Política
Ivana Bastos reage à invasão da AL-BA por servidores do TJ-BA
Presidente da Assembleia Legislativa da Bahia cancela sessão e defende respeito ao Parlamento: “A ALBA é a Casa do Povo, mas com ordem e diálogo”

A presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), deputada Ivana Bastos (PSD), repudiou com firmeza a invasão do plenário ocorrida na tarde desta terça-feira (27), protagonizada por servidores do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) que estão em greve desde o início do mês.
Em nota oficial, a AL-BA informou que os manifestantes invadiram o plenário antes do início da sessão ordinária, comprometendo o funcionamento da Casa e colocando em risco a integridade de parlamentares, servidores e o patrimônio público. Por motivos de segurança, a presidente determinou o cancelamento dos trabalhos do dia.
“Nosso compromisso com o diálogo e com os direitos dos trabalhadores permanece firme. Mas a invasão de um espaço democrático, como o plenário desta Casa, rompe qualquer possibilidade de construção coletiva e impede o funcionamento legítimo do Parlamento”, afirmou Ivana Bastos.
O protesto, promovido por servidores do judiciário estadual, faz parte da mobilização da categoria por reajustes salariais e melhorias nas condições de trabalho, mas a forma da manifestação gerou ampla repercussão e foi considerada inaceitável por parlamentares da base e da oposição.
Ivana Bastos reforçou que a Assembleia Legislativa é um espaço plural e democrático, mas que o exercício da cidadania precisa respeitar os limites do Estado Democrático de Direito.
“A ALBA é e continuará sendo a Casa do Povo, mas dentro dos princípios que sustentam o Estado Democrático de Direito, onde a convivência respeitosa é base para qualquer avanço coletivo”, declarou a deputada.
Mesmo diante do episódio, Ivana reiterou que o canal de diálogo com os trabalhadores permanece aberto, mas destacou que atitudes radicais não contribuem para a negociação e o entendimento entre os Poderes.
A greve dos servidores do TJ-BA já dura quase um mês e tem impactado o funcionamento de diversas unidades do Judiciário em todo o estado. A expectativa é que novas rodadas de negociação ocorram nos próximos dias com mediação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do governo estadual.
Política
Maierovitch pede investigação sobre repasses milionários a políticos
Ex-juiz federal afirma que Ministério Público deve apurar com urgência transferências financeiras atribuídas ao Banco Master e à Reag, citando nomes da política nacional

O ex-juiz federal Wálter Maierovitch defendeu a abertura de uma investigação urgente sobre repasses milionários atribuídos ao Banco Master e à empresa Reag a políticos brasileiros. A declaração foi feita na última quarta-feira (11), durante participação na programação do UOL News, ao comentar informações que circulam no cenário político.
Durante a análise, Maierovitch destacou que cabe ao Ministério Público aprofundar a apuração para esclarecer a origem e a finalidade das transferências financeiras, consideradas expressivas e que teriam sido direcionadas a figuras da política nacional.
Entre os nomes citados está ACM Neto, ex-prefeito de Salvador e uma das principais lideranças políticas da Bahia, que, segundo os dados mencionados no debate, teria recebido cerca de R$ 3,6 milhões. O ex-juiz ressaltou que a investigação é necessária para verificar a legalidade das operações e garantir transparência no financiamento político.
Para Maierovitch, a atuação rápida dos órgãos de controle é essencial para evitar dúvidas sobre possíveis irregularidades e assegurar que as relações entre o setor financeiro e agentes públicos ocorram dentro da legalidade prevista pela legislação brasileira.
O comentário do ex-magistrado ocorre em um momento em que o debate sobre financiamento político e transparência nas relações entre empresas e lideranças públicas ganha força no país, especialmente diante de questionamentos sobre doações, repasses e movimentações financeiras envolvendo figuras políticas.
Especialistas apontam que a eventual abertura de investigação pode ajudar a esclarecer o contexto das transferências e definir se houve irregularidades ou se os repasses seguiram os parâmetros legais, como doações eleitorais ou contratos formalizados.
Enquanto isso, o tema segue repercutindo nos bastidores da política nacional, ampliando o debate sobre transparência, fiscalização e responsabilidade na movimentação de recursos envolvendo agentes públicos e instituições financeiras.
Política
Encontro entre Lula e Trump é adiado por tensão internacional
Reunião presencial entre os presidentes do Brasil e dos Estados Unidos deve ocorrer apenas no próximo mês diante do agravamento da crise geopolítica envolvendo Washington e o Irã.

O aguardado encontro entre o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e o líder norte-americano, Donald Trump, sofreu alteração na agenda diplomática e deve ocorrer apenas no próximo mês. Inicialmente previsto para a segunda quinzena de março, o compromisso foi adiado em razão do agravamento das tensões internacionais.
Nos bastidores da diplomacia, a principal razão apontada para a mudança no calendário é o aumento da instabilidade geopolítica provocada pela escalada do conflito envolvendo os Estados Unidos e o Irã. O cenário internacional exige atenção direta da Casa Branca e tem provocado ajustes em compromissos estratégicos da política externa norte-americana.
A reunião entre Lula e Trump é considerada um encontro de grande relevância para as relações bilaterais entre Brasil e Estados Unidos, especialmente em um momento de reorganização de alianças globais e de debates sobre comércio, segurança internacional e cooperação econômica.
O diálogo entre os dois líderes também é visto como oportunidade para discutir temas estratégicos como investimentos, relações comerciais, cooperação energética e estabilidade internacional, pontos que têm ganhado destaque nas agendas diplomáticas das duas nações.
Com o adiamento, as equipes diplomáticas dos dois governos seguem trabalhando para redefinir uma nova data que permita a realização do encontro em um ambiente internacional mais estável. A expectativa é que a reunião presencial aconteça no próximo mês, caso o cenário global permita maior previsibilidade nas agendas dos chefes de Estado.
Analistas políticos avaliam que o encontro pode marcar um momento importante de aproximação política e econômica entre Brasil e Estados Unidos, especialmente diante das transformações no cenário geopolítico global.
Enquanto isso, o governo brasileiro acompanha de perto os desdobramentos do conflito no Oriente Médio, que tem provocado impactos diretos na política internacional, no mercado energético e na segurança global.
Política
CPI aprova quebra de sigilos em investigação sobre Banco Master
Comissão do Crime Organizado mira pessoas ligadas ao banqueiro Daniel Vorcaro no chamado Caso Master

A CPI do Crime Organizado aprovou, nesta quarta-feira (11), uma série de requerimentos relacionados ao chamado Caso Master, ampliando o alcance das investigações que envolvem o Banco Master e pessoas ligadas ao seu controlador, o banqueiro Daniel Vorcaro.
Entre as medidas autorizadas pelos parlamentares está a quebra de sigilos bancário e fiscal de Fabiano Campos Zettel, que é cunhado de Daniel Vorcaro. A comissão também determinou a quebra de dados financeiros de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, apontado nas investigações como um dos operadores ligados ao banqueiro e conhecido pelo apelido de “Sicário”.
Além das pessoas físicas, a CPI também aprovou acesso a informações fiscais e bancárias de empresas citadas nas apurações, com o objetivo de identificar possíveis movimentações financeiras suspeitas ou conexões com o esquema investigado.
A comissão investiga possíveis irregularidades envolvendo estruturas financeiras e relações com atividades suspeitas, dentro do escopo mais amplo das apurações sobre crime organizado e lavagem de dinheiro. A análise de dados bancários e fiscais é considerada uma etapa importante para rastrear transações e esclarecer eventuais vínculos entre os investigados.
Com a aprovação dos requerimentos, os parlamentares responsáveis pela CPI passam a ter acesso a informações detalhadas sobre movimentações financeiras, operações empresariais e declarações fiscais dos investigados, o que poderá ajudar a esclarecer a estrutura e o funcionamento do suposto esquema.
A investigação do chamado Caso Master segue em andamento e pode gerar novos desdobramentos nos próximos meses, incluindo a convocação de testemunhas, análise de documentos e possíveis encaminhamentos para órgãos de controle e autoridades judiciais.
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