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Política

Novas regras para cursos EAD: Governo adia novamente

Setor privado de ensino superior aguarda decreto presidencial enquanto cresce a pressão por regras claras e sustentáveis para a educação a distância no Brasil

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Ministro da Educação, Camilo Santana tem esperado definição do presidente Lula sobre as novas regras de EAD Foto: Wilton Junior

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) adiou novamente a publicação do novo marco regulatório da educação a distância (EAD) no ensino superior privado. É a terceira prorrogação consecutiva desde a primeira promessa, feita em junho de 2023, de reformular as normas para um setor que cresceu mais de 700% nos últimos anos, mas que enfrenta críticas crescentes quanto à qualidade e fiscalização.

A nova data para publicação foi estabelecida na Portaria publicada nesta sexta-feira (9) no Diário Oficial da União, prorrogando o prazo até 9 de junho ou até a publicação efetiva do novo decreto. A justificativa para o novo adiamento é a ausência do presidente Lula, que se encontra em viagem oficial à Rússia. O texto, segundo fontes, já foi elaborado pelo Ministério da Educação (MEC) e está na Casa Civil para ajustes finais.

O adiamento tem causado insegurança entre instituições privadas de ensino. Durante o Congresso Internacional de Educação a Distância (Ciaed), realizado esta semana em Curitiba, a expectativa era grande pela publicação do marco antes do encerramento do último prazo.

“As escolas não podem criar novos cursos, então existe um impacto muito forte, econômico, sobre as pequenas empresas”, alertou Beth Guedes, conselheira do Conselho Nacional de Educação (CNE) e vice-presidente da Associação Nacional de Universidades Particulares (Anup).

Segundo apuração as novas regras devem incluir o fechamento de metade dos cerca de 50 mil polos de EAD existentes no país, que hoje operam sem avaliação prévia ou autorização do MEC. Há relatos de polos funcionando em locais inadequados, como salas comerciais improvisadas em padarias ou postos de gasolina, especialmente em cidades pequenas.

Além disso, o novo marco deve proibir cursos 100% online nas áreas de Engenharia, Saúde (como Medicina, Enfermagem, Fisioterapia, Farmácia e Nutrição) e Licenciaturas. Essa decisão tem gerado forte reação no setor, que defende o acesso remoto como solução viável para estudantes que moram em regiões afastadas dos grandes centros.

A Associação Brasileira de Educação a Distância (Abed) divulgou um manifesto contrário à proposta e uma petição com milhares de assinaturas também vem sendo organizada por representantes do setor e especialistas.

Outros pontos sensíveis envolvem a exigência de infraestrutura mínima para polos presenciais, além da limitação de 50 alunos por turma nas atividades síncronas (ao vivo). Segundo o diretor de Regulação do MEC, Daniel Ximenes, o objetivo do marco é garantir qualidade mínima para o funcionamento desses cursos.

Hoje, menos de 1% dos cursos de graduação a distância avaliados pelo MEC receberam nota máxima (conceito 5) no último ciclo do Conceito Preliminar de Cursos (CPC). Dos 692 cursos analisados, apenas seis atingiram esse patamar. Em contrapartida, mais de 70% das novas matrículas no ensino superior privado já são feitas em cursos EAD.

O atraso na publicação do marco regulatório também compromete a implementação de novas ferramentas de avaliação do ensino superior, desenvolvidas pelo Inep (Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira). A avaliação in loco, por exemplo, ainda não pode ser colocada em prática até que as novas diretrizes para EAD estejam oficialmente em vigor.

Redação Saiba+

Política

Jaques Wagner visita Otto Alencar internado em Salvador

Senador do PT presta solidariedade ao presidente do PSD após mal-estar na Bahia

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Visita de Wagner ocorre em meio a pressões políticas e discussões sobre a formação da chapa para o Senado na Bahia | Bnews - Divulgação Reprodução

O pré-candidato ao Senado, Jaques Wagner (PT), realizou uma visita ao senador Otto Alencar (PSD) na manhã deste domingo (8), no Hospital Aliança, em Salvador. Otto, que preside o PSD na Bahia, está internado após passar mal durante uma agenda em Lapão, no interior do estado.

A visita de Wagner reforça a relação política e pessoal entre os dois parlamentares, que têm atuado juntos em pautas estratégicas para a Bahia. Segundo informações divulgadas, Otto Alencar segue em observação médica, mas apresenta quadro estável.

O mal-estar ocorreu após compromissos políticos no município de Lapão, onde o senador cumpria agenda pública. A internação preventiva foi recomendada para garantir acompanhamento adequado e realização de exames.

A presença de Jaques Wagner no hospital foi vista como um gesto de solidariedade e apoio ao colega de longa data, em um momento em que ambos se preparam para um ano de intensa movimentação política no estado.

Redação Saiba+

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Política

PT de Salvador inicia articulação para eleições

Vinicius Calmon diz que partido trabalha para fortalecer unidade interna no estado

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Vinicius Calmon ainda afirmou que José Dirceu voltará a Câmara de Deputados com um “tapete vermelho” e com a força do PT | Bnews - Divulgação

O vice-presidente do PT em Salvador, Vinicius Calmon, afirmou que o momento é de “arrumar a casa” para preparar o lançamento das candidaturas que irão disputar as eleições estaduais deste ano. Segundo ele, o partido está focado em organizar suas bases e alinhar estratégias para entrar no pleito com maior coesão.

Calmon destacou que, sob a condução do governador Jerônimo Rodrigues (PT) e do secretário de Relações Institucionais, Adolpho Loyola, o PT deve chegar ao período eleitoral unido e fortalecido, reforçando a importância da articulação interna para garantir competitividade nas urnas.

De acordo com o dirigente, o diálogo entre lideranças municipais, estaduais e movimentos sociais tem sido fundamental para consolidar um projeto político consistente. A expectativa é de que as definições sobre candidaturas e alianças avancem nas próximas semanas, acompanhando o calendário eleitoral.

O PT aposta na reorganização interna como estratégia para ampliar sua presença nos municípios e fortalecer a base de apoio ao governo estadual.

Redação Saiba+

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Política

Lentidão da PF para avançar no caso do INSS envolvendo Lulinha incomoda Mendonça

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Roberta Luchsinger, Lulinha e outra amiga, Priscilla Bittar: pagamento pelo serviço de lobby seria de 25 milhões de reais.Redes sociais

Chegou ao Planalto uma informação que alarmou Lula, segundo um aliado. Relator do escândalo do INSS no Supremo, o ministro André Mendonça teria cobrado a Polícia Federal sobre uma suposta inércia nas investigações contra Lulinha.

Pelo relato levado ao palácio, o ministro teria questionado a ausência de diligências contra o filho de Lula. A PF já poderia ter pedido pelo menos a apreensão do passaporte de Lulinha.

Diante das cobranças, investigadores da PF ouvidos pelo Radar ponderaram que o trabalho em relação ao filho de Lula está, sim, avançando. A leitura é de que o caso evolui ancorado em provas. “O concreto é que há um relato sobre pagamentos ao Lulinha. Quem operaria isso está preso pela PF e sendo investigado”, diz uma fonte da instituição.

Redação Saiba+

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