tooro.
Reino de Tooro
O Reino de Tooro é uma monarquia tradicional localizada no oeste de Uganda. Embora os reinos tradicionais do país não exerçam o mesmo poder político de um governo nacional, eles possuem importância cultural e histórica para diferentes comunidades ugandenses.
Oyo tornou-se uma das figuras mais conhecidas da realeza tradicional de Uganda e manteve presença em eventos oficiais e atividades voltadas à preservação da identidade e das tradições do povo de Tooro.
A notícia de sua morte aos 34 anos encerra uma trajetória iniciada de maneira incomum, quando ainda era uma criança e passou a ocupar o trono de uma das tradicionais monarquias de Uganda.
Mundo
Elon Musk supera fortuna de 255 bilionários brasileiros juntos
Patrimônio estimado em US$ 870 bilhões coloca empresário sul-africano muito à frente da soma das maiores fortunas do Brasil

O empresário sul-africano Elon Musk acumula uma fortuna estimada em US$ 870 bilhões, equivalente a cerca de R$ 4,49 trilhões, segundo ranking divulgado pela revista Forbes. O valor chama atenção pela distância em relação ao patrimônio somado dos bilionários brasileiros.
De acordo com o levantamento, os 255 bilionários brasileiros listados em 2026 possuem, juntos, aproximadamente R$ 1,85 trilhão. Mesmo reunindo todas essas fortunas, o montante representa apenas uma parcela do patrimônio atribuído a Musk.
Na comparação direta, a fortuna de Elon Musk é cerca de 2,4 vezes maior que a riqueza acumulada pelos 255 bilionários brasileiros. A diferença evidencia a dimensão do patrimônio construído pelo empresário, que mantém posição de destaque entre as pessoas mais ricas do mundo.
Fortuna de Musk chama atenção
A comparação também mostra o tamanho da concentração de riqueza no topo do ranking global. Caso o número de bilionários brasileiros fosse duplicado, passando de 255 para 510 pessoas, o patrimônio combinado chegaria a aproximadamente R$ 3,73 trilhões.
Mesmo nesse cenário hipotético, porém, o valor ainda ficaria abaixo da fortuna estimada de Musk. Seriam necessários cerca de R$ 764 bilhões adicionais para alcançar os R$ 4,49 trilhões atribuídos ao empresário.
Diferença bilionária
Os números ajudam a dimensionar a distância entre uma das maiores fortunas individuais do mundo e o conjunto de grandes patrimônios brasileiros. Musk sozinho concentra uma riqueza superior à soma das fortunas de centenas de bilionários do país.
O patrimônio do empresário está associado principalmente às empresas e participações mantidas por ele, enquanto o ranking brasileiro reúne diferentes setores da economia, incluindo finanças, indústria, varejo, tecnologia e agronegócio.
A comparação entre os valores, portanto, reforça a posição de Elon Musk entre os indivíduos mais ricos do planeta e evidencia a enorme diferença existente entre as maiores fortunas individuais e a riqueza acumulada por grupos inteiros de bilionários.
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