Política
Lula prepara Guilherme Boulos para ministério enquanto PSOL racha sobre cortes na Educação
Presidente avalia nomeação de Boulos para Secretaria-Geral da Presidência, mas enfrenta críticas dentro e fora do PSOL por decreto que limita gastos em universidades

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) revelou a lideranças do partido que deve nomear Guilherme Boulos (PSOL-SP) como novo ministro do governo, com expectativa de que ele assuma a Secretaria-Geral da Presidência da República. A confirmação oficial ainda não foi feita, mas fontes do Planalto indicam que a decisão é considerada “certa”.
Boulos, uma das principais lideranças da esquerda brasileira, acompanhou Lula em sua viagem ao Uruguai para o velório de Pepe Mujica, e vem sendo cotado para um cargo de primeiro escalão desde março. Segundo interlocutores, o presidente adotou a mesma estratégia usada com Gleisi Hoffmann: testar a repercussão antes da nomeação.
O parlamentar paulista já teria garantido que não pretende disputar cargos em 2026, assegurando a Lula que sua prioridade será a reeleição do petista. Essa postura teria sido decisiva para sua aceitação dentro do núcleo político do governo.
Apesar disso, a demora de Lula em anunciar mudanças em sua equipe ministerial tem causado desconforto entre aliados. Desde 2023, o presidente acena com uma reforma administrativa que avança lentamente. O movimento para incluir Boulos no governo, embora esperado, agrava um novo ponto de tensão: o descontentamento com os cortes na área da educação.
Deputadas do PSOL se rebelam contra corte nas universidades
Em meio às negociações para a entrada de Boulos no governo, duas deputadas do PSOL – Fernanda Melchionna (RS) e Sâmia Bomfim (SP) – protocolaram um projeto para sustar um decreto do próprio Lula que limita os gastos das universidades federais.
O decreto, publicado no final de abril, reduziu R$ 2,5 bilhões do orçamento do Ministério da Educação, gerando reações em toda a comunidade acadêmica. Os repasses às universidades foram fragmentados em 18 parcelas mensais, o que, na prática, inviabiliza o funcionamento de muitos serviços básicos nas instituições públicas.

“Os recursos, ainda que previstos, não poderão ser legalmente utilizados, tornando-se inexecutáveis”, apontam as deputadas no requerimento. Para elas, trata-se de um corte disfarçado que ameaça o futuro da educação superior no Brasil.
Melchionna classificou a medida como “resultado de uma política econômica nefasta”, em referência ao arcabouço fiscal aprovado pelo Congresso. Sâmia Bomfim, por sua vez, lembrou que o PSOL votou contra o novo regime fiscal justamente por prever contingenciamentos em áreas essenciais.
As críticas internas, mesmo em um partido prestes a assumir mais um ministério, mostram que a relação entre PSOL e governo Lula ainda está longe de ser pacificada. O futuro de Boulos como ministro, embora quase certo, poderá ter que equilibrar agendas políticas distintas — e até contraditórias — dentro do próprio campo progressista.
Política
Derrota de Elmar no TCU repercute na Bahia
Votação expressiva no Congresso gera reações de Bruno Reis e Jerônimo durante evento em Salvador

A derrota do deputado federal baiano Elmar Nascimento (União Brasil) na disputa por uma vaga de conselheiro do Tribunal de Contas da União (TCU) repercutiu entre importantes lideranças políticas da Bahia. O tema foi comentado durante a abertura da Bienal do Livro 2026, evento que reuniu autoridades e representantes políticos em Salvador.
Entre os presentes estavam o prefeito da capital baiana, Bruno Reis (União Brasil), e o governador Jerônimo Rodrigues (PT), que acompanharam de perto os desdobramentos da votação. O resultado foi interpretado como um movimento político relevante no cenário nacional, com impactos diretos nas articulações partidárias.
Na votação secreta realizada na noite de terça-feira (14), Elmar Nascimento foi derrotado por ampla margem. O parlamentar recebeu 96 votos, contra 303 votos conquistados por Odair Cunha (PT-MG), consolidando uma vitória expressiva no Congresso Nacional.
A disputa pela vaga no TCU mobilizou diferentes forças políticas e evidenciou a correlação de forças no Legislativo. A diferença significativa de votos reforça o peso das alianças partidárias e da articulação política em decisões estratégicas no Congresso.
Nos bastidores, a derrota de Elmar é vista como um revés importante para seu grupo político, enquanto a vitória de Odair Cunha fortalece o campo governista em âmbito federal. O episódio também deve influenciar futuras negociações e alinhamentos entre partidos, especialmente em um contexto pré-eleitoral.
Política
Jerônimo articula estratégia para reeleição
Governador reúne base aliada no Palácio de Ondina para alinhar comunicação e fortalecer projeto político

Dias após anunciar a composição da chapa majoritária, o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), deu mais um passo estratégico rumo à consolidação de sua base política. O chefe do Executivo estadual reuniu, na noite da última segunda-feira (13), o conselho político e lideranças dos partidos aliados para discutir os próximos movimentos eleitorais e de comunicação.
O encontro ocorreu a portas fechadas no Palácio de Ondina, residência oficial do governador, e teve como foco principal o alinhamento de discurso e a definição de estratégias visando a manutenção do grupo governista no poder.
Segundo informações de bastidores, a reunião serviu para fortalecer a coesão entre os partidos da base e ajustar pontos considerados fundamentais para a campanha, incluindo posicionamento político, narrativa pública e atuação nas redes sociais. A antecipação dessas articulações demonstra a intenção do governo em estruturar uma campanha sólida e competitiva.
A movimentação de Jerônimo Rodrigues ocorre em um cenário de intensa disputa política no estado, onde alianças e estratégias de comunicação têm papel decisivo. O objetivo central é garantir unidade entre os aliados e ampliar o alcance das ações do governo junto à população, reforçando a imagem da gestão e seus resultados.
Com a base mobilizada e o planejamento em andamento, a expectativa é de que novas reuniões e agendas políticas sejam realizadas nas próximas semanas, consolidando o projeto de reeleição e ampliando o diálogo com diferentes setores da sociedade baiana.
Política
Governo reduz jornada de terceirizados federais
Decreto assinado por Lula diminui carga horária para 40 horas semanais sem corte de salários

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou, nesta segunda-feira (13), um decreto que reduz a jornada de trabalho de profissionais terceirizados da administração pública federal. A medida estabelece a diminuição da carga horária de 44 para 40 horas semanais, sem qualquer redução salarial, beneficiando milhares de trabalhadores em todo o país.
A iniciativa amplia uma política que já vinha sendo implementada desde 2024 e agora passa a abranger todas as categorias de serviços com dedicação exclusiva ao setor público. Com a nova etapa, cerca de 40 mil trabalhadores serão contemplados, somando-se a outros quase 20 mil já beneficiados anteriormente.
O decreto tem como objetivo promover melhores condições de trabalho, equilibrando a carga horária com a qualidade de vida dos profissionais. A manutenção dos salários mesmo com a redução da jornada é um dos pontos mais relevantes da medida, garantindo estabilidade financeira aos trabalhadores.
Além disso, a decisão reforça uma tendência global de revisão das jornadas tradicionais, com foco em produtividade e bem-estar. No contexto da administração pública, a mudança também busca padronizar contratos e adequar práticas às novas diretrizes trabalhistas adotadas pelo governo federal.
Especialistas avaliam que a ampliação da política pode gerar impactos positivos tanto no ambiente de trabalho quanto na eficiência dos serviços prestados. A expectativa é de que a medida contribua para maior satisfação dos trabalhadores e melhor desempenho das atividades no setor público.
Com a assinatura do decreto, o governo federal dá mais um passo na reformulação das condições de trabalho de terceirizados, consolidando uma política que deve continuar em expansão nos próximos anos.
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